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1385 Palavras
Zahara Bianchi Acelero para fora dessa mansão com uma vontade enorme de explodir. Mas como não tem como, eu extravasei pisando fundo no acelerador. No meio do caminho, eu acabei pedindo delivery. Querendo como não, eu estou esfomeada, e com certeza não irei cozinhar. Não, eu não tenho funcionários diariamente no meu apartamento. Vários motivos para explicar o por quê, uma delas sendo a existência da minha madrasta e cunhadas, obtendo informações minhas, ou entrando no meu apartamento quando não estou. Por quê? Gostaria eu de entender. Mas eu saio sempre cedo e volto tarde, não preciso de todas as refeições do dia, e com tecnologia, praticamente não tenho trabalho nenhum. Neste momento, estou correndo do estacionamento para o elevador. Correu tudo bem, portanto, acabei de entrar no meu apartamento. — ... — suspiro fundo, descendo dos saltos. Caminho até ao meu quarto, e vou directo para o banheiro. Casar... com tanta coisa importante acontecendo e para se fazer na vida, ele me fala uma besteira dessas. Com os meus pensamentos turbinando, eu simplesmente tomo o meu banho, cuido da minha pele, a minha higiene o**l, e terminando de colocar o meu pijama, a campainha toca. É o zelador, deve ter subido com a minha comida. Saio do quarto e vou o atender. — Boa noite, senhorita! — saúda. — Boa noite! Como vai? — falo pegando nas sacolas. — Bem e a senhorita? — diz. — Também! — respondo. — Muito obrigada! — agradeço, e ele sorri. — Sempre a sua disposição, com licença! — diz, eu assinto e ele sai. Tranco a porta e vou para a sala. — Humn... — está cheiroso. Abro a minha comida na mesa de centro e vou para a cozinha pegar meus talheres, uma taça e uma garrafa de vinho. Me senti no meu tapete e ligo a TV para me distrair dos meus pensamentos, começando a comer. — Não tenho ninguém para falar do que está acontecendo... — suspiro repensando na minha vida, assistindo a uma série. Nada melhor para distrair a mente vendo coisas desse tipo. Foi tranquilo até eu terminar de comer, por que eu estava esfomeada e eu não pensei em outra coisa para além de e encher a minha barriga... Talvez por estar de barriga vazia o meu cérebro não estava funcionando direito. — Maldito... — balbucio, deitando as embalagens fora, lavando os talheres e voltando para à mesa, me servindo de mais vinho. Coloco na minha frente o laptop e a ficha que o Romeo trouxe para mim. — Ficha limpa... huh... — levo a taça aos meus lábios observando ela. — Ele não tem não... — observo, irada. Quem é ele para chegar aqui do nada e ser tão soberbo? E por que o senhor Jean prefere ele a mim? Ele é da máfia. O que um advogado como ele faria com alguém da máfia? Ou o Romeo me deu uma informação errada? — O Romeo pode exagerar as coisas quando quer e o senhor Jean não lidaria com um mafioso... Não... — falo, bebendo. — Argh... — suspiro. — O que ele tem para resolver com o meu pai? — me questiono, mexendo no iPad. — Quando eles se conheceram, e o que aconteceu para fazer ele vir para cá? — me questiono observando as pesquisas. Não tem nada do que eu procuro, mas ele é de uma família extremamente rica. Isso eu deduzi. — Quem é aquele i****a? — me questiono encostando a minha cabeça no sofá. — E como ele... me analisou tão rápido e tão... bem? — que confuso. De onde ele me conhece? — Tenho tanta coisa para pensar e aquele italiano metido continua enfastiando a minha cabeça — acabo com todo o conteúdo da minha taça, e volto a encher. Vamos analisar as posições das peças, Zahara. Vejo as informações que ele me tinha mandado e busco juntar as peças. Bem, eu tentei por um bom tempo e acho que fiz alguma coisa, antes de simplesmente apagar aqui sentada. Despertei com o meu celular tocando de maneira