Capítulo 46. De volta ao passado

849 Palavras

O dia amanhece claro demais para o peso que Henrique carrega no peito. Ainda cedo, antes que a casa desperte por completo, ele sela Venturoso. Não explica para onde vai. Apenas vai. O cavalo segue firme pela estrada de terra, o ritmo conhecido ajudando a organizar pensamentos que insistem em se misturar. O vento bate no rosto, traz cheiros antigos poeira, madeira, distância. Valerosa surge no horizonte como uma lembrança m*l guardada. Henrique diminui o passo ao entrar na cidade. As ruas são menores do que ele lembrava. Ou talvez ele tenha crescido demais. As pessoas passam sem reconhecê-lo, e isso traz um alívio estranho. Ele para diante da casa. A antiga casa. O portão é outro. A pintura, recente demais. As janelas abertas revelam vozes que não pertencem à sua memória. Roupas no v

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