— Tão atraente quando está emburrado. – Ela sussurrou em meu ouvido, sua voz suave e provocante, enviando uma onda de calor por todo o meu corpo.
Minha respiração ficou um pouco mais pesada, meus olhos fixos nos dela enquanto nossos rostos ficaram perigosamente próximos. A tensão s****l entre nós era palpável, e eu lutava para manter a compostura, para não ceder ao desejo que crescia em mim.
Mas então, ela selou os lábios nos meus em um beijo intenso e urgente. As faíscas que haviam sido acesas pela provocação dela agora explodiam em chamas, consumindo todo o espaço entre nós. Suas mãos encontraram o meu rosto, seus dedos acariciando minha pele enquanto nossas bocas se moviam em perfeita sincronia.
Cada toque, cada movimento era carregado de urgência e luxúria. Eu a segurei mais perto, meus sentidos em chamas, minha mente entregue ao calor avassalador do momento. As mãos dela desceram pelo meu peito, encontrando o cinto do meu cinto e desfazendo-o habilmente.
Minha mente estava turva com o desejo, minha resistência diminuindo a cada segundo que passava. Ellen parecia determinada a me desarmar completamente, a levar-me a um lugar onde não havia espaço para preocupações ou responsabilidades. Eu a queria, de uma forma que nunca tinha sentido antes, o desejo que nos consumia não podia mais ser contido.
Escuto um som de passos se aproximando.
Alguém pigarrea discretamente. Ellen e eu nos separamos abruptamente, nossos lábios ainda parecendo queimarem com o calor do beijo interrompido. Ela voltou ao seu lugar, visivelmente corada e envergonhada, enquanto eu tentava conter minha frustração pela intromissão inoportuna.
— Peço desculpas pela intromissão. – O comissário parecia desconfortável. – Venho avisar que estamos prestes a pousar.
— Obrigado. – acenei com a cabeça, agradecendo com um olhar frio.
Minha mente fervilhava com a raiva pelo momento que havia sido interrompido.
Ellen ajeitou suas roupas e apertou o cinto de segurança, tentando parecer o mais normal possível. Eu a observei por um momento, percebendo como ela estava envergonhada pela situação. Em meio à minha irritação, uma parte de mim sentiu um leve toque de diversão. Era quase como se estivéssemos em uma situação de adolescentes sendo pegos em flagrante.
Decidi provocá-la um pouco para dissipar a tensão, inclinando-me em sua direção e levantando uma sobrancelha com um sorriso sarcástico.
— O gato mordeu sua língua? Ficou tímida de repente? – meu tom de voz é brincalhão.
Ela revirou os olhos, a cor voltando gradativamente ao seu rosto, e me mostrou o dedo do meio. Fiquei genuinamente surpreso por um momento, antes de soltar uma risada baixa. Ellen tinha um jeito único de me surpreender.
A turbulência sacudiu o avião, e vi a expressão de Ellen mudar para uma palidez assustada. Ela apertou o cinto de segurança com força, seus olhos mostrando seu medo. Instintivamente, inclinei-me em sua direção, segurando sua mão com firmeza.
— Ellen, isso é normal. É apenas turbulência. – olho em seu rosto e o acaricio.– Logo estaremos no chão em segurança.
Minha voz saiu mais suave do que eu havia planejado. Ver Ellen assustada mexeu comigo de uma forma que eu não esperava. Ela olhou para mim, seus olhos encontrando os meus, e seu aperto na minha mão diminuiu um pouco. A turbulência continuou por mais alguns minutos, mas eu continuei segurando sua mão, tentando transmitir um pouco de conforto.
Finalmente, o avião começou a se estabilizar enquanto nos aproximávamos do pouso. Ellen soltou um suspiro de alívio e olhou para mim com um sorriso tímido.
— Desculpa por ter ficado tão assustada. Eu sei que é bobagem, mas não consigo evitar. – sua voz era envergonhada, ela quebra o contato visual.
Sorri de volta, apertando suavemente sua mão antes de soltá-la.
— Não tem problema. É uma reação natural. – seguro seu rosto com delicadeza. – Você está bem agora.