inconveniente. — ... — alcanço o celular, sem conseguir abrir os meus olhos, exausta. Alarme... Desligo e aparentemente apaguei novamente, pois estou despertando agora com o meu celular tocando sem parar. — ... — balbucio, irritada vendo quem está me ligando e sentido a dor de dormir fora da cama. É o Romeo ligando. — O que é? — indago, irritada, e voltando a fechar os olhos. — Mau-humor, entendido — diz, e eu suspiro. — Se ligou apenas para me perturbar eu vou desligar — falo. — Não! É que nós combinamos de dar um pulo na fábrica hoje para ver as amostras do próximo lançamento — espera... — Que dia de semana é hoje? — me questiono. — Por isso que eu falo que devia descansar e ter uma vida social... — esse i****a está me dando lição de moral. — É final de semana, senhorita Zahara! — diz e eu suspiro. — Primeiro, eu sei que é final de semana — se não eu não teria bebido até cair, eu só precisava de um puxão de memória. — E... por que você quer ir mesmo? — me questiono, esfregando os meus olhinhos, cansados. — Não vai me deixar na mão, chefe! Eu sou o seu estagiário e foi assim que combinamos — fala e eu suspiro. Sem vontade alguma de levantar, tampouco sair. Mas eu tenho uma empresa por tomar conta e um assistente que não vai me deixar em paz, aparentemente. — Em uma hora eu saio — falo. — Pode me dar boleia? Eu aguardo na empresa — diz, e era só o que me faltava. — Se você atrasar, você se vira — respondo. — Pode deixar, até logo! — diz animado, e eu desligo. — ... — suspiro fundo, com a minha cabeça e corpo doendo e uma exaustão danada! Depois de uns cinco minutos, eu me forço a levantar, e bem... pelo menos eu acabei com a garrafa. Foi bom... Pego a taça e a garrafa e vou para a cozinha, lavar a taça meio que me despertou um pouco por conta do toque da água. Liguei o robô aspirador, para deixar ele limpando o meu apartamento e vim para o quarto. Queria tanto deitar na minha caminha. Vou para o banheiro, faço a minha higiene o**l, tomo o meu banho, cuido da minha pele e vou para o closet. Não monto nada demais, calças jeans, sapatilhas, uma blusa e jaqueta pretas, acessórios e só. Pego na minha bolsa e saio. Detesto me atrasar e está ficando encima da hora. Corri para o meu carro e acelerei. Não é mais tão cedo, está quase na hora do almoço, e no final de semana eu não mantenho a maioria dos meus funcionários trabalhando, apenas os mais necessários, cujas tarefas são imprescindíveis. Então, não devo me atrasar para isso. Chego em minutos na frente do prédio da minha empresa e o Romeo entra. — Bom dia, chefe! — detesto tamanho bom-humor matinal. — Bom dia! — respondo. — Tomou pequeno-almoço? — pergunto dirigindo até uma pastelaria. — Tomei... — responde, e não me importa. — Compre o que quiser para você, dois croissants e chocolate quente para mim — falo, parando. — Tá! — diz, saindo e eu suspiro aguardando. Eu estou exausta. Não demorou para ele regressar e eu acelerar até lá. — Eu estou tentando, mas não me parece que irão me conceder as informações daquela gangue — ele diz, olhando para o celular e eu suspiro. — Não precisa mais se preocupar com isso, eu investigo sozinha — falo, e ele me encara. — Como sozinha? A senhora é filha do venerado Gilbert Bianchi que inclusive está concorrendo a presidência e uma CEO conhecida no mundo dos negócios, não devem a pegar no meio de nenhum escândalo — fala, e eu sorrio com a preocupação dele. Como se eu já não tivesse conhecimento dessas coisas... Faz muito tempo que eu sou filha do meu pai, Romeo, mas eu agradeço a sua preocupação. — Não se preocupe — falo, terminando o meu croissant. — Eu hein, estou é assustado — fala, e eu o ignoro acelerando até lá. Vamos fazer isso logo para eu voltar para o meu apartamento.
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