Uma hora e meia depois, o almoço está pronto. A mesa foi posta com cuidado não excessivamente formal, mas elegante. O aroma do frango com ervas frescas se espalha pelo salão de jantar, misturado ao pão recém-aquecido e aos legumes salteados na manteiga. Amélie observa tudo por um instante. Está bonito. Está… digno. Ela limpa as mãos no pano e respira fundo. Então sobe em direção ao escritório. O corredor da ala oeste é mais silencioso. A porta está entreaberta. Ela bate de leve. — Senhor Cestáro? — Entre. Henrique está de pé atrás da mesa, casaco pendurado na cadeira, mangas da camisa levemente dobradas. Há papéis espalhados, mapas comerciais abertos, anotações feitas às pressas. Ele parece concentrado demais. — O almoço está servido — ela diz, mantendo a voz suave. Ele passa

