O hall silencia quando os passos de Amélie desaparecem no andar superior. Os empregados retomam suas funções com discrição treinada. A porta principal se fecha. O eco da carruagem já distante na estrada vira apenas memória. Henrique permanece sozinho. A luz do lustre reflete no mármore aos seus pés. Ele passa a mão pelo rosto devagar. — O que foi que eu fiz… — murmura, quase num sopro. Não foi um gesto pequeno. Não foi um capricho de baile. Ele negociou com os Cavalcante. Pagou uma quantia alta.. alta demais. Desafiou, mesmo que indiretamente, o orgulho de Estefano. Criou um precedente. E trouxe para dentro de sua casa uma jovem marcada por uma dívida que não era dela. Ele começa a subir as escadas lentamente, sem destino específico. A mente trabalha mais rápido que os passos. F

