Capitulo 15

909 Palavras
Luna Narrando Passou uma semana. Eu achava que o JP viria atrás de mim, mas agora já perdi as esperanças. Cheguei à conclusão de que estou gostando dele pra c*****o, e o pior é que nem sei se saio daqui com vida. Todo dia eu apanho da Kátia. Estou fraca, não como quase nada e sinto uma dor insuportável na barriga. Só sei que estou vivendo um inferno. Kátia: — Oiiie, cheguei! — fala entrando com uma faca na mão. Eu: — Por que você não me mata logo, hein? — pergunto com a voz falhando. Kátia: — Bem que eu queria, mas o chefe não deixa... ainda. — Ela começa a me cortar e eu grito de dor. Eu realmente não aguento mais. Ela me dá um chute, começa a me bater, e um desses golpes acerta em cheio a minha barriga. Eu solto um grito agoniante. Sinto algo quente escorrendo pela minha perna e, nesse momento, o barulho de vários tiros explode lá fora. Minha vista escurece e eu apago. JP Narrando Já está na hora da invasão. Estamos todos no galpão e eu estava repassando o plano pela última vez; nada pode dar errado. Eu: — Então é isso. Prestem atenção para todos voltarem vivos. Vamos! Saímos. Alguns foram de van, outros em carros. Eu, Menor, PH, Lice e o meu melhor atirador fomos no carro blindado. Eu estava nervoso; o c*******o ficava a uma hora de distância. Quebra de tempo Chegamos. Meus soldados já estão todos em posição, só esperando o meu sinal. Rádio ON Eu: — Atenção... 1... 2... 3. Bora lá! Rádio OFF Os caras foram pra cima, já trocando tiro e subindo o morro. Eu fui junto. O morro deles era bem bagunçado, o que facilitou para nós, já que tinha muita casa velha e destroços para se esconder. Vou matando quem aparece na frente, mas a subida está difícil, são muitos homens. Eles estavam prontos, bem armados e atentos; não foram pegos de surpresa. As coisas aqui estão sinistras. Quebra de tempo Depois de muito sufoco, avisto o galpão onde ela deveria estar. Eu: — E aí, tlgd? É ali! PH: — Vamos na cautela para não dar nada errado agora. O Menor e o MK começam a atirar com silenciadores para limpar o perímetro, porque tinha muito vapor ali fora. Apagamos todos e entramos no galpão. Estava vazio. Eu: — Como assim, c*****o?! — grito, perdendo a paciência. MK: — Eae, mano! Tem uma escadinha aqui! — Corremos em direção à escada. Subimos e damos de cara com uma porta fechada. Meto o pé, arrombo tudo e entro. A Luna está jogada no chão, desacordada. O Menor corre até ela. Eu entrei em transe ao ver aquela cena. Menor: — A respiração dela está muito fraca! Temos que tirar ela daqui agora ou vamos perder ela! — diz, pegando-a no colo com cuidado. Eu: — Leva ela pro postinho. Eu só saio daqui com a cabeça do dono dessa p***a! — Falo vendo os cortes no corpo dela. Minha raiva transbordou; eu queria sangue e era o que eu ia ter. PH: — JP, a gente veio buscar ela. A Luna é o mais importante agora, vamos embora! Eu: — POR ISSO MESMO! ELE MEXEU COM A PESSOA ERRADA! AGORA ELE VAI SE ARREPENDER! — grito, cuspindo as palavras. Menor: — JP, vamos logo c*****o! Eu também quero acabar com ele, mas olha o estado dela! Você disse para seguir o plano, então vamos seguir essa p***a! Eu: — JÁ MANDEI VOCÊS IREM! EU SÓ DESÇO COM A CABEÇA DELE! — Saio em disparada pelo corredor. Rádio ON Eu: — Achamos a Luna. Deem cobertura para o Menor sair. A gente só sai quando eu estiver com a cabeça do Manuel. Rádio OFF Mato mais um soldado deles e pego o rádio na frequência do inimigo. Eu: — E aí, seu p*u no cu? Vai se esconder até quando? Manuel: — Tô escondido não, tô aqui parado. É só vir me achar. — deboca. Eu: — Só estava esperando o convite. Rádio OFF O Henrique me avisa que o verme está na casa principal. Sigo para lá trocando tiro com tudo o que se move. O PH vem logo atrás de mim, em silêncio, me dando cobertura. Invadimos a casa dele. Matei os seguranças da frente e entrei na sala. Lá estava ele, sentado no sofá com a Kátia ao lado. Eu: — Então era essa v*******a que estava por trás disso... — Falo com a arma apontada para o Manuel, enquanto o PH mira na Kátia. Eu estava com tanto ódio que nem dei chance. Descarreguei o pente da minha pistola na cara do Manuel. Eu: — Vai pro inferno agora. Peguei o rádio dele para dar o aviso final. Rádio ON Eu: — O Manuel está morto. Acabou essa p***a! Quem for contra, saia do meu morro agora ou vai ter o mesmo destino. Rádio OFF O tiroteio foi cessando lá fora. Olhei para a Kátia e dei uma risada amarga. Eu: — Acho muito injusto com a Luna eu m***r você agora. — Passo o rádio para os meus crias. — Venham para a casa do Manuel. Levem a Kátia para o nosso morro e joguem ela no galpão. O resto está liberado. Saio dali, pego o carro e voo direto para o meu morro. Preciso chegar no hospital. Preciso ver se a Luna ainda está viva.
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