A punição

3194 Palavras
A pobre garota no fim de um dia exaustivo, retornou para seu quarto. Soltou um longo suspiro e retirou os sapatos. – Cansada? - O delicioso tom britânico a acertou em cheio, fazendo a pobrezinha dar um pulo de susto. Apoiou a mão no peito ao sentir o coração disparar. Harry estava no quarto e como já era tarde da noite deduziu que ele claramente iria dormir ali também... Seria a primeira noite dos dois. Engoliu seco antes de responder. - S-sim. – Não precisa sentir medo. Eu já disse que não vou te tocar, só se você me quiser. - Sorriu de forma doce. - Se minha presença te incomoda não me importo em me retirar. – N-não... A-acredito que o quarto seja seu... E-eu quem o invadiu. - A de longos fios negros corava diante da presença imponente dele. – Nosso quarto agora, me atrevo a dizer. - Sorrio olhando para a morena. A moça apertava os dedos no vestido. – Eu durmo na poltrona. - Ele disse se aproximando da moça. - Vamos lá, respire, eu não sou um monstro. Sei que é assustador, sinto o mesmo, então vamos tentar conviver bem. Concorda? Assentiu de forma rápida e correu em direção ao banheiro. Harry sorriu, passou as mãos pelo cabelo. - Ela é mais tímida do que eu pensava. O moreno se sentou outra vez, apoiou os pés na escrivaninha e retomou a leitura de seu livro. Anne de trancou no banheiro e soltou o ar que estava preso nos pulmões. Ela não entendia o porquê sentia tanta vergonha dele. Ela não deveria agir assim logo quando ele é tão gentil. Retirou as vestes e entrou debaixo do chuveiro. Estava criando coragem para iniciar uma conversa, ela querendo ou não ele seria o marido dela. Então tinham que criar algum laço antes de procriarem. Pensar na ideia fez com que a pobrezinha corasse como um tomate. Ela era virgem, nunca nem foi beijada da maneira correta e já exigem que se case. Passou a vida esperando pelo homem certo. Banhou-se tranquilamente, vestiu um roupão, secou os cabelos negros e então saiu do quarto. Harry nem a olhou, provavelmente por saber que ela não se sentiria confortável de ser olhada só de roupão. Eram atitudes pequenas, mas que causavam um grande alívio na jovem garota. A de cabelos negros entrou no closet, fechou a porta atrás de si. Retirou o roupão, vestiu a calcinha e a camisola... Estava se amaldiçoando internamente, todas as camisolas que ela tinham eram curtas e transparente. Anne abriu o closet com cuidado, colocou a cabeça para fora. Harry não estava mais sentado na cadeira, o som do chuveiro estava ecoando. Ele havia entrado no chuveiro. A morena respirou aliviada e se deitou na cama, cobriu-se até o pescoço e respirou aliviada. Estava decidida a começar um diálogo com Harry quando ele retornasse. Depois de alguns minutos o moreno saiu do banheiro. A jovem imediatamente cobriu o rosto ao ouvir a porta se abrir. Ela temeu que ele saísse sem roupa do chuveiro... O britânico estava longe de ser feio, mas a moça não fazia ideia de como agir sobre a situação de ver um homem sem roupa. Pode ouvir uma risada gostosa acertar seus ouvidos, como música. – Eu estou vestido Annabeth, mesmo se não tivesse não me importo que veja. - Dizia ele com naturalidade. A mulher tirou o lençol do rosto olhando para ele, estava toda vermelha pela última frase. – Você é realmente adorável. Mesmo que me ofenda. É a primeira vez em toda a minha vida que uma mulher se esconde para não me ver sem roupa. - Sentou-se na poltrona sorrindo. Anne se apoiou em um dos cotovelos o olhando. - Não queria que você se sentisse desconfortável. – Não me sinto, não se preocupe. - Sorriu inclinando a poltrona. – Você pode deitar na cama... Essa poltrona deve ser desconfortável. - Sugeriu se deitando. – Então você não gagueja sempre? - O moreno ajeitou a poltrona e fez o caminho para o outro lado da cama. – Desculpe, eu estava nervosa. - Ela se deitou de frente para ele. – Entendo, não se preocupe. Você foi sequestrada e forçada a se casar com um m****o da máfia. - Harry retribuiu deitando-se de frente para ela. - Eu tentei convencer meu pai a te soltar, mas ele se recusa. Então quero que tenha uma vida agradável. Anne sorriu olhando para o rapaz. – Que foi? - Ele sorriu olhando para ela de volta. – Você é muito educado, bondoso e gentil para um homem da máfia. - Riu apoiando a mão na boca. – A máfia é bem mais organizada do que o mundo externo. - Sorriu passando as