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1871 Palavras
Alejandro narrando Eu entro dentro do escritório e me sento, não tinha mais nenhuma secretaria trabalhando aqui, era apenas eu e Juan, alguém bate na porta e eu mando entrar, era doutor Vinicius. — Doutor Vinicius, entre – eu falo para ele — Tudo bem, Alejandro? – ele pergunta — Sim, e você? — Tudo certo! — O que te traz aqui? Algo de errado com a Yolanda? — Não, é que seu pai está me mandando mensagens querendo saber sobre o sexo da criança – ele fala. — Eu já disse o que deve falar. — Eu sei, eu fiz isso – ele fala – porém, a doutora Manoela me entregou o resultado completo e resolvi te trazer aqui se por acaso você quiser dar uma olhada. – ele me entrega o envelope. — Obrigado. — Eu sei que talvez você tenha apenas aceitado as exigências dela para não ter problemas e nem discussão naquela hora. — Eu realmente aceitei porque quis – eu falo com o envelope em mão – mas, agradeço por ter vindo até aqui. — Era isso – ele fala se levantando – qualquer coisa estou a disposição. — Obrigado – eu respondo Ele sai de dentro do escreveria saber ritório e eu abro o envelope lendo tudo, até mesmo o sexo do bebê, eu r***o todo o exame e o envelope em milhões de pedaços, onde ficaria impossível alguém ler algo e jogo no lixo. Eu tinha decidido respeitar as decisões da Yolanda e eu ia seguir firme nisso, se ela não queria saber o sexo, ninguém iria saber até a hora dessa criança nascer. Eu olho para aqueles papeis no lixo e abro um pequeno sorriso, confesso que achei que jamais ficaria feliz em saber que eu seria pai, mas escutar aquele coração batendo, me fez sentir algo diferente. — Deveria saber bater na porta – eu falo para o meu pai que entra. — Precisamos conversar sobre muita coisa – ele fala. — Pode começar, mas seja rápido, tenho compromisso essa noite. — Compromisso com o que? Que eu não estou sabendo. Seria mais uma exigência da sua esposa? — Não, você dNão você deveria saber, que é um compromisso eleitoral – ele me encara – você e mamãe deveria está lá também. — Eu quero saber sobre esa criança — Calma pai – eu olho para ele – você está querendo colocar tudo sobre pressão, não é assim que as coisas deve saber. — Vinicius não me disse nada com nada, vocês dizem que não conseguiram ver nada, o que você quer que eu acredite? — Que realmente não conseguimos ver o sexo – eu respondo – quer o que? Que abrimos a barriga de Yolanda, a gente ver se é menina ou menino e depois fechamos? — Precisa ser um menino. — Se for uma menina, vamos ter que aceitar – eu respondo para ele . — Você sabe as consequencias que vai ter se vier uma filha mulher – ele fala – eu escolhi Yolanda desde o começo, eu sempre soube que ela me daria um neto homem, mesmo você escolhendo a Virginia, você se casou com ela. — Chega! – eu respondo – se ela ter uma menina, não vai mudar as coiusas, continuarei herdeiro e tem muito tempo para vir um herdeiro homem. — Você sabe que as coisas não é bem assim. — É sim, papai. Você só pensa em tragédia, pensa daqui dezoito, vinte, vinte e três anos, precisamos viver agora. — Você sabe que devemos pensar, nossa vida é totalmente incerta – ele fala me encarando – você deveria pensar, deveria pensar em tudo como eu penso também. — O senhor precisa parar um pouco – eu me levanto – estou aqui me candidatando a governador para melhorar a situação para nós, pensando na máfia e na nossa família, me casei com a Yolanda contra a minha vontade e agora posso ter um filho ou uma filha, me deixa decidir as coisas eu mesmo, eu sou adulto e posso decidir. — Você sabe que ter uma filha mulher como sua herdeira – ele fala suspirando – teria que pensar em um bom casamento para ela, pensar que o marido tomaria o seu lugar e vai saber como seria as intenções desse marido, isso tem que está fora de cogitação. — E você me indica o que? Se descobrir que é menina fazer o que? — Abortar – ele fala com toda convicção do mundo. — Sai daqui pai – eu falo apontando para fora. — Como? – ele questiona — Estou mandando o senhor sair daqui – eu olho para ele. — Alejandro, você não pode está pensando – ele fala me encarando – você já sabe o que é, é uma menina, não é? — Eu não sei o que é e nem Yolanda sabe – eu olho para ele – vamos manter assim, até a criança nascer. — Como? Eu não admito isso! — Você não precisa admitir nada, isso é uma decisão minha e de Yolanda e isso não tem nada a ver com você, agora por favor vai embora. — Você vai se arrepender por isso – ele esbraveja com raiva. — Vai embora – eu olho para ele que me encara. — Vamos conversar melhor sobre isso – ele fala — Até a noite – eu respondo. Meu pai tinha toda razão em suas preocupações, ele sabe que uma filha mulher como a primeira poderia mudar todos os passos, mas eu não queria pensar nisso agora, queria manter Yolanda longe de todos os problemas. (...) Chegamos na festa com Yolanda ao meu