capitulo 12

1519 Palavras
Luna Narrando Acordei com uma pessoa me chamando. Abro o olho devagar e me deparo com o JP. Ok, cheguei à conclusão de que não vou conseguir dormir em paz um dia sequer, aff! Eu: — Hummmmmm... — Ele me olha e levanta a sobrancelha. JP: — Precisamos conversar sobre ontem. Levanto, vou ao banheiro, lavo a minha cara (que não está nada legal), escovo os dentes e volto para a cama. Eu: — Pode falar. JP: — E aí, passa a visão. — Eu olho para ele e não falo nada. — Fala logo, mina, não tenho o tempo todo, não! Já fiquei com raiva. Me acordou no susto, eu toda quebrada, e ele ainda vem com ignorância? Eu: — Você quer que eu fale o quê? Que apanhei por sua causa? — Falo seca e ele me encara. JP: — Eu quero que você me fale tudo. — Fala mais calmo agora. Eu: — As loucas lá vieram com papo de que eu estava com você, disseram que eram suas mulheres, que eu estava com homem casado, blá-blá-blá... Aí uma falou da minha mãe. Quando fui ver, já estava todo mundo em cima de mim. Como eu sabia que não ia conseguir bater nas três, foquei na sua "mulher" e bati nela. — Falo com ironia no final. JP: — Jae. Já escutei tudo o que precisava. Vou resolver esse B.O. aí. Ele sai e eu levanto. Desço para tomar café com uma dificuldade do c*****o para andar. Lua: — E aí, vida? Está melhor? — pergunta quando entro na cozinha. Eu: — Na medida do possível, sim. — Ela me olha com pena. Lua: — Fiquei tão preocupada, amiga. Eu: — Relaxa, miga. Cadê a Luh? Lua: — Provavelmente na casa do meu irmão. — Eu arregalo os olhos. Eu: — Hein??? Lua: — Depois que você desmaiou, eu e a Lice batemos nas meninas. O MK apareceu com a Vicky e, como a Luh ia para cima das putas de novo, meu irmão pegou ela e levou para a casa dele. Ela deve ter dormido lá. Eu concordo, e a Juju entra na cozinha engatinhando. Eu: — Meu amor! — Pego ela e quase morro de fofura. Dou um beijo nela, coloco ela no chão e tomo meu café. Lua: — Amiga, vá descansar. Pode ir, que eu vou arrumar a casa. Eu concordo. Até pensei em ajudar, mas do jeito que eu estou, não dá não. Tomo um remédio para dor, pego a Juju, vou para o meu quarto e ficamos lá juntinhas até pegarmos no sono. JP Narrando Cheguei no galpão e os meninos já estavam lá. As doidas estavam amarradas, dormindo. Menor: — E aí, como ela está? Eu: — Na mesma. As minas bateram nela por ciúmes. A Kátia que puxou a briga. PH: — Vai fazer o quê? Não falo nada. Pego a mangueira e molho as três. Eu: — Bora acordar, p***a! Isso não é hora de p**a estar dormindo, não! — Falo alto e elas acordam assustadas. Kátia: — Amorzinho, me escuta! Aquela maluca veio para cima de mim... — fala sonsa. Odeio quem mente na minha cara. Eu: — CALE A p***a DA BOCA! — grito e ela gela. — QUERO VOCÊS FORA DO MEU MORRO EM 20 MINUTOS. SE NÃO SAÍREM, EU MATO VOCÊS! — Falo em bom tom para não restar dúvida. As três: — JP, por favor... Eu: — Calem a boca. Menor, pega três máquinas de cortar cabelo. Ele sai, volta com as máquinas e entrega uma para cada um de nós. Kátia: — Você não vai fazer isso... — fala chorando. Eu, o Menor e o PH raspamos a cabeça delas todinha. Elas só choravam. Depois, botei as três para fora para irem embora do morro. Menor: — Nunca vi você fazer isso por n**a nenhuma. Suas putas se matam por aí e você não está nem aí. Eu: — Você falou certo: minhas "putas". A Luna é diferente. Não trouxe ela para cá para nenhuma p*****a bater nela. Passe o aviso: se ralar nela de novo, cabeças vão rolar. — Saio de lá e volto para casa. Luna Narrando Desço e está todo o pessoal de ontem, menos a Lice. O povo ficou me olhando, provavelmente vendo meu rosto todo roxo. Menor: — Ô, p***a, meu... — fala e me dá um abraço. — E aí, como você está? — Sinto que ele se preocupa de verdade comigo. Eu: — Estou indo, né? Com umas dores, mas nada demais. Olho para a Luh e ela não tirava os olhos de mim. Vi os