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SEM INTENÇÃO

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Sinopse

Matheus é conhecido como Corvo.Dono do Complexo da Pedreira.Cabeça do Comando Vermelho.O homem que não perdoa.Quando o PCC mata sua mulher, Corvo não responde com palavras.Ele sequestra Helen, a filha do homem que deu a ordem.Ela deveria morrer.Era só isso.Mas Helen não implora.Não chora.Não se ajoelha.Corvo não consegue matá-la.Ele a prende.Helen vira vingança viva, arma psicológica e troféu de guerra.Para provocar o inimigo, Corvo a torna mulher dele, sem amor, sem promessas, sem piedade.Ele pode tudo.Ela não pode nada.Exceto provocar.Entre bailes, ciúmes, ameaças e uma guerra prestes a explodir, o ódio vira desejo.O desejo vira obsessão.E a obsessão sem intenção vira um erro que pode custar o poder e a vida.Ele não teve intenção de se apaixonar.Ela não teve intenção de pertencer.Mas no mundo deles, amar o inimigo mesmo sem intenção pode custar muito caro.

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Capítulo 1
Capitulo 1 CORVO NARRANDO O morro nunca esteve tão bonito. Eu nunca fui homem de festa, de enfeite, de música alta por nada. Mas nessa noite eu deixei. Deixei pendurar luzes nos postes, deixei soltar balão colorido na laje da ONG, deixei montar palco, contratar DJ, distribuir comida, brinquedo pras crianças, tudo. Tudo por ela. Minha mulher. O Complexo da Pedreira respirava um clima diferente. Gente sorrindo, criança correndo com algodão-doce na mão, mulher dançando, velho jogando dominó em mesa improvisada. A ONG brilhava por dentro, tinta ainda cheirando a nova, cartazes com frases motivacionais colados tortos nas paredes. “Educação muda destinos.” “Aqui nasce um futuro melhor.” Amanda acreditava nisso. E quando Amanda acreditava em alguma coisa, eu fazia acontecer. Eu tava no meio da quadra, de camisa preta aberta no peito, corrente de ouro pesada batendo contra a pele, relógio caro no pulso. Meus homens espalhados em pontos estratégicos, fuzil escondido sob jaqueta, rádio na orelha. Segurança dobrada, como sempre. Festa no morro é vitrine. Vitrine chama olho. Olho chama problema. Amanda veio até mim sorrindo, aquele sorriso que sempre desarmava qualquer demôniö dentro de mim. — Conseguiu ver o mural das crianças? — ela perguntou, animada, segurando meu braço. — Ainda não — respondi, puxando ela pra mais perto. — Mas já vi a coisa mais bonita daqui. Ela revirou os olhos, rindo. — Você é um idiotä romântico disfarçado de bandido. — Disfarçado nada — murmurei, beijando a testa dela. — Eu sou bandido. Só não sou frio com você. Ela segurou meu rosto com as duas mãos. — Obrigada por isso, Matheus. Por tudo. Eu nunca gostava quando ela falava meu nome de batismo. No morro, eu era o Corvo. Pra todo mundo. Mas na boca dela, Matheus virava outra pessoa. Virava homem. Virava marido. Virava alguém que acreditava que dava pra sair desse mundo sem sair do morro. Eu ia responder. Juro que ia. Mas o primeiro rojão cortou o céu. BOOM. Todo mundo olhou pra cima, achando que era comemoração. Eu não. Meu estômago afundou. Segundo rojão. BOOM. Meu rádio chiou. — Atenção, atenção, movimentação estranha na entrada norte. Terceiro rojão. E aí não era mais rojão. Era tiro. O som seco de fuzil estourou no ar como trovão rasgando nuvem. Grito. Copo quebrando. Criança chorando. Gente se jogando no chão. — INVASÃO! — alguém berrou. O caos veio como um bicho solto. — Amanda! — puxei ela pelo braço. Ela tava pálida, os olhos arregalados. — O que tá acontecendo? Quem tá invadindo? Justo na inauguração da ONG, tem muita criança aqui. — PCC. Ou alguém querendo bancar o PCC — rosnei. — Sapo, fecha o perímetro agora! Amendoim na entrada sul! Cebolinha comigo! Os tiros vinham em rajadas. Três, quatro, cinco homens surgiram correndo pela viela lateral, armados até o dente. Capuz. Colete. Sem marca. Profissional. — DEITA! — gritei pra Amanda. Empurrei ela atrás de um carro, saquei minha Glock e