Henrique atravessa o salão sem olhar para trás. A música continua. As risadas também. Mas para ele, a noite já terminou. Ele encontra a porta lateral que dá para os jardins e sai. O ar frio o atinge novamente mais forte agora. A lua ilumina parte do pátio de pedra e as sebes altas que cercam a área externa. E ali, perto da fonte seca, ele a vê. Amélie. Sem bandejas. Sem postura rígida. Apenas uma jovem tentando controlar a respiração. Ela passa a mão rapidamente pelo rosto, como se não pudesse permitir que as lágrimas realmente caíssem. Henrique desacelera os passos para não assustá-la. — Senhorita.. Ela se vira abruptamente, assustada. — Senhor… eu… já estou voltando. A voz falha levemente. Ele se aproxima, mas mantém distância respeitosa. — Não precisa voltar agora. El

