JP Narrando
Acordo com a Júlia resmungando em cima de mim. Abro o olho e ela dá um sorriso gostoso.
Eu: — Bom dia, meu amor. — Falo olhando para ela. Ela tenta responder e eu começo a rir. Levanto com ela, escovo os dentes e desço.
Não vejo ninguém. Coloco ela no sofá assistindo Mundo Bita e vou fazer o gogó dela. Faço, esfrio um pouquinho e dou para ela. Quando volto, ela está quase dormindo.
Eu: — Juju, acorda, filha. Vamos comer. — Falo balançando ela devagarzinho e ela abre o olho.
Juju: — Papa... — fala coçando o olhinho.
Eu: — É, meu amor. — Falo rindo. Dou a comida para ela e a coloco para dormir no quarto da Lua. Vou me arrumar para ir para a gerência.
Luna Narrando
Acordo e vou fazer minha higiene matinal. Desço morta de fome e vejo a Lua e a Juju na sala.
Eu: — Bom dia, meninas! — Falo passando em direção à cozinha.
Lua: — Bom dia, gostosa!
Tinha bolo de milho; pego um pedaço, coloco suco, como e volto para a sala.
Eu: — Tem o que para fazer aqui de interessante? — pergunto sentando.
Lua: — Nada. — Fala com cara de tédio. Eu começo a rir, mas a Juju começa a chorar e eu a pego no colo.
Eu: — Amor, como você está linda! — Ela dá um sorriso gostoso. Eu amo criança.
Lua: — Nossa, que falsa! Fui trocada. — Eu começo a rir. — Ela gostou de você.
Eu: — Ah, todas as crianças gostam de mim. — Me gabo e ela ri. Assistimos a um filme e, quando acabou:
Lua: — Vou dar um banho nela, porque está o maior calorão.
Eu: — E eu vou arrumar meu quarto.
Entrego a Juju para ela, que começa a resmungar. Assim que a Lua levanta, a Juju começa a chorar e estica o braço querendo que eu a pegue de volta.
Lua: — Mas gente, como assim? Ela não gosta de quase ninguém que tenta pegar ela! — Eu começo a rir.
Eu: — Fico até feliz em saber que ela gostou de mim, então. — Falo com um sorriso. — Eu vou tomar banho, aproveito e dou banho nela. — Lua me olha surpresa.
Lua: — Toda sua! — fala rindo.
Pego a pequena e subo; ela para de chorar na hora. Coloco ela no chão com um ursinho que tinha no meu quarto e arrumo tudo rapidinho.
Eu: — Vamos tomar banho?
Tiro a roupinha dela e a minha. Tomamos banho juntas, saímos e nos vestimos. Vou até o quartinho dela, procuro uma fralda e coloco nela com uma calcinha; deixo ela assim mesmo, pois está calor. Arrumo o cabelo dela fazendo dois pompoms; ela é a coisa mais fofa desse mundo! Desço com ela e a Lua está na sala assistindo. A Juju estica o braço para ela e a Lua a pega.
O resto do dia não fizemos absolutamente nada. Agora já é de noite, já tomei café e estou sentada no sofá assistindo novela com a Lua. A Juju está dormindo. De repente, a porta abre e o JP entra. Ele dá de cara comigo e me olha com ódio. Preciso dizer que não entendi nada?
JP: — Que p***a você está fazendo aqui embaixo? Já não te falei que não quero você aqui? — Fala sério, me encarando. Eu tento lembrar se ele realmente disse aquilo.
Eu: — Você disse que eu podia descer, só não era para ficar muito tempo. E respondendo à sua pergunta: estou assistindo, não está vendo? — Falo do mesmo jeito, fazendo a raiva dele subir ainda mais.
Lua: — JP, deixa de besteira, cara!
JP: — Não se mete, Luara! Isso é assunto meu. — Fala seco e ela se cala. Ele vem até mim e me puxa pelo braço, me fazendo subir à força.
Eu: — Você está me machucando, c*****o! — reclamo.
JP: — Vou ensinar você a me obedecer. — Ele me joga dentro do quarto e começa a me bater. Eu não disse nada, apenas aguentei. — Eu não quero você fora desse quarto! — Fala e sai. Levantei com dificuldade, fui para o banheiro, tomei um banho chorando, deitei e dormi.
JP Narrando
Estava de boa na gerência quando soube que roubaram armamentos. Fiquei com muita raiva. Consegui recuperar tudo, mas aconteceram uns bagulhos que me deixaram virado no bicho.
Fui para casa, vi a Luna e descontei nela. Bati nela e fui para o meu quarto. A Lua apareceu na porta logo depois.
Lua: — Ela está bem? — Pergunta me encarando.
Eu: — Deve estar. Não quero você com muito papinho com ela, não. — Ela me olha indignada.
Lua: — Por que você está tratando ela assim? Você não é assim, JP!
Eu n**o com a cabeça. Nem eu mesmo sei a resposta.
Eu: — Agora eu sou. Sai daqui, Lua. Vai dormir.
Ela sai batendo a porta. Nunca falei que ela ia ter vida de princesa. Eu não tenho a p***a da vida de um príncipe. Não falei que ia ser fácil. Ela é minha e eu faço o que eu quiser!
Tomo um banho, fumo um baseado e vou dormir. O dia vai ser longo amanhã.