atirei. Um caiu na hora, outro girou com a perna estourada. O morro virou infernö em segundos. — Corvo, tem mais vindo pela escada do campo! — Sapo gritou no rádio. — SEGURA ESSA PORRÄ! — respondi. — NINGUÉM PASSA! O barulho era ensurdecedor. Fuzil batendo, estilhaço de bala comendo parede, gente gritando, sirene improvisada, rádio chiando sem parar . Meu sangue ferveu. Invasão no meu território. Na inauguração da ONG da minha mulher . Era declaração de guerra . — Amanda, escuta — segurei o rosto dela com força. — Vai pro cofre agora. Agora! Dois homens com você. Não discute . — Mas e você? — ela chorava . — EU VOU MATAR TODO MUNDO QUE TÁ FAZENDO ISSO AQUI — rosnei. — VAI! Sinalizei pra dois soldados . — ESCOLTA ELA. SE ACONTECER ALGO COM ELA, UM ARRANHÃO QUE SEJA, EU ENTERRO VOCÊS VIVOS . Eles assentiram na hora . Amanda me abraçou forte, desesperada . — Eu te amo, cuidado. — sussurrou . — Eu volto pra você — prometi, com os dentes cerrados . Mentira. Promessa idiotä. Na guerra não tem como prometer ficar vivo, uma hora nossa casa cai, a vida no crime é assim . Ela virou correndo com os dois homens, sumindo na fumaça e no tumulto . Eu voltei pro tiroteio . Matei três em menos de um minuto. Um tomou bala no peito. Outro na garganta. O terceiro tentei interrogar, mas ele puxou granada. Atirei na cabeça dele antes que explodisse tudo. — QUEM MANDOU VOCÊS?! — berrei, chutando o corpo. Nada. Só sangue. Só barulho. — CORVO! — Sapo gritou, correndo até mim. — Eles tão avançando pela viela da ONG! Meu coração gelou. — NÃO DEIXA CHEGAR LÁ! Tarde demais. Uma explosão sacudiu o chão. Vidro voando. Gente berrando. E aí eu vi. Eu vi Amanda. Ela tinha tropeçado. Os dois soldados tentando levantar ela. Um cara saiu da fumaça. Fuzil apontado. Tudo ficou lento. — NÃO! — gritei. O disparo veio seco. O corpo dela foi jogado pra trás como se fosse boneca de pano. Ela caiu. E não levantou. Meu mundo acabou aqui. Não teve som. Não teve tiro. Não teve nada. Só um zumbido no ouvido e o gosto de metal na boca. Eu corri. Corri como um animal. Atirei no cara até a arma travar. Uma, duas, três, quatro, cinco balas. Mesmo depois dele cair, continuei atirando. Eu caí de joelhos do lado dela. — Amanda… — toquei o rosto dela. — Amor… olha pra mim… Os olhos dela estavam abertos. Vazios. Um buraco vermelho no peito. Sangue quente na minha mão. — Não… não… não faz isso comigo… Ela não respirava. Eu gritei. Um grito que rasgou minha garganta. Um grito que saiu do fundo do infernö. Aí eu enlouqueci. Levantei como um demônio. — MATEM TODO MUNDO! — berrei. — NÃO SOBRA UM! EU QUERO O CABEÇA! CABEÇA! Eu virei máquina. Não senti dor. Não senti medo. Não senti nada. Só ódio. Matei quem vinha pela frente. Dei coronhada. Tiro. Estrangulei um com as próprias mãos. — EU VOU ARRANCAR A CABEÇA DO MANDANTE! — gritei, coberto de sangue. — EU VOU PENDURAR ELE NO ALTO DO MORRO! Os últimos invasores tentaram recuar. Errado. Errado demais. Caíram um por um. Quando o silêncio voltou, o chão tava vermelho. Corpos espalhados. Fumaça. Choro distante. Eu fiquei em pé no meio da quadra, respirando pesado, mãos tremendo, roupa encharcada de sangue que não era todo meu. Sapo veio devagar. — Corvo… — a voz dele tava quebrada. — Sinto muito, irmão… Eu virei pra ele com o olhar vazio. — Providencia o enterro. — A gente pode… — PROVIDENCIA O ENTERRO — rosnei. — E descobre quem mandou isso. Ele assentiu. Eu voltei pra onde Amanda tava. Peguei ela no colo. Ela ainda tava quente. — Eu prometi que voltava pra você… — sussurrei. E eu nunca tinha quebrado uma promessa antes. Por mais idiotä e s*******o que fosse. Ajoelhei no chão. Beijei a testa dela. — Eu vou matar quem fez isso. Levantei devagar. Olhei pro céu escuro do morro. — Eu juro pela minha alma que eu vou transformar essa guerra em infernö. E nesse momento… O Matheus e o pouco de bondade que eu tinha morreu junto com Amanda. O que sobrou foi só ódio e vingança.

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