O Jantar

1340 Palavras
Emilio Garcia Estou ansioso, minhas mãos suam descontroladamente, papai está inquieto, hoje é um daqueles dias que ele parece está lucido e se mostram como o Antigo Wagner Garcia que cresci vendo dominar a casa como o poderoso chefão, Diana e a sua família já estão em Felicidia e decidiram ficar no hotel até o casamento, agora estou aqui em pé olhando pela janela, tentando disfarçar a ansiedade pela sua chegada, para esse jantar de noivado com nossas famílias, até tia Yolanda veio. - Devo confessar Vagner, que fez ótimo negócio com o casamento de Arturo, sempre imaginei que era com a filha de Martin, nunca imaginei que a sonsa da Iolanda tinha se casado com um qualquer e tido procriado. _ diz tia Yolanda sarcástica. - Não sabia que conhecia a mãe da minha noiva, tia. _ diz Arturo encarando confuso eu acho. - Aquela sonsa, todos a conhecia, a maioria dos homens arrastavam um caminhão por ela, mas ela só tia olhos para Alejandro, nosso irmão. _ diz com uma expressão de nojo. - Nem me fale daquele ser, ainda bem, que extirpamos ele da família. _diz meu pai irritado ao lembra, pelos que sabemos ele foi morto por ser gay, algo que era muito comum que acontecia com os antigos chefes. - Tia Yolanda, eu lhe peço que não se refira a mãe da minha noiva, dessa forma novamente, principalmente quando ela estiver presente. _ diz Arturo num tom autoritário sem elevar a voz, ela olha para ele visivelmente indignada. - Não ouse falar comigo dessa maneira novamente mocinha, nem seu pai controla o que ai da minha boca, não será você que o fará. _ diz o olhando cm um olhar mortal - Não sou eu que irá controlá-la, a senhora mesma o fará, pois se Margarida, ficar de alguma forma magoada e a família dela souber, a senhora terá que lhe dar o açougueiro e pessoa, pelo que vi na ultima vez que estive lá, eles já a colocaram debaixo de suas asas. _ diz Arturo divertido. - Yolanda não é nenhuma menina, Arturo, ela sabe até onde pode ir. _ diz papai a defendendo, gostaria de ver o açougueiro cortar a língua de tia Yolanda. - Ele não seria louco de tocar a mão em mim, muito menos uma faca, sou uma Montebelo, não uma qualquer. – diz em sua arrogância, ai como eu queria que ela usasse agir assim com uma das mulheres Santiago. - Yolanda, experimente esse doce que mandei fazer. _ diz minha mãe a distraindo e elas iniciam uma conversa sobre os preparativos do casamento e não dou a mínima. O relógio marcava seis e cinquenta e cinco da tarde quando o ruído das rodas na entrada de cascalho anunciou o momento que por muitas vezes vinha tentando ensaiar em minha mente — sem sucesso. O carro preto, lustroso, desacelerou diante da escadaria da casa, e o silêncio que se seguiu foi quase cerimonial, fui recebe-la expectante. O motorista abriu a porta com um gesto contido, de dentro surgiu primeiro o salto fino de um sapato vermelho — uma cor improvável para alguém que vinha de uma família tão tradicional como a sua, em seguida, a figura de Diana se revelou lentamente, como se o tempo se curvasse ao seu ritmo, ela usava um vestido azul-marinho de corte ousado, com um decote discreto que só se tornava provocante pela forma como ela o sustentava, com a postura de quem nunca se desculpa por ocupar espaço. Seus olhos verdes vasculharam os arredores com precisão militar, até pousarem em mim, me sentir como se tivesse sido dissecado, um instante depois, ela arqueou uma sobrancelha. — Então meu querido noivo, estou aqui. _ disse, sem sorriso, sem suavidade. — É um prazer finalmente recebe-la. _ disse me aproximando cauteloso, estendendo a mão. — Finalmente? — ela retrucou. — Prazer é um termo... flexível. _ disse passando por mim como uma tempestade elegante, sem oferecer a mão, apenas deixando atrás de si o perfume de lavanda e uma incógnita irritante. Eu permaneci imóvel por alguns