JP Narrando
Começo a lembrar da minha mãe. Invadiram o morro e a levaram. Meu pai não sabia quem era o culpado. Depois, ligaram para ele e mandaram a foto dela morta; logo em seguida, ele se matou. Por isso eu nunca quis me relacionar com ninguém, o amor deixa a gente vulnerável. Mas a Luna apareceu e mudou tudo... O pior é que nunca achamos o filho da p**a que matou minha coroa.
Eu: — Não pode ser... não, não é possível! — Falo levantando num pulo. — NÃO PODE SER! — Dou um murro na parede com toda a minha força.
Lice: — Pode sim. Eu cheguei a essa conclusão quando me contaram como tudo aconteceu. Você não quis ligar os pontos antes porque isso te machuca e você queria esquecer. — diz ela, levantando também.
MK: — Qual foi, tlgd? Estou perdidão aqui.
Eu: — Se ela estiver certa, o chefe deles é o maior inimigo da nossa família. O mesmo que matou a nossa coroa.
Menor: — Por quê?
Eu: — Na época do meu coroa, eles tentaram invadir e não conseguiram por uma semana. Depois, entraram de tarde, trocaram tiros enquanto uns homens buscavam minha mãe. Ameaçaram a Lua e levaram ela. Ninguém sabe até hoje quem são esses filhos da p**a.
PH: — E agora foi do mesmo jeito. A única diferença é que a Lua matou um deles.
Menor: — A gente não vai perder a Luna. Não vai mesmo!
MK: — É melhor deixar a Lua fora disso.
Eu: — Vou tentar esfriar a cabeça. Assim, pilhado, não vou conseguir nada. — Falo e saio.
Vou para a sala de treino. Chego lá e desconto toda a minha raiva no saco de pancadas. Meus dedos já estavam sangrando, e a imagem dela não saía da minha mente: o sorriso, o jeito que ela me acalmava...
Eu: — POOOORRAAAA! — grito e me sento no chão, exausto.
Por isso eu não queria me apegar. Eu não sei o que fazer. Não posso perder o controle igual ao meu pai. Vou achá-la e depois deixá-la livre. Ela não pode ficar comigo; eu tenho muitos rivais e eles sempre vão vir atrás dela por acharem que ela é meu ponto fraco.
Começo a chorar. É a primeira vez que me sinto assim, totalmente perdido. A Kátia sumiu do mapa, não tem nem como achá-la agora. c*****o, que ódio!
3 semanas depois
Lua Narrando
Aqui em casa está f**a. A Juju chora direto atrás da Luna; já chegou a ir para o hospital de tanta tristeza. A Luh entrou em contato e eu contei o que aconteceu; ela chorou muito e sumiu de novo, parece estar muito m*l.
E eu? Estou tentando aguentar. Os meninos não me dizem nada. Quando a Juju chora, eu choro junto. É de partir o coração ela chamando "mamãe". O JP m*l aparece em casa. Por mais que ele negue para si mesmo, eu sei que ele está sofrendo. O Menor, nem se fala... ele descobriu que é irmão dela. A Vicky vem aqui direto dar um apoio, e a Lice está ajudando os meninos na estratégia, mas também não me conta nada.
Acordo agora com a Júlia chorando.
Eu: — Oie, minha vida! Chora não...
Juju: — Quelo mamã... fome. — Eu já não sei mais o que fazer para consolar essa criança.
Eu: — Vamos comer, vamos. — Levo ela para a cozinha.
JP Narrando
Descobri de quem é o morro rival e quem é o dono. Consegui colocar uma infiltrada lá e ela me passa tudo o que rola: da entrada até a saída. Ela já me deu a localização de onde a Luna está. Montei a estratégia de invasão e escolhi quem vai. Vamos invadir hoje de madrugada. Tudo tem que dar certo.
Agora estou aqui na gerência, conferindo os últimos detalhes, quando o Menor entra.
Menor: — E aí, tudo certo?
Eu: — Aparentemente, sim.
Menor: — Quando pegarmos ela, o que você vai fazer em relação a vocês dois? Nessas três semanas, você deixou bem claro que gosta dela.
Eu: — Vou deixá-la livre. Deixar ela ir embora. Ela não merece sofrer por estar comigo. — Falo, e ele n**a com a cabeça.
Menor: — Você vai deixar ela ir? Pensei que gostasse da mina.
Eu: — Justo por gostar dela demais é que eu não posso deixar que ela continue se machucando.
Menor: — Você que sabe, tlgd. Faz o que você achar melhor. — Ele se cala.
Menor Narrando
Esses dias estão sendo osso, ainda mais por descobrir que ela é minha irmã. O "velho" veio aqui.
[Flashback - 2 semanas atrás]
Douglas: — Menor, tem um coroa aí atrás de você.
Eu: — Mande entrar. — Ele entra e me deparo com um rosto que não me era estranho.
Velho: — Lembra de mim, filho?
Eu: — Oxe, tlgd? Tá doido?
Velho: — Não. Eu sou seu pai e pai da Luna. Fiquei sabendo que vocês se encontraram. Sua mãe morreu no parto e você sobreviveu. Eu dei você para uma mulher criar e fiquei com a Luna. — Nada daquilo fazia sentido na hora.
Eu: — Você está maluco! Por que eu deveria acreditar em você? — Ele puxa uma foto antiga e me mostra: ele comigo no colo, ainda bebê.
Velho: — Jhonata, você é irmão da Luna. Só vim te contar isso. Ela não merece ficar sozinha. Faça sua irmã feliz, como eu não fiz. — Ele falou e saiu.
[Fim do Flashback]
Depois disso, achá-la se tornou minha maior prioridade. A Vicky me apoiou e esteve do meu lado o tempo todo. Hoje é o dia de resgatar minha irmãzinha. Eu vou trazer ela para casa. Não volto sem ela, nem que para isso eu tenha que descer até o inferno.