Episódio 38

1846 Palavras

Narrador O som ecoou pela sala de estar da mansão Andrade: seco, cortante, violento. Uma mão aberta atingiu a pele pálida de Sofia com força suficiente para virar a sua cabeça bruscamente, deixando uma marca vermelha ardente na sua bochecha. Ela gritou, mais de surpresa do que de dor, e teria desmaiado se não fossem os braços da sua mãe, Elena, que a seguravam com firmeza, os dedos cravando-se nos braços delicados da filha. — Você é uma t*ola! Rugiu Roberto Andrade, o rosto corado de raiva, a saliva escorrendo dos lábios. — Era tão difícil amarrá-lo? Era tão complicado prender o único homem nesta cidade que poderia nos devolver o nosso lugar? Sofia, com lágrimas brotando novamente, desta vez misturadas com humilhação e amargura, tremia nos braços da mãe. — Mas pai, ele não me ama mais

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