capitulo 16

875 Palavras
JP Narrando Chego no hospital do morro, entro e vejo os manos sentados com a mão na cabeça. Eu: — E aí? — Eles olham para mim com caras nada boas. Menor: — Levaram ela para dentro e até agora não falaram nada. MK: — Já fui procurar saber, mas ninguém diz nada. Falaram que tem que esperar os médicos saírem lá de dentro. Sento e fico com a mão na cabeça. Várias fitas passam pela minha mente. MK: — Tá pensando em quê, maninho? Eu: — Eu peguei ela achando que ia proteger, mas acabei fodendo com a vida da mina, mano. — Coço a cabeça, agoniado. MK: — Relaxa, vai dar tudo certo. — Ele encosta a cabeça na minha e ficamos ali no silêncio do hospital. Duas horas depois Até agora nada. Já estou com raiva, as meninas estão todas aqui, menos a Lice. Finalmente, um médico vem em nossa direção. Médico: — Acompanhante da Luna? Eu: — Aqui. — Levanto rápido. Menor: — Como ela está? Médico: — Primeiramente, me chamo Rodrigo. Eu estava à frente do caso dela. Ela chegou bastante machucada e com muitos sangramentos. Agora ela está estável, conseguimos salvá-la, mas o bebê não... — Nisso, meu mundo parou. Eu: — Como assim, o bebê? Rodrigo: — Ela estava grávida de dois meses e sofreu um aborto acidental. Menor: — Ela está acordada? Podemos ver ela? Rodrigo: — Ela acordou, mas demos um remédio para ela dormir. Por enquanto, só pode receber uma visita. Menor: — Vai lá, JP. Mais tarde eu vejo ela. — Ele fala e eu nem consigo responder, só sigo o médico até o quarto. Entro e paro ao ver ela deitada, cheia de fios, toda machucada e com vários pontos. Vou até ela e pego na sua mão. Eu: — Eu não consegui te proteger. Fiz tudo errado. Achei que comigo você estaria segura, mas não está. — Falo baixinho, negando com a cabeça. Fico ali esperando ela acordar e acabo pegando no sono. Acordo com ela me chamando. Luna: — JP? — fala com a voz fraca e chorando. Me levanto e vou até ela. Eu: — Como você está? Luna: — Com muita dor... Eu não sabia o que falar. Sabia que ela não estava falando só da dor física. Comecei a fazer carinho nela. Ela se virou de lado com dificuldade e pediu para eu deitar com ela na maca. Assim eu fiz, abraçando ela com todo o cuidado do mundo. Dois dias depois Luna Narrando Hoje recebi alta. Estou esperando o JP acabar de resolver as coisas para irmos para a nossa goma. Esses dois dias foram tranquilos: ele dividia o tempo entre o morro e o hospital, e quando não era ele, o Menor ou a Lua estavam aqui comigo. Saio e vejo o JP sentado todo largado mexendo no celular. Chamo ele para irmos embora. Ele assina minha alta e fomos para o carro. Por mais que a nossa casa seja perto, eu não tenho condições de caminhar, não. Ele dá partida e logo chegamos. Quando entro, está a cambada toda lá. Eu: — Já? Meu Deus! — Falo fazendo cara de nojo e começo a rir. MK: — m*l-agradecida! Eu podia estar comendo alguém agora, sabia? Mas estou aqui. — Todos riem. Procuro a Luh e não a encontro. Sento no sofá e pego a Juju no colo. Eu: — Que saudade, meu amor! Juju: — Mamããã! — fala toda alegrinha. Vicky: — Amiga, que saudade! — diz me abraçando de lado. Depois de m***r a saudade de todo mundo, aviso que vou subir. Estou morrendo de sono. Menor: — Amanhã, às 19h, passo aqui para te pegar. Vamos sair, tenho uma coisa para te contar. Eu: — Tá bom. — Falo, meio sem entender. Mando beijo para o povo e subo. Deito na cama e começo a chorar. Eu ia ter um filho. Por mais que não tivesse sido planejado, estou m*l demais em saber que minha primeira cria não veio ao mundo por causa de uma louca e sua obsessão. Meus pensamentos são interrompidos pelo JP entrando no quarto. Bato na cama e ele deita; eu me encaixo no peito dele. Eu: — JP... como você ficou quando soube que eu estava grávida e que perdemos? Ele: — Eu fiquei m*l pra c*****o, papo reto. Estou com raiva... era minha cria. Fiquei pensando em como ele seria. — fala, alisando meu corpo para me acalmar. Isso me fez chorar mais ainda. Eu estava vivendo meu luto. Nunca tinha parado para pensar em como seria ter uma criança. Eu: — Você conseguiu achar eles? JP: — O Manuel eu já apaguei. A Kátia está no galpão. Não sabia se você queria fazer alguma coisa com ela antes de eu dar o fim, então deixei lá. Mas deixa para pensar nisso depois. Eu concordo. Subo em cima dele com cuidado para não me machucar e ele me olha sorrindo. Eu: — Que saudade eu estava desse sorriso... Ele: — Que saudade eu estava de você. — fala antes de me beijar. Fizemos amor, mas dessa vez foi diferente. Foi uma conexão que não sei explicar. Agora estou aqui, deitada nua no peito dele, morrendo de sono.
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