mãos nos fios negros. - Mas me diga... O que fazia antes do sequestro? Moça apoiou o indicador na bochecha. - Eu era garçonete de uma cidade da Islândia... Uma cidade de pesca. - Suspirou. – Não parece ser um lugar agradável... Cidade do interior cheia de pescadores. Homens ao mar por semanas em abstinência. Você deve ter ouvido muita coisa r**m. - Olhava com ternura para mim. Era inquestionável, Harry tinha uma linha perfeita de raciocínio. – Não só ouvia. Muitas vezes fui tocada sem permissão... Não sei quantas vezes me tranquei para chorar sobre isso. - Abaixou o olhar. – E porque não pediu demissão? - Estava curioso. – Eu precisava do dinheiro... E ninguém queria dar trabalho para uma garota órfã. Esse bar foi uma única oportunidade. - Suspirou olhando para ele. – E viver aqui? Tem sido tão r**m quanto o bar? - Se apoiou em um dos cotovelos olhando a bela moça. – Eu gosto daqui. Mas é difícil se adaptar a tantas regras... As vezes é sufocante. Sinto falta de pode dançar, correr... Sentir a grama. - Olhou para ele sorrindo fraco. – Entendo. - Sorriu com doçura. - Arrumarei um jeito de te levar para uma volta. Sorriu de forma animada. - Pode me levar para dançar? Ele assentiu. - Tentarei passar mais tempo com você também. Sorriu um largo sorriso dessa vez, cada segundo que passava com ele, ela se encantava mais pelo homem que ele era. – Mas teremos que parecer um casal para pessoas fora da família, temos que parecer que nos apaixonamos e estamos noivos por amor. - O moreno disse. - Como você já passou situações ruins com toques inadequados. Acredito que você deva me dizer onde posso te tocar em público. Ele estava preocupado em ser um gatilho para pensamentos ruins. – Não me sinto da mesma forma perto de você. Você pode me tocar em todos os locais. - Corou. - Menos nos mais íntimos. – Não devia me dar carta branca assim, se eu for um homem malvado e me aproveitar da sua bondade. - Repreendeu mesmo que sorrindo. – Eu confio em você. - Sorriu de forma doce. – Annabeth, não faça essa carinha para mim, vou acabar me apaixonando pela sua doçura. - Sorriu olhando para ela. Anne riu, apoiando a mão na boca. - Você fugiu de mim por muitos dias, achei que me odiasse por tirar sua liberdade. – Odeio meu pai por isso. Você não tem culpa. - Se deitou corretamente. - Vamos dormir moça, amanhã será um longo dia. Assentiu e se virou de barriga para cima. Olhava para o teto. A tensão havia sumido com o pequeno diálogo. Mesmo que não houvesse amor, poderíamos se tornar bons companheiros. ^~^ Annabeth acordou pela manhã com algo rígido contra seu corpo, passou as mãos para saber o que era, e tinha ondinhas. Abriu os olhos e percebeu que havia deitado praticamente sobre o futuro noivo. Estava com a cabeça no peitoral do rapaz, o braço sobre seu abdômen e a perna sobre a coxa dele. Corou quase ao ponto de explodir. Ele não parecia se importa já que estava sereno adormecido com a camisa um pouco levantada. A pobrezinha levantou rapidamente e correu até o banheiro para um banho rápido. Banhou-se com rapidez para não acordar o rapaz e saiu do banheiro no roupão como sempre. Ele havia acabado de despertar, estava esfregando os olhos. – Bom dia Annabeth. - Disse sorrindo. – Bom dia Harry. - Sorriu entrando no closet. – Não desça para o café ainda. Me espere. - Disse indo em direção ao banheiro. – Tudo bem. - Porque ela não conseguia tirar aquele sorriso do rosto? Vestiu a lingerie, um vestido florido, vermelho e preto, prendeu os fios negros em um r**o de cavalo e colocou saltos vermelho. A pior parte era sem dúvidas o código de vestimenta da máfia. A moça entrou no quarto passando o perfume, Harry passou por ela indo até o closet. Anne se sentou na cama para esperar e ouviu a porta. – Senhorita, Senhora Wright deseja sua presença para o café. - Dizia Wolfram pela porta. – Já vou Wolfram, estou esperando Harry se arrumar para que possamos descer juntos. - Abriu a porta informando o homem. – Que bom que o senhor irá acompanhá-la. - O segurança sorriu. - Vou na frente então. Assentiu com doce sorriso e fechou a porta outra vez. O moreno saiu do closet com uma camisa social preta para dentro da calça e uma calça social. – Vamos? - Disse estendendo a mão em direção a moça. Ela segurou a mão dele e os dois saíram do quarto de mãos dadas. – Quer passear no jardim depois do café? - Entrelaçou os dedos