O avião tocou o solo com suavidade, e eu senti a tensão finalmente deixar meus ombros. Olhei pela janela, vendo as luzes da cidade à noite se aproximarem. Estávamos na Itália, e minha mente estava cheia de pensamentos sobre o que estava por vir.
Ellen ajeitou-se em seu assento, soltando o cinto e olhando para mim com um misto de expectativa e determinação.
— E então, o que vamos fazer agora? – ela sorri entusiasmada. – Pra onde vamos?
Meus olhos encontraram os dela, e um arrepio percorreu meu corpo.
Não estava planejando levá-la nessa viagem, mas quando a vi em meu jatinho fiquei tão surpreso que esqueci completamente do meu objetivo principal.
Não poderia simplesmente dizer a Ellen que planejava vingança ou qualquer coisa parecida, pois isso implicaria muitas coisas e logo ela descobriria que eu não era apenas um CEO, mas sim o chefe da maior máfia da Europa; não podia deixar isso acontecer.
— Agora, Ellen, vamos pra minha propriedade. – sorri amigável. – Depois irei apresentar a cidade.
Ela sorriu, um sorriso cheio de entusiasmo, era como ver uma criança na manhã de natal.
— Ah, eu m*l posso esperar! – Ellen exclamou, a empolgação brilhando em seus olhos.
A expressão dela era contagiante, e por um momento, minha mente se afastou dos pensamentos sombrios que me cercavam. Eu a observei, notando como sua energia era genuína e revigorante. Ellen sempre tinha uma maneira única de me tirar do meu casulo de responsabilidades e preocupações.
Conforme o avião taxiava até a pista de pouso, senti uma mistura de emoções dentro de mim. O desejo de proteger Ellen, de mantê-la afastada do perigo que eu sabia que estava à espreita, lutava contra a atração crescente que eu sentia por ela. Era uma luta interna, uma batalha entre o homem que eu me tornara e o homem que eu desejava ser.
Ellen segurou minha mão, seu toque gentil e reconfortante. Olhei para ela e sorri, meus olhos encontrando os dela.
— Está tudo bem, Ellen. Estamos seguros agora.
Ela assentiu, seu sorriso transmitindo confiança. Conforme o avião parava e os motores eram desligados, senti um alívio genuíno por estarmos finalmente em solo. O comissário de bordo se aproximou, dessa vez com um sorriso amigável.
— Espero que tenham tido uma boa viagem, senhor, senhorita.
Agradeceu pela educação, mas minha mente já estava trabalhando em planos para demiti-lo assim que eu pudesse, por ter estragado o momento com Ellen. Mas isso era um assunto para depois, um detalhe a ser cuidado longe dela.
Ellen desafivelou o cinto de segurança e se levantou, esticando o corpo após o longo voo. Seus olhos brilharam enquanto ela olhava pela janela, absorvendo a visão da Itália à noite.
— É tão lindo aqui. – sua voz sai baixa, quase um sussurro. – É como um sonho.
Eu a observei por um momento, sentindo um calor reconfortante se espalhar por dentro de mim. Ela se virou para mim, seu sorriso irradiando alegria.
— Obrigada por me trazer junto, Donatello. – seus olhos encontraram os meus, cheios de gratidão.
A emoção que encheu suas palavras tocou algo dentro de mim. Eu poderia ter tido inúmeras razões para mantê-la afastada, mas vê-la ali, ao meu lado, me fazia questionar todas elas. Ela me via como alguém além do CEO impiedoso, além do homem marcado pela escuridão do passado. Ela via além das máscaras que eu usava, e isso era assustadoramente libertador.
Sorri para ela, um sorriso genuíno que refletia a sinceridade do momento.
Ela se aproximou, abraçando-me de forma espontânea e afetuosa. A sensação dos seus braços ao meu redor era reconfortante, uma promessa silenciosa de apoio e compreensão. Eu a segurei com firmeza, sentindo uma sensação de pertencimento que eu não experimentava há muito tempo.
Enquanto a abraçava, deixei que todas as dúvidas e medos que haviam me atormentado se dissipassem por um momento.