olhos dela encherem de lágrimas; vou até ela e apenas a abraço. Ficamos um tempo assim até que ela fala: Luh: — Eu sempre prometi cuidar de você e nunca consigo. Sempre acontece algo... — fala chorando. Eu: — Conseguiu sim! Quantas vezes você entrou na frente do meu pai? Quantas vezes cuidou dos meus machucados? Quando eu ia tirar minha vida, você estava lá e não deixou. Várias vezes você não deixou eu perder o controle. Você é a pessoa mais f**a que tenho na vida, Luh. Você é meu tudo. — Falo nem ligando para quem estava escutando. Luh: — Enquanto eu estiver aqui, você nunca vai estar sozinha. Eu: — Eu sei. — Saio do abraço, dou um beijo na testa dela e limpo suas lágrimas. — Eu estou bem. — sussurro e ela sorri. Olho para o povo e está todo mundo emocionado. Dou um sorriso sem mostrar os dentes. Vicky: — Amiga, eu fiquei tão preocupada! — Ela vem e me abraça também. Eu: — Relaxa, eu estou bem. — falo baixo, só para ela ouvir. PH: — E aí, mina, está sussa mesmo? — Eu concordo e ele me dá um abraço de lado. Ficamos conversando e eles ficaram dizendo que eu quase matei a outra menina. Exagerados? Talvez, kkkk. Depois eles foram trabalhar. A Lua e a Vicky foram ao shopping. Eu fiquei em casa, primeiro porque não posso sair, e segundo porque minha cara não está nada legal. A Luh ficou aqui comigo. Luh: — Tenho que te contar uma coisa... — Olho para a cara dela e já sei que vem bomba, kkkk. Eu: — Você ficou com o MK? — Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça. Luh: — Também. Mas eu transei com ele. — Eu fico chocada. Eu: — VIADOOOO, ESTOU PASSADAAAA! — grito e ela tampa minha boca. Luh: — Ôôô, a menina está dormindo! — Começamos a rir. Eu: — E aí, como foi? Luh: — Bicha, foi massa. A gente começou a ficar e subiu o maior fogo. O bico tem uma pegada do c*****o! A gente fodeu a madrugada quase toda. Eu: — Quem te viu, quem te vê, hein, Luh! — debochei e ela riu. Ficamos falando coisas aleatórias até as meninas chegarem. Já eram umas 17h. Mandei o carinha daqui comprar as coisas que faltavam para eu fazer uma lasanha; estava com muita vontade e os meninos disseram que vinham para cá. Comecei a fazer e as meninas me ajudaram a desfiar o frango. Depois montei e coloquei no forno. Lua: — Vixe, vai ser a cozinheira oficial agora! — fala fazendo todos rirem. Os meninos chegaram quando tirei a lasanha do forno. Menor: — Hoje eu me acabo! — fala olhando a mesa. Fiz duas lasanhas: frango e carne moída, além de arroz e purê. MK: — Ah, maninho, vou vir tomar café aqui todo dia agora. JP: — Quem fez? Está com uma cara muito boa. Lua: — Foi a Luna. JP: — Vixe, quero nada! Vai que ela colocou chumbinho aí dentro? Tenho uma filha para criar. — fala fazendo todos rirem e eu mostro o dedo para ele. Boto o purê para a Juju e faço o meu prato: uma fatia generosa de lasanha de frango, arroz e purê. Sentei com meu copo de coca e o povo ficou encarando meu prato. Ph: — Ô p***a! Vicky: — Outro dragão! — fala se referindo ao apetite do Menor. JP: — Estava passando fome esses dias, foi? Prato da miséria! MK: — Rostinho de princesa e prato de pedreiro. Menor: — Essa é das minhas! Lua: — Para onde vai tanta comida? Eu: — Ah, gente, me deixem, viu! Oxe! — começo a comer e a dar o purê para a Juju. Ainda repeti a de carne moída depois! O povo me olhou com uma cara... eu hein, tem que comer para encher a barriga. JP: — Já estou começando a me arrepender. Ela vai me levar à falência, tlgd? — diz rindo com os meninos. Ph: — É, irmão, cada um com seus problemas! Eu: — Meu Deus, não posso nem comer em paz mais. Deus me livre! — faço carinha triste. JP: — Coma, minha filha. Mate quem está te matando. — Eu até ri do jeito que ele falou. O pessoal ficou conversando mais um pouco e depois foram embora. Subi, tomei um banho, vesti um baby doll e apaguei na cama.
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