nos dedos pequenos da moça. – Eu adoraria. - Sorriu a bela moça apertando a mão dele. Caminharam juntos até a cozinha e foram recebidos com largos sorriso do casal mais antigo. – Que belo casal. - Jeremy dizia animado. – Disse que se dariam bem. - Victoria sorria. – Só viemos tomar café da manhã, não anunciar um casamento. - Harry puxou a cadeira para a noiva. Ela se sentou ajeitando o vestido. Ele arrumou a cadeira dela e se sentou ao seu lado a esquerda do pai. A jovem sorriu para Katherine e acenou, mas a moça de fios brancos simplesmente desviou o olhar. – Algum problema? - O moreno me olhou. Virei o rosto na direção dele. – Katherine tem estado estranha nos últimos dias. - Disse sussurrando. O britânico olhou para a moça que aparentava estar deslocada, abraçava o próprio corpo. – Verdade, parece ter algo de errado com ela. O café ocorreu com tranquilidade. Quando todos nos retiravamos, Harry chamou o pai. – Pai, a algo que quero conversar, duas coisas na realidade. - Disse olhando para o homem. – Claro, vamos a minha sala. - Disse o líder. Harry apoiou a mão no ombro feminino. - Espere por isso, ainda vou te levar até o jardim. Ela assentou de forma positiva. O moreno e o líder da família seguiram até o escritório. A garota viu a companheira de sequestro passar e a chamou. - Katherine! Eu e Harry vamos caminhar no jardim. Porque não vem conosco? – Obrigada Anne. Mas William não gostaria. - Subiu as escadas com uma expressão melancólica. Anne deu um longo suspiro. – O que houve querida? - Senhora Wright me abraçou de lado. – Tem algo de muito errado com a Katherine. - Olhou para a sogra. - Converse com ela, por favor. – Achei que de fato era impressão minha, mas pelo jeito não era. - Apoiou a mão na cintura. - Estou com uma desconfiança... Mas não se preocupe, sua sogra irá resolver tudo. Como vai as coisas com meu bebê? Sorriu a jovem colocando os fios atrás da orelha. – Bem... Ele tem se esforçado para me fazer sentir melhor. – Eu esperava isso dele. É muito gentil quando quer. - A senhora sorriu. A porta do escritório se abriu e saiu ambos os homens de lá. – Tudo certo, podemos ir agora. - Segurou a mão da moça com cuidado. Ela o seguiu, ambos caminharam de mãos dadas pelo jardim, o sorriso da morena era largo. – Você gosta da natureza? - A Perguntou curioso. – Sim, muito. - Abraçou o braço dele, enquanto caminhavam. – Que bom. Pode vir sempre que quiser passear aqui. - Sorriu para ela. – Mas e os seus pais? Eles me proibiram de sair. - Olhou confusa para ele. – Mas você é minha futura esposa, então acredito que deva ao menos passear por nosso jardim. - Apoiou a cabeça contra a dela. - Falarei com eles. Sorri, enquanto caminhavamos. – Posso fazer uma pergunta pessoal? - Disse a moça curiosa. – Claro Anne, qualquer coisa. - Parou para a olhar. – Você... - Ela achou que perguntar sobre a amante seria na lata e íntimo demais. - Você acha que algum dia seremos um casal de verdade? Ele sorriu olhando para ela. - Acredito que sim. Você é uma das poucas mulheres que mantém um diálogo comigo sem me devorar com os olhos. - Disse brincalhão. - Vou me sentar na sombra para que possa explorar um pouco o jardim. Se ela fugisse ele não perderia absolutamente nada, pelo contrário seria visto como a vítima que foi traído, então não se preocupou mesmo porque tinha certeza que ela não iria fugir. – Obrigada. - Sorriu de forma doce, retirou os sapatos, colocou ao lado de onde ele estava sentado e correu pela grama com os pés nus, sorrindo enquanto girava com o vestido. Harry sorria observando a felicidade que um ato tão pequeno fazia sobre aquela moça simples. Ela brincava entre as árvores e arbustos, olhava os bichinhos passarem pelas folhas e até se arriscava a perseguir uma borboleta. O moreno retirou os sapatos, seguiu em direção a moça e tocou em seu ombro. - Está com você. Correu em meio aos arbustos. A morena demorou alguns instantes para entender que ele havia iniciado um pega-pega, mas logo o perseguiu entre os arbustos. – Está fora de forma Anne. - Dizia rindo, enquanto corria. Parou para olhar para trás e nada da moça. - Anne? – Te peguei! - Passou por trás dele apoiando as mãos nos ombros largos. – Que ninja. - Sorriu a olhando. - Minha vez. A moça segurou o vestido para correr, gargalhava enquanto fugia do rapaz. Harry a puxou para trás a envolvendo em um abraço pelas