Mônica narrando...
Eu fiquei sem reação por alguns minutos, estava tentando processar tudo o que ela havia acabado de me falar, ela é envolvida no crime, ajuda a comandar um Morro, e eu já escutei falar sobre Xerife, mas sempre foi dito que era um homem, saber que é uma Mulher, inclusive a que eu estou me relacionando, é um choque e tanto! Quando eu ia responder a mesma, a moça chegou com os nossos pedidos, Mariah não desviou o olhar de mim, nem por um segundo, a minha cabeça estava dando voltas, eu não sabia nem o que responder.
Mariah: Fala alguma coisa, Mônica. — ela diz nitidamente nervosa.
Mônica: Eu... — acabo me enrolando e olho nos olhos da mesma. — Então você é uma traficante? — pergunto para ela que dá uma risada nasal.
Mariah: Sim, eu sou uma traficante. — ela diz e eu confirmo e engulo seco.
Eu não sei o que dizer ou pensar, eu simplesmente me envolvi com uma traficante, foi só eu brincar com a Estella sobre, que acabei descobrindo que eu não fiquei para trás, e estou com uma traficante bastante procurada! Ela fica me observando e eu começo a comer, percebo que a mesma fica sem jeito e então começa a comer a comida.
Depois que encerramos o jantar, ela pediu uma sobremesa e a gente m*l conversou, já estava ficando um clima bastante pesado, eu sabia que ela queria falar algo, e eu estava tentando absorver toda essa bomba que ela jogou no meu colo, eu vim aqui pronta para ser pedida em namoro, pronta para aceitar o pedido, mas com essa informação, eu não sei se eu conseguiria, o medo... São tantas coisas, respiro fundo e começo a prestar a atenção na mesma.
Xerife: Olha, Mônica, eu entendo se não quiser mais sair comigo, você está no seu direito, mas eu não podia ficar enganando você, principalmente porque eu gosto muito de você, estamos saindo por meses, não era justo eu continuar omitindo isso de você, eu ia fazer o pedido de namoro hoje, mas vou deixar você absorver toda essa história primeiro. — ela diz e eu apenas confirmo.
Depois que finalizamos tudo, ela me largou em casa e eu não conseguia parar de pensar sobre tudo o que ela me falou, eu me sentei no sofá e fiquei com os pensamentos longes, escutei um barulho e observei a Estella indo até a cozinha, ela me olhou com a sobrancelha arqueada e desistiu de ir para a cozinha, voltou se sentando ao meu lado.
Estella: Aconteceu alguma coisa? — eu fiquei na dúvida se eu falava ou não para ela, mas ela é a minha melhor amiga e eu não poderia esconder isso...
Mônica: Aconteceu, eu descobri que a Mariah não é o que eu pensava ser.
Estella: Como assim? — ela pergunta sem entender e eu suspiro.
Mônica: Mariah na verdade é conhecida como Xerife, ela comanda o Morro junto com o Dono, inclusive o Morro que fomos hoje. — falo e ela me olha surpresa.
Estella: Nossa, é perigoso isso. — eu confirmo. — Mas de certa forma, nosso serviço também é, quantas vezes ficamos cara a cara com o perigo. — ela diz e eu confirmo. — Ela gosta de você e a prova disso é que ela confiou em você para contar isso. E no fundo, você também gosta dela, se não, não estaria tão mexida assim.
Mônica: Pior é que eu gosto, eu já estava aguardando o pedido e pronta para aceitar, mas aí ela jogou essa bomba em cima de mim...
Estella: Ela confiou em você, então acho que você não deveria desistir desse relacionamento, vocês se gostam, conversem sobre os riscos. Até porque a polícia nem sabe quem ela é, já que falaram que o traficante xerife era um homem. — ela diz dando um sorriso. — Eu poderia mandar você ficar longe dela, seria o mais certo, mas quando gostamos, não adianta fugir.
