Os dias seguintes revelam algo que nem Marcos, com toda a confiança que depositou, esperava ver com tanta clareza. Henrique não “assume” a administração. Ele organiza. Na primeira manhã, pede todos os livros de contas. Não só os recentes todos. Senta no escritório por horas, em silêncio absoluto. Anota, calcula, revisa. Não faz perguntas desnecessárias. Observa padrões. À tarde, chama o intendente. — Quantas pessoas comem na casa diariamente? — pergunta. O homem responde. — E o que sobra no fim da semana? — Henrique continua. Silêncio constrangido. Henrique assente, já entendendo. No dia seguinte, ajusta compras. Reduz excessos sem cortar qualidade. Redistribui alimentos para os estábulos, para as vilas vizinhas, sem anúncio algum. — Nada falta. — diz. — Mas nada sobra a ponto d