costas, enquanto ambos riam. – Desculpe atrapalhar, mas senhora deseja a presença de vocês. - Dizia Wolfram nos olhando com ternura. – Aconteceu alguma coisa? - O moreno se afastou da moça. – Pelo jeito sim, um médico está examinando senhorita Katherine, pediram para que eu os convocasse para uma reunião de família. - Se inclinou e se retirou. – Houve algo com a Katherine? - Anne perguntou aflita. – Venha, vamos voltar. - Pegou os sapatos da moça e esticou a outra mão para ela. Segurou na mão dele e ambos seguiram até a sala de reunião, mas antes de entrar a moça colocou os sapatos outra vez. Abriram a porta e se depararam com Jeremy, Victoria e William sentados, todos muito sérios. – O que houve? - Harry se sentou a esquerda do pai. Diante da mesa uma adaga dourada. – Responderemos quando o médico trouxer o laudo. - A matriarca dizia com olhar sério. Anne sentou ao lado do noivo. Katherine adentrou a sala com o médico que entregou um papel para o patriarca. Jeremy leu as palavras com atenção. – E então? - A mulher disse aflita. – Ele fez. - O patriarca apoiou a mão na testa. - William a violentou. Harry e Annabeth ergueram as sobrancelhas surpresos. Victoria se levantou irritada olhando para o filho. – Harry recite a lei que se refere a companheira da máfia. - Mãe dizia de braços cruzados. – "Sua maior aliada é sua esposa, deve sempre ama-la e respeita-la. Todas as mulheres devem ser tratadas em meio a igualdade. Nunca avançar contra sua vontade e nunca a ferir." - Disse com tranquilidade. – É bem simples de fato. Nada de impossível. - Disse a mãe de ambos. - E você como primogênito foi incapaz de cumprir. – A regra é clara, se você quebra uma regra da máfia você dá algo em troca. - Victoria disse seria. – Ela é minha futura esposa e não posso tê-la como mulher? Qual sentido disso? - Perguntou William irritado. – As esposas foram escolhidas de forma minuciosa, foram estudadas para se encaixarem no perfil imposto por mim. - Jeremy apontou para si próprio. – O padrão era, mulheres bonitas, de grandes s***s e quadril para pode gerar netos. Mulheres inteligentes, sozinhas sem família e que fossem doces mais muito fortes. Para que você pergunta? – Não precisa responder, é óbvio, para serem líderes boas e justas. - William olhava sério. – Olha querido, nosso filho não é um completo inútil, ele sabe usar o cérebro. - A mãe disse apoiando as mãos nos ombros do primogênito. – Então desenvolva o raciocínio William Wright. - Disse o patriarca juntando as mãos e entrelaçando os dedos. – Não preciso, uma mulher nunca vai estar acima de mim. - Disse azedo. – Eu desenvolvo então. Uma mulher forte faz uma família forte, um marido forte, a base da casa é a esposa, se você não a respeita, se não a escuta ou se a fere, sua casa não tem uma base e desmorona. - Jeremy massageou a têmpora. - Graças a isso, de agora em diante você está rebaixado a supervisor, você não se senta mais ao meu lado, sua noiva se senta. Seu quarto é dela, e de agora em diante você dorme no andar inferior. O patriarca se ergueu diante do olhar devastado do filho. – Agora sua dívida com a máfia. - Pegou a adaga na mão. - Isso é a máfia, não uma festa de criança William, não pode errar ou quebrar as regras aqui. Agora você nota porque seu irmão caçula será o líder e não você. O moreno se ergueu engolindo seco. Harry se levantou e eu o acompanhei. – Coloque sua mão aqui. - O líder indicou. – O-o quê? - Anne olhou assustada para o noivo. Harry assentiu para ela como um indicativo de que era exatamente o que ela estava pensando. Em um único golpe o patriarca cortou o dedo mindinho do rapaz com a adaga. Annabeth gritou apavorada e abraçou ao noivo escondendo o rosto contra o pescoço dele. O moreno a abraçou forte olhando todo o sangue que saia. – Pronto. - Largou a adaga na mesa. - Doutor, faça com que esse i****a não morra por perda de sangue e jogue essa parte fora. - Apontou para o dedo. William gritava e se contorcia de dor, podia-se ver as lágrimas em seu rosto. Senhora Wright sorriu para Harry e a noiva. - Como foi o passeio no jardim? A pobrezinha olhava ainda em pânico para a sogra que agia como se nada tivesse acontecido. – Foi bom mãe, mas acho que ela está assustada. Vou levá-la para beber uma água. - Harry a olhou com os olhos tristes como se pedisse desculpa.
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