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1265 Palavras
Yolanda narrando Alguns meses depois... Eu estava de 34 semanas de gestação, ele continuou fazendo a minha vontade e não forçou para saber o sexo do bebê, por mais que todos esteja bem ansiosos, era noticia em todo o lugar. ‘’ Qual seria o sexo do filho do futuro governador?’’ Alejandro já era dado como o governador eleito, estamos a menos de 4 semanas para os resultados das eleições, ele fez uma campanha muito boa, está a frente do seu primo, ganhando de largada, ninguém consegue nada contra ele e podemos dizer que a sua campanha mudou muito de lá para cá, está bem diferente, ele está ainda mais do povo e estou começando acreditar que realmente ele esteja com boas vontades. A minha relação com ele melhorou bastante, a gente conversava e até mesmo saia, eu não me sentia mais prisioneira no nosso casamento, ele também mudou em relação a isso até mesmo na frente das outras pessoas, pessoas que eu digo, da máfia. Seu pai ainda não aceita o fato de não saber o sexo do bebê, ele queria porque queria saber, era importante para ele, ele e Paola estão meio brigados por causa disso. — Isso está uma delicia – eu falo comendo o pão de mel que tinha ganhado de uma eleitora de Alejandro – sério, você pode dizer que adoramos receber presentes que é comida – Alejandro me encara. — Você está toda lambuzada – ele fala me entregando um guardanapo que tinha no carro. — Quem é que carrega guardanapo no carro? Apenas você – eu falo me limpando. — Você come o tempo todo, comecei a trazer – ele fala. — É bom que os seus eleitores vão saber que eu amo receber comida. — Até de mais. — O que você quer dizer com isso? – ele sorri — Nada. — Estava pensando a páscoa está chegando, porque não fazemos uma campanha com os seus amigos ricos e poderosos para arrecadar chocolates, balas para oferecer para as crianças? – ele me encara — Me diz uma coisa, você é madre tereza? — Achei que você não conhecia santa, ainda mais Brasileira. Mas não, eu sou apenas Yolanda – eu abro um sorriso para ele. — Fica a vontade – ele fala – para fazer a campanha. — Obrigada – eu falo – irei fazer todos que estiverem no jantar doarem. — Você vai afastar os meus amigos – ele fala rindo – sua interesseira. — Eles são ricos, o que é doar uma meia dúzia de chocolate? Vai fazer nem cocegas na conta bancaria de vocês, aliás você também vai doar – ele continua dirigindo. — Você já prometeu tanta coisa , quero ver você cumprir todas. — Eu sou apenas sua esposa, quem vai cumprir é você. Eu estarei apenas ao seu lado tendo a certeza que você está cumprindo elas. — Eu sempre soube que não deveria casar com você. – eu encaro ele. — Só que agora você está casado, o mundo todo sabe e azar seu, vai ter que me aguentar. – ele me olha Ele não fala nada apenas continua dirigindo, eu já tinha aprendido a lidar com o jeito dele de ser, ele era calado e não demonstrava muito os seus sentimentos. A gente chega em casa e assim que descemos, Alejandro apenas para o carro para que eu desça. — Você tem um jantar hoje a noite, vai descansar – ele fala — Você vai onde? — Preciso assinar uns papeis com o meu pai, ele me chamou para ir até lá. — Claro – eu falo tirando o cinto – Não demora. — Vai sentir saudade? — Eu nunca sinto – eu sorrio e ele me encara. — Qualquer coisa não hesite em ligar – eu assinto com a cabeça. Eu entro dentro de casa e subo as escadas, eu me deito na cama e adormeço, acordo com meu celular tocando e quando eu pego ele, não era o número de Alejandro, era um número desconhecido, mas não era ligação, era mensagens, eu abro aquelas mensagens e acho estranho. — Você não acha estranho que Alejandro sempre fale que seus pais sumiram? – eu começo a ler as mensagens que me enviaram – Você já pensou em voltar para sua casa para ver se eles estão lá? Olha, Alejandro matou os seus pais e se eu fosse você eu iria até lá. Alejandro narrando Eu deixo Yolanda e vou em direção a máfia, eu estaciono o carro na frente e entro para dentro da sede, eu passo pelas salas de treinamentos e vejo que tinha o dobro de homens sendo treinados, eu entro no escritório do meu pai e ele estava respondendo alguma cosia no computador. — Está se preparando para uma guerra? – eu pergunto – porque está treinando todos aqueles homens. — Por segurança – ele fala – faz tempo que a gente não treinava homens novos. — E todos entraram por livre pressão? – eu pergunto — Por favor Alejandro, você realmente está mudando muito. Primeiro é o sexo da criança, sua forma de fazer campanha. — Você está nervoso, porque? A campanha está indo muito bem e graças a sua nora que você tanto queria que eu me casasse. — E pelo jeito você está gostando, estão se dando bem. — Não era essa a intenção? – eu pergunto — Paola falou que Yolanda se recusou a ficar na nossa quando a criança nascer. — Sim, ela quer ficar na nossa e eu respeito a decisão dela. — Você não acha que você está respeitando de mais as decisões dela? – ele questiona – toda hora que eu te pergunto algo você está respeitando. — A gente sabe, nós dois, que a minha mãe não casou a força com você – eu olho para ele e ele me encara – você a respeitou, a tratou como uma princesa e agora quer que eu trate Yolanda de outra forma? – ele me encara – quando eu a tratava m*l eu era errado e agora eu sou errado também? Ou é porque – eu sorrio e reviro os olhos – eu não estou deixando você mandar em mim, papai? — Eu não sei se você sabe Alejandro, mas um dia você vai comandar tudo isso – ele fala – e eu estou com dúvidas se realmente você é capaz disso. — Eu não sou capaz? Quem sabe o meu primo é – eu falo me levantando – quem sabe eu chego na frente de todo mundo e desisto da minha candidatura? — Você não vai fazer isso – ele fala nervoso. — Não me ameace – eu olho para ele e saio sem assinar papel nenhum. Eu chego em casa e começo a procurar por Yolanda mas ela não está tocando seu piano como sempre fica nesse horário, eu subo para o quarto e não vejo ela, eu desço e encontro a governanta. — Você viu Yolanda? — Senhor , ela saiu – ela fala — Para onde? — Ela disse que encontraria uma amiga. — Amiga? — Foi o que ela disse. — Obrigado – eu falo e ela sai andando, eu acho estranho e ligo para Cecilia. — O que foi? – Cecilia pergunta — Yolanda está com você? — Não. — Ela vai encontrar você? — Não. Porque? — Ela saiu e disse a governanta que iria encontrar uma amiga. — Não sou eu – ela fala – e que amiga é essa? — Eu não sei – eu desligo o telefone preocupado.
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