Episódio sem título

1164 Palavras
Margarida Dizer que ansiedade deve estar estampada em meu rosto é eufemismo, mas pelo jeito que todos me olham, não n**a o que minha boca ainda não pronunciou, medo, apreensão e dúvidas permeiam a minha mente, não posso dar um novo passo em minha vida com tantas coisas que não conheço do meu passado e com certeza podem impactar em meu futuro. - Calma minha querida, talvez vocês nem se vejam hoje. _ diz vovó segurando a minha mão. - Os homens gostam de mostrar quem tem o p*u mau, quer dizer quem manda mais, antes de finalizar tudo, se conheço bem o meu marido, ele primeiro vai ameaçar usar as facas deles e berrar que o poderoso chefão. _ diz Cecilia rindo enquanto coloca alguma coisa na boca de um dos gêmeos. - Não é isso que me preocupa agora... tem tantas coisas que ainda não sei e depois do que eles decidirem lá dentro tudo vai mudar rapidamente. _ digo sem jeito. - Entendo minha querida, vamos conversar na outra sala, queria que todos estivessem juntos, mas é melhor você saber primeiro e depois decidir se os outros devem saber. _ diz vovó levantando e me pegando pela mão, ela chama Madalena que logo no segue, Cecilia e Carmem ficam cuidado das crianças. - Sente- se aqui querida, o que eu vou lhe contar é muito triste, mas você precisa saber, o Manuel, seu avô, tentou muito proteger a sua mãe de Martin, não sei se Madalena sabe, mas Martin era um homem doente, psicopata, com dizem. _ ela começa a dizer se enrolando nas palavras. - Vovó, por favor, eu não estou entendendo... - Iolanda, a sua mãe, era irmã de seu pai, Martín. Quando seu avô descobriu o desejo de seu pai por sua mãe, tentou protegê-la de todas as formas, como o casamento com Madalena. Ele também orquestrou o sequestro e pôr fim a morte de sua mãe, mas ele de alguma maneira descobriu a tomando para si. _ diz ela chorando, não sei o que pensar ou dizer, as lágrimas caem dos meus olhos. - Como ele pode fazer isso com a própria irmã, ele era um monstro. _ digo chorando descontroladamente, até meus lábios romperam num grito estrangulado, uma dor intensa toma conta do meu peito, de repente sinto braços fortes e quentes me abraçarem, me sinto segura. - Eu me sinto muito pequena. _ diz uma voz desconhecida, me acalentando e me confortando como se já lhe pertencesse. - Obrigada! quem é você? _ perguntei, levando meu rosto para olhá-lo e imediatamente aquele olhar penetra meus sentidos e antes que ele possa responder sei quem ele é: meu noivo. - Arturo Garcia, seu noivo. _ele respondeu e novamente aquela voz faz meu coração acelerar, mas de repente tudo volta como ondas em minha cabeça. - Você também sabe, todos sabem? Eu sou fruto de um incesto e de um estrupo_ disse aos prantos olhando para ele e para meus irmãos todos ao meu redor, a vergo nha, o ódio imenso por tudo que aquele homem fez a ela, a minha mãe. - Nem todos sabem, Margarida, eu, Andrés e Pedro sabemos de você, porque ele deixou anotado em um de seus diários sobre o casamento e que Marta estava responsável por você, então a procuramos para descobrir a sua história. _ diz Hernandez se aproximando e pegando em minha mão. - Eu descobrir agora, sei que ele teve outro filho fora do casamento como você já conheceu Pedro, mas ele cresceu perto de nós e é muito parecido com Martín, desconfiava, porém nunca pude dizer nada, ao longo dos anos Martin foi obcecado por algumas mulheres, como a mãe a de Cecília, a sua mãe, eu sabia e como foi anunciado a sua morte, nunca mais soube notícias dela, mesmo depois de morto aquele homem consegue me deixar espantada. _ diz Madalena diz chorando. - Meu pai era conselheiro do seu pai, há alguns dias atrás ele me contou o porquê do nosso contrato de casamento. _ diz Arturo ainda abraçado a mim, me afastei dele, só agora me dando conta que estou agarrada ele como se fosse meu bote de salvação. - E como vão me apresentar? Como a filha do incesto de Martín? Como ela morreu, ele a matou? _ perguntei aos prantos, olhando para Hernandez e por fim vovó Marta. - Martin um dia chegou em minha fazenda exigindo que o acompanhasse ao hospital, e ncontrei Iolanda debilitada estava com leucemia... fiquei alguns dias no hospital com ela antes dela partir, em que ela me contou sobre você e seu imenso amor por sua pequena flor e me pediu que cuidasse você, mantive segredo por exigência dele ou seria impedida de me aproximar de você. _ diz ela com certa mágoa e que é dirigida a ele. - Você está registrada apenas no nome de sua mãe, Iolanda Santiago, por isso decidimos divulgar apenas isso, que você foi criada no convento, filha de um soldado que foi morto por ordem de Martin. _ diz Hernandez num tom sério. - Escondida para debaixo do tapete, sou o fruto de uma sujeira, até o nome da minha mãe ficará sujo como uma mulher que se rendeu ao pecado com um soldado qualquer. _ digo magoada. - Não pense assim querida, Martín foi um homem sujo, de mente e coração podre, você e sua mãe, são vítimas dele, mas nem todos vão entender assim, a solução que meu filho trouxe é para lhe proteger, podemos dizer que ela foi casada com esse soldado, do grupo que a sequestrou e por isso Martín mandou matá-lo e sua mãe morreu no processo. _ diz Madalena pegando em minha mão. - Acredito que seja uma boa solução, na minha família, somente eu, meu irmão Emilio e meu pai sabemos e não diremos nada. _ diz Arturo, ele aponta para o Emilio e assinto apenas com um olhar. - Mesmo sabendo de toda essa sujeira você ainda quer casar comigo? _ perguntei confusa. - Nós estamos prometidos desde que tenho dez anos Margarida, mesmo sem te conhecer, mesmo sem nunca ter visto o seu rosto eu te espero. Esse Casamento Se depender de mim já teria acontecido a muito tempo. _ diz olhando em meu olhos com um carinho que nunca recebi de ninguém em toda minha, aquele olhar intenso como se me queimasse e eu lhe pertencesse, traz toda segurança que eu preciso nesse momento, o abraço como reconhecimento da minha necessidade. - Então teremos um casamento. _ diz o Emílio com um sorriso largo, não entendi, mas agora não sei nem o que dizer. - Espero que fique tranquila agora minha pequena, saiba que apesar de todo sofrimento que sua mãe passou com Martin, ela me disse que você foi o motivo dela sorrir enquanto esteve viva, você foi a pessoa que ela mais amou. _ disse vovó Marta se aproximando de mim e me dando um abraço.
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