Mônica: Você tem razão. — digo sorrindo e levanto indo até a cozinha, pego um copo sirvo uma dose de whisky e vou até o meu quarto trocando de roupa, coloco uma lingerie bem atraente e uma roupa mais larguinha.
Estella: Vai onde? — ela pergunta assim que eu apareço na sala.
Mônica: Para o Morro do Borel. — ela arregala os olhos e dá risada.
Estella: Você é doida, vai lá, só toma cuidado e me avisa quando chegar.
Mônica: Pode deixar... — solicitei um Uber que ficou bem surpreso quando viu o endereço, ele me largou na entrada e disse que não poderia subir mais, os rapazes da entrada tudo vieram em cima de mim e confesso que eu estremeci com isso.
Xx: Qual foi patricinha, tá perdida? — eles perguntam e quando eu vou responder, vejo o Dono do Morro.
Chacal: Mônica, né? — ele pergunta e eu confirmo. — O que tá fazendo aqui?
Mônica: Eu vim atrás da... — quando eu ia falar o nome dela, ele me interrompe.
Chacal: Da Xerife, imaginei, vem, eu te levo lá. — ele diz e eu agradeço ao mesmo. Ele monta na moto e me manda subir e eu fico sem reação olhando. — sobe logo, mina.
Mônica: Tudo bem. — dito isso, eu subo na moto e ele acelera fazendo eu agarrar a sua cintura. Ele me larga na frente de uma casa enorme e muito linda.
Chacal: Está entregue, aí, a minha prima gosta de você, então não magoe ela. — ele fala sério e eu juro que me deixou até receosa, eu apenas confirmei e fui em direção a casa vendo alguns rapazes armados, engoli seco e bati na porta.
Xerife: O que tá pegando? — ela abre falando e quando me vê, fica surpresa. — O que está fazendo aqui?
Mônica: Precisamos conversar. — ela da passagem e eu entro.
Xerife: Ignore o olhar dos vapores, eles nunca viram uma mulher comigo.
Mônica: Eles não sabem que você é lésbica? — pergunto sem entender.
Xerife: Sabem, mas eu nunca me envolvi com ninguém sério. Mas então, o que está fazendo aqui?
Mônica: Eu vim ficar com você. — digo e ela me olha arqueando a sobrancelha. — Não posso negar que eu gosto de você e eu quero muito você, coisa que nunca imaginei na vida que eu iria querer, me envolver em outro relacionamento, eu fui traumatizada demais, sabe.
Xerife: Eu imagino, mas eu não sou ela ou ele, enfim, eu gosto de você e quero você para mim. — ela fala se aproximando e eu engulo seco.
Mônica: Eu vou correr riscos, não vou? — falo e ela me olha sem graça.
Xerife: Ninguém vai saber no início, mas sim, mesmo assim tem chance de correr riscos, eu diria que o ideal é você vir morar para o Morro, mas eu sei que isso não é uma opção para você no momento.
Mônica: Não, não é, mas eu quero ficar com você, então faremos dar certo, se eu achar que tenho que vir, eu virei, mas por enquanto, vou seguir a minha vida no asfalto.
Xerife: Tudo bem! Então... — ela me olha e sorri, logo se ajoelha e pega a aliança do bolso, me deixando bastante surpresa, achei que ela tinha guardado, Seila. — Você aceita ser minha fiel?
Mônica: Isso seria no caso ser a sua namorada? — ela confirma e eu dou uma gargalhada. — Eu quero e aceito ser a sua fiel.
Ela levanta e coloca à aliança em mim e nela, me puxa para um beijo e vai me guiando para o seu quarto, quando chegamos, ela começa a me beijar e vai tirando a minha roupa, quando ela vê a minha lingerie ela dá uma risada de lado e me analisa todinha, sentir o seu olhar predador em cima de mim, faz a minha b.oceta encharcar.
Xerife: Quanta maldade ver você nessa lingerie, te deixou ainda mais gostosa do que já é, minha ruiva. — ela diz grudando a minha boca em outro beijo.