lado a mesma sorri quando entramos, todos cumprimentam e parabenizam pelo bebê, todos querendo saber mais detalhe sobre essa gravidez que era uma grande novidade para todos. Yolanda narrando — Querida – Paola fala me abraçando – logo vai marcar esse nenê. — Quantas coisas lindas vamos poder comprar – Cecilia fala sorrindo. — Parabéns – a tia de Alejandro e mãe de Pietro fala sorrindo. — Obrigada – eu sorrio de volta. Todos comentam sobre a gravidez, Alejandro está conversando com alguns chef de estados e outras pessoas importantes para o México, junto de Pietro que está ao seu lado, os dois evitava se encarar ou trocar olhares e até mesmo mencionar um ao outro. Mas, eram discretos até porque qualquer olhar errado poderia causar muitos comentários negativos para todos. — E você acha que é o que? – a tia de Alejandro pergunta. — Não sei, não consigo sentir isso ainda – eu sorrio – mas eu e Alejandro concordamos que o que vier será muito bem vindo. — Para de besteira – ela fala sorrindo – Alejandro quer um menino, assim como o vô também. Até porque precisa né, imagina uma menina como a primeira filha. — Quem decide o que vai vir é Deus, independente se vier uma menina ou menino, será muito amado ou amada por nós – eu olho para ela – me desculpe, mas não consigo ficar perto das mesmas pessoas que respirar esse ar machista. — Yolanda – Paola fala. — Por favor, me deixe sozinha – eu sorrio para ela ea mesma assente. — Tem certeza? – Cecilia pergunta — Sim! Eu saio andando para longe delas, todos dizem a mesma coisa quando se referem ao sexo do bebê, que tinha que ser menino, se não fosse menino, era como se fosse algo inútil. Eu sei que Alejandro era o herdeiro, o próximo chef de máfia e ele ter uma filha mulher iria trazer muitos ricos e competições, mas eu não queria isso, não queria pensar e escutar isso a minha gravidez toda, eu queria que tudo isso fosse leve sempre perdida -. — Como sempre perdida e longe do seu marido – A voz de Pietro soa nos corredores gigantes daquele lugar e eu me viro e ele se aproxima. — E você sempre me seguindo. — Queria te parabenizar pela gravidez. — Obrigada, agora preciso ir – ele segura meu braço. — Espera – ele fala — O que você quer? Já tivemos problemas de mais, Pietro. — Eu sei que você soltou a notícia da gravidez com medo que ele fizesse algo contra você. — Alejandro não vai me machucar e nem essa criança, ele está mudado. — Você acredita nisso? – ele pergunta me olhando – você acredita que ele realmente vai mudar? Isso vai acontecer até a criança nascer, passar as eleições. — Por favor, só me deixe ir embora. Tem muita gente de olho em mim. — Confia em mim, eu já disse que posso te ajudar a te tirar das mãos deles. — Você quer me arrumar problemas – eu falo para ele – apenas isso. — Não é essa a minha intenção – ele fala – eu quero que você se livre dele, você sabe assim como eu, que essa criança não merece ele como pai. — Yolanda – eu olho para trás vendo Juan e Pietro me larga – Alejandro me mandou te procurar. — Não está acontecendo nada de mais – Pietro responde. — Não precisa defender ela – Juan fala se colocando na minha frente – você deixa ela em paz, quer arrumar problemas para ela? — Apenas se você o cão de guarda falar alguma coisa – ele fala rindo. — Chega com isso Pietro, você já sabe o que fez - Juan fala – indo atrás de Cecilia querendo arrumar confusão para o nosso lado. Nos deixe em paz, segue com sua candidatura, campanha fazendo ela limpa e que o melhor vença. — O dinheiro vença – Pietro fala – porque só assim vocês vão levar essas eleições. — Deixe Yolanda fora de qualquer plano seu – ele fala. – Vamos Yolanda. Eu sigo Juan que anda e me coloca na sua frente voltamos para festa e ele me para. — Evita conversar com Pietro – ele fala – não queira deixar as coisas como era antes. — Eu não procurei ele, ele veio atrás de mim. — Uma pessoa já morreu por causa disso, não queira colocar mais vida em riscos. — Por que ele procurou Cecilia? — Esqueça isso – Juan fala nervoso me encarando – não fale isso a ninguém, nem mesmo Alejandro e nem mesmo a Cecilia, você entendeu? — Desculpa. — Se você não quer que ninguém mais morra, feche a boca e se comporte – ele sai andando. Cecilia me encara e Paola também, eu ando em direção a elas. — Está tudo bem? — Sim, Juan me encontrou perdida no meio dos corredores – Alejandro se aproxima colocando a mão sobre os meus ombros. — Realmente os corredores são como labirintos – Paola fala — Eu já me perdi várias vezes – Cecilia diz rindo — Não vou sair mais daqui – eu olho para Alejandro sorrindo e ele assente com a cabeça. O pai dele se aproxima de nós mas não se dirige a palavra a nós dois, apenas a sua mãe, falando algo baixo e depois saindo, ela olha para Alejandro que encara sua mãe e depois sua mãe sai andando, alguma coisa está acontecendo entre eles.
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