V – O ANIVERSÁRIO DA MELHOR AMIGA

1113 Palavras
Júlia já havia se juntado as amigas, e elas estavam curtindo o churrasco. Não demorou muito, e todos eles estavam dentro da piscina. PH percebeu que Laura já havia bebido bastante. — Tu não acha que tá indo com muita vontade no bagulho, não? — Meu pai agindo como se eu fosse a mãe dele, e tu agindo como se fosse meu pai — Laura deu uma risada irônica, dando mais um gole em sua cerveja. — Tá tudo ao contrário nessa m&rda. — Só tô dando um toque de boa, esquentadinha. — Eu tô bem... — Laura, teu celular tá tocando a um tempão — a Gabi avisou, interrompendo a conversa. — Tá escrito Gui. — Deixa eu atender — Laura falou se retirando, deixando PH com raiva. Para ele, Laura tinha um namorado, mas ao mesmo tempo dava a******a pra ele. Ele ficou distante dela o resto do dia, e Laura continuou bebendo como se não houvesse amanhã. Até que em um determinado momento, Laura foi ao banheiro, e Natan, o músico que tocava o cavaquinho na banda, foi na mesma direção, e o PH foi atrás. — Laura teu nome, né delicia? — Natan perguntou abordando Laura assim que ela saiu do banheiro, colocando a mão na parede, impedindo a passagem dela. — Eu tava te vendo de longe enquanto eu tocava, fiquei gamadão. — Valeu, mas eu tô de boa — Laura falou e empurrou o braço do garoto, para que pudesse passar. — Qualé gatinha, tu é gost0sa pra car@lho, mas é bem marrentinha — Natan falou vendo Laura se retirar. — Natan, a mina falou que tá de boa, se chegar nela mais uma vez, vai ter que se resolver comigo, tá ligado? — Foi m*l aí PH, não sabia que era tua mina. — Eu não disse que ela é minha mina, só disse que ela falou que tá de boa. — Tá beleza — Natan falou voltando para a área externa. Já estava quase anoitecendo, e algumas pessoas já tinham ido embora, ficando apenas Laura, PH, Júlia, Gringo, Gabi e Jotinha. PH percebeu que Laura estava passando m*l, e ajudou ela a ir até o banheiro. Ela tentou fechar a porta do banheiro para que ele não a visse vomitando, mas ela m*l conseguia se sustentar em pé. Então ele segurou os cabelos dