o inesperado

979 Palavras
Emilio Garcia - Emílio querido, temos que conversar, você já sabe se vai querer ficar aqui conosco depois do casamento? Se for preciso saber e mudar algumas coisas em seu quarto, preciso que me passe o número de Diana para saber seus gostos. _ perguntou a minha mãe assim que eu e Arturo entramos em casa. - Ele vai para casa deles mãe, Emílio tem um território para comandar e morar nele com a herdeira da família Ponte Real será a melhor forma de afirmar para o cartel a sua nova posição. _ diz Arturo sem esperar que eu dê a minha resposta. - Que droga! _ gritei subindo as escadas indo para meu quarto. Estou revoltado e isso não é segredo para ninguém, esse casamento está sendo um completo desafio que não estou disposto a aceitar, vou ter que mudar completamente o meu estilo de vida tive que abrir mão da Patrícia, a única mulher que tive na minha cama que conseguia acompanhar o meu ritmo, mas ordens são ordens, em contrapartida, estar com aquela gostosa não será nenhum sacrifício, deitado na minha cama não consigo tirar da minha memória aquele dia em que fui conhece-la. A tarde estava abafada quando estacionamos em frente a sua casa ou o nó da gravata me sufocava, na verdade, me sentia tão sufocado como se algo comprimisse a minha garganta, atravessamos os jardins da casa da sua casa com sorrisos amistosos, estava tão tenso que a minha mente não acompanhava a conversa na minha volta. Os gerânios floridos pareciam competir em exuberância com o nervosismo que brotava no meu peito. Tudo que conseguir saber sobre ela tinha a ver com a sua beleza, mas nada me preparou para o impacto daquela primeira visão. Diana surgiu no alto da escadaria como uma personagem saída de um romance francês. Vestia um vestido escarlate que contrastava com a pele alva e os cabelos negros caindo em ondas sobre os ombros. Os seus olhos, de um verde cortante, não piscavam diante do meu olhar curioso. Congelei por um momento, sem saber se admirava ou se fugia. _- Você está atrasado. _ foram as primeiras palavras que ouviu, nenhuma saudação, nenhum sorriso. Apenas aquela voz firme e sem hesitação. Juro que tentei responder, mas me perdi nas próprias palavras. Havia algo nela que me encantava e o inquietava ao mesmo tempo. Diana desceu os degraus devagar, como se cada passo fosse uma provocação. Seu porte era elegante, quase arrogante, e seus gestos calculadamente audaciosos. Durante o jantar, ela dominava as conversas, falava alto, opinava com veemência. Desafiava ideias e zombava de convenções. Era o oposto do que eu imaginara para uma esposa — e talvez por isso mesmo, sentisse o coração pulsar com uma mistura de fascínio e medo. Ao fim da noite, quando se despediu, Diana sorriu pela primeira vez, mas não era um sorriso afetuoso — era um sorriso que parecia dizer: “Sim, eu sei exatamente o efeito que causo.” - Espero que esteja preparado querido noivo, não sou como aquelas simplórias que caem a seus pés, sou capaz de usar uma arma tão bem como ou até melhor que você e não hesitarei usá-la para as coisas serem como quero. _ disse beijando-me bem próximo ao meu ouvido, me deixando mais uma vez sem palavras, coisa que é praticamente impossível e terrivelmente e******o, só quero ver se ela conseguira acompanhar o meu ritmo, quero ver essa arrogância toda me implorando para que eu a toque. Naquela noite, não conseguir dormir, pensava nos seus olhos, na sua postura, no choque daquela alma indomável. E soube que aquele encontro não seria fácil de esquecer, afinal, *"há belezas que encantam — e outras que inquietam até os sonhos mais profundos". Reviro mais uma vez na cama com a lembrança vivida da sua voz, o sussurro da sua ameaça velada, o beijo desafiador em meu ouvido, tenho certeza que aquela mulher não quer esse casamento tanto como eu não queria, tento negar para mim e para minha família que ela não será importante para mim, mas Diana já me desestabiliza e me provoca mesmo com toda distancia que nos separa e a perspectiva da sua chegada me deixa apovorado. Nos dias que se seguiram ao nosso jantar, não conseguia afastar Diana dos meus pensamentos, caminhava pelas ruas de Felicidia distraído, ouvindo ecos da voz firme dela reverberando em minha memória, havia nela uma força desconcertante e aquilo me provocava de um jeito que eu nunca imaginara. Resolveu, então, escrever-lhe uma mensagem, não ousei ligar, tampouco aparecer sem aviso, não queria agir como um bobo novamente. Pensei bastante em cada palavras, queria que fossem medidas, escolhidas, mas que não perdessem a sinceridade. “Senhorita Diana, Confesso que seu olhar permanece comigo, como uma chama que insiste em arder mesmo na ausência. Sua beleza me desarmou. Sua altivez, porém, despertou perguntas que ainda não sei como responder. Espero que não veja estas palavras como fraqueza, mas como o reflexo de um homem tocado pelo inesperado. Com respeito, Emílio” Ao enviar a mensagem, sentir um frio no estômago, um misto de temor e curiosidade, ela visualizou e até hoje não respondeu, fico com i dito a esperando algo que talvez não venha. Mais uma vez olho a mensagem sem resposta até que algo surge, dias depois recebeu uma resposta, ao olhar a resposta é como se eu sentisse seu perfume de lavanda e a resposta ousada que eu imaginava que teria. “Emílio, Se eu sou o inesperado, talvez você precise reaprender o que espera da vida. Diana” E ali, com apenas uma linha, Diana reafirmava o que ele eu suspeitava: ela não era uma lembrança comum. Era um ponto de virada — o começo de algo que eu ainda não conseguia nomear. - Essa mulher vai ser a minha salvação ou a minha desgraça. kkkkkk
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