Capítulo 41. Venturoso

824 Palavras

Alguns dias depois, o céu amanhece limpo, de um azul calmo, como se a chuva daquela noite tivesse levado embora tudo o que precisava ir. O cheiro de terra molhada ainda paira no ar. Nos estábulos, Henrique observa os cavalos com atenção quase solene. Eles se movem com força e elegância, cascos firmes no chão, crinas balançando ao vento leve da manhã. Marcos está ali, apoiado na cerca, com um chapéu simples na cabeça. — Hoje é o dia. — diz. Henrique vira-se rápido. — Hoje? — Hoje. — confirma Marcos. — Se você quiser. Henrique sorri, aquele sorriso aberto que ainda parece novidade nele. — Eu quero. Marcos entra no estábulo e puxa um cavalo castanho, de olhar tranquilo. — Esse é o Venturoso. — diz. — Ele é paciente. Assim como você. Henrique estende a mão devagar. O cavalo cheira

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