segundos, tentando decifrar o que havia acontecido, era uma entrada, sem dúvida — mas também era um aviso. Cumprimentei seus pais rapidamente enquanto a via entrar sem nos esperar. E assim, naquele primeiro instante, o vínculo estava selado: não por carinho, mas por curiosidade. Não pela promessa do amor, mas pela certeza do desafio. - Isso será interessante. _ disse para mim. A mesa estava posta com talheres de prata e porcelanas com bordas douradas, o aroma do cordeiro ao vinho preenchia o ar, mas era a presença de Diana que dominava o espaço. Sentada ao meu lado de Diana não parecia deslocada nem nunca perdida, mas como sim distante como se aquilo não fosse para ela. - Tenho uma duvida, seu nome Juana ou Diana? _ digo tentando puxar assunto. - Os dois, minha avó sempre quis uma ilha para chamar Juana e minha mãe queria Diana. Meu pai conciliador, registrou os dois para deixar as mulheres de sua vida feliz. _ diz com carinho. - Diana Juana ou Juana Diana? -Juana Diana, mas prefiro Diana, em Los Angeles nem todos acertam a pronuncia corretamente. — Então, senhorita Diana — começou com um sorriso gentil —, é verdade que a senhora recusou três pretendentes antes de aceitar nosso Emílio? _ diz Tia Yolanda interrompendo. Tia Yolanda, uma mulher sem papas na lingua e olhar curioso, observava Diana com interesse. Ele já ouvira comentários sobre sua postura incomum, e decidiu romper o silêncio. Diana olhou para ele como quem avalia a pergunta antes de decidir se vale a resposta. — Recusei nove, na verdade — disse, com um tom seco. — E não aceitei Emílio, apenas aceitei conhecê-lo. A frase caiu como um copo escorregado da mão em minhas mãos, engoli o vinho mais rápido do que deveria. Tia Yolanda riu, desconcertada. — Direta, não é? Gosto disso, muitos jovens hoje enrolam demais. _ completou ela tentando manter a pose. — Muitos adultos também — retrucou Diana, sem hesitar. — Passam a vida tentando parecer educados, quando no fundo gostariam de dizer o que pensam. — E o que a senhorita pensa, então? De nós, de tudo isso? _ perguntou desafiando ou testado até onde iria a coragem de Diana. Diana recostou na cadeira, cruzou os braços e encarou Tia Yolanda com um leve sorriso nos lábios. — Acho que essa casa tem mais olhos julgadores do que janelas abertas, mas também acho que o cordeiro está excelente. Um silêncio respeitoso se seguiu, e então, Tia Yolanda assentiu. — Gosto de quem fala com verdade, mesmo quando incomoda. Diana ergueu a taça. — A verdade incomoda. Mas raramente engana. Emílio a olhou como se estivesse diante de um enigma que começava, lentamente, a se revelar - Vejo que sua filha é franca como você Raul, mas sinto esclarecer uma coisa com você mocinha... não somos meninos para você brincar, você não está aqui somente para conhecer a familia, seu casamento acontece daqui a alguns dias, não tem esse negócio de conhecer Emilio. _ diz meu pai encarando Diana que olha para seu pai claramente irritada. - Daqui a alguns dias? _ diz levantando uma sobrancelha para seu pai. - Sim, minha filha, coloquei a única clausula que você me falou no contrato e já está tudo certo. _ diz meu sogro confiantemente e encarando com autoridade. - então... viva aos noivos. _ diz ela erguendo a taça de vinho e todos brindamos, quando nos olhamos vejo fogo em seus olhos. - Surpresa! _ digo sorrindo. - Bela armadilha, querido noivo. _ diz sarcástica. - Armadilhas sempre surgem nesse cartel, minha querida, caímos bonito em uma, assim que seu irmão partiu, livrando minha irmã e me perdendo a você, a única ponte Real disponível. _ digo cinicamente. O jantar seguiu sem mais nos falarmos, Diana respondeu quando algo requeria sua opinião, deixando bel claro como queria seu casamento quanto decoração e casa que ficou de visitar no dia seguinte.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR