Capítulo 59. Querida, Teresa

1123 Palavras

A noite cai pesada. Primeiro o vento. Depois o trovão distante. E então a chuva forte, constante, quase violenta contra os vitrais da mansão Cestáro. No quarto, Amélie desperta sobressaltada. Por um segundo, seu corpo reage antes da mente. Chuva significava problemas na casa dos Cavalcante. Janelas m*l vedadas. Água invadindo corredores. Criadas correndo para conter goteiras antes que a culpa recaísse sobre elas. Ela já está de pé antes mesmo de perceber onde está. Respira. Olha ao redor. O quarto é seguro. Mas o hábito é mais forte que a razão. Sem pensar muito, pega um xale e sai para o corredor. A mansão está silenciosa exceto pelo som da chuva contra os vidros altos. Ela caminha pelos corredores verificando as janelas do andar superior. Todas fechadas. Desce a escadar

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