Mariah narrando...
Sabe aquele soninho gostoso? Bom, eu estava em um desses nesse exato momento, mas o meu despertador tocou e isso significa que está na hora de levantar e dar início à mais um dia... Saltei da cama e já fui para o banheiro, fiz xixi, tomei banho e fiz às minhas higienes, coloquei uma roupa confortável e fui em direção a padaria, assim que entrei, a Lili já veio me atender com um sorriso no rosto.
Lili: Bom dia Xerife, o que manda? — ela pergunta e eu dou um leve sorriso.
Mariah: Bom dia Lili, o mesmo de sempre, por favor. — ela confirma e depois de uns 5min ela vem até mim com o meu pedido, eu tomo o meu café devagar, pago a mesma e meto o pé dali...
Mais um dia que se inicia, mais um dia que sempre aparece diversos b.os para resolver e eu sabia que hoje não seria diferente, cheguei na boca e fiz o toque com os menores da contenção... Entrei direto para a minha sala e peguei o caderno para ver sobre a troca de plantão, voltei para a rua e todos estavam esperando que eu chamasse, eles sabem como funciona o esquema.
Mariah: Bolota... — chamei e ele veio até mim, olhei no caderno o valor de droga que tinha com ele e o valor de dinheiro para o troco também, fiz a conferência e estava batendo certinho, liberei o mano e dei continuidade um por um.
Estava no último quando o lírio dourado do campo chegou, com uma cara sonolenta, ele veio até mim e eu fiz o toque com ele que logo entrou para a sua sala... Depois que tudo foi revisado, entrei na minha sala largando às drogas que sobraram e o dinheiro, peguei o lote que havia separado e comecei a chamar os vapores que iriam entrar no plantão agora. Fui até a sala do meu primo e bati na porta.
Chacal: Entra. — ele diz já imaginando que sou eu.
Mariah: Você tomou café? — pergunto para o mesmo que n.ega e eu reviro os olhos. — tô indo buscar um café para você.
Meto o pé dali e vou até a padaria de novo, peço um café para a Lili e um salgado, não demora muito e ela me alcança, vou até a boca de novo e alcanço às coisas para o Chacal que começa a comer, eu digo para o mesmo que já revisei tudo do plantão anterior, mas vou revisar mais uma vez e já trago a contabilidade para ele. Saio dali e me sento na minha mesa e faço exatamente o que eu havia dito.
Bom, deixa eu me apresentar, eu sou a Mariah, mais conhecida como Xerife do tráfico, mas prefiro que me chamem só de Xerife, eu sou o braço direito do meu primo Chacal, ele comanda esse Morro desde a morte do nosso tio, e eu assumi depois de um ano como a sua Sub, ele dizia que precisava de alguém como eu ao lado dele, com sede de futuro e visionária, que só assim ele conseguiria fazer o Morro crescer.
Então eu embarquei nessa loucura, e vou falar, não me arrependo, não tem coisa melhor do que o dia a dia no Morro, ver o sorriso na cara dos moradores com tudo o que estamos conseguindo proporcionar à eles... Cada nova realização do Morro, é uma vitória para todos nós. Quem vê de fora, acha que é um morro qualquer, onde não temos recursos para nada, mas é aí que se enganam, o nosso postinho é praticamente um hospital, às nossas escolas, tem ensino médio e fundamente e temos uma parte de cursos de administração, tecnologia e contabilidade, agora em breve, vamos nos organizar para poder trazer os cursos de enfermagem, radiologia e nutrição.
Os nossos planos é só melhorar cada vez mais esse Morro! Depois da contabilidade revisada, fui até a sala do Chacal alcançar para ele. O mesmo abriu um leve sorriso e eu já serrei os olhos para o mesmo.
Chacal: O que seria de mim sem você, ein? — ele fala me fazendo revirar os olhos.
Xerife: Pelo menos você tem ciência das coisas né. — brinco com o mesmo que me aponta o dedo do meio e me faz gargalhar.
Chacal: Aí, como estão o andamento daqueles outros cursos?
Xerife: Tô na busca ainda, mais fé que vai dar certo. — digo e ele confirma. — Vou adiantar às minhas coisas que mais tarde tenho que sair.
Chacal: Com a paramédica? — ele pergunta e eu confirmo.
Meto o pé dali e lembro do sorriso lindo da Mônica, ela é toda perfeita e eu só me pergunto como vou contar para ela da onde eu sou, somos de mundos diferentes, será que ela aceitaria o fato de eu ser moradora de um Morro, ser do movimento e ainda por cima uma das chefes daqui? Respiro fundo, afastando esses pensamentos, eu preciso contar para ela, só não sei ainda como vou fazer isso, mas eu vou...
O dia foi a maior correria, quando eu soube do incêndio no pé do Morro, eu meti marcha para lá, mas já tinha sido contido e o Chacal já havia levado a Dona Paula para o hospital, eu olhei para uma viatura de bombeiros e uma ambulância saindo do Morro e estranhei, mas quando senti o olhar dela em cima de mim, eu gelei e virei de costas na mesma hora.
É, eu não faço ideia de como eu vou contar para ela, mas de hoje não passa! Eu já tenho os planos de pedir ela em namoro, então vou já passar a real para ela, porque não tem como o relacionamento iniciar com mentiras. Verifico se estão todos bem e saio dali indo para a boca, cruzo com o Chacal e já passo a visão para ele que vou trazer a Mônica aqui para jantar, ele me olha surpreso e confirma.
Chacal: Esse lance é sério mesmo, né? — ele pergunta e eu dou um sorriso.
Xerife: Tô gostando dela, só espero que ela seja recíproca. — digo e ele confirma.
Chacal: Sabe que torço por você, né! — ele diz e eu confirmo. Vejo ele olhando no celular e logo abre um sorriso.
Xerife: Qual foi desse sorriso aí, normalmente é quando tu está aprontando algo. — digo e ele n.ega com a cabeça.
Chacal: Só umas informações de uma pessoa que eu pedi e chegaram, nem esquenta, vai para casa descansar, tomar o teu banho e depois vai curtir com a tua fiel.
Xerife: Beleza, tô indo nessa, qualquer coisa aciona.
Chegou a hora de ir buscar a minha ruiva e já contar tudo para ela, eu estou nervosa, mas é o certo a se fazer, ela precisa saber quem eu sou e no que eu sou envolvida, meti marcha para o endereço dela, graças a Deus, não sou procurada, todos acham que Xerife é um homem, então não tenho preocupação nenhuma em sair para o asfalto, assim que cheguei, já mandei mensagem para ela e não demorou muito para ela sair, eu abri um sorrisão por ver ela toda produzida para mim.
Entramos no carro e no caminho eu já fui preparando ela, mas o frio na espinha estava presente, às mãos soando, só que agora não tinha mais volta, subi o Morro e assim que paramos em frente ao restaurante já entramos, Betina nos guiou até uma mesa mais reservada e eu agradeci a mesma que logo se retirou, Mônica me olhava e eu dei um sorriso sem graça para a mesma.
Mônica: Abre o jogo logo, por favor. — ela diz e eu confirmo.
Xerife: Eu moro aqui no Morro. — digo e ela confirma. — Sou conhecida como Xerife. — ela me olha com mais atenção. — Sou o braço direito do Chacal aqui no Morro do Borel. — digo e ela me olha sem expressar absolutamente nada. — Eu não podia te esconder isso e peço desculpas por não ter falado antes, mas também não sabia onde o nosso rolo iria chegar. — falo e quando ela vai me responder a Betina chega com os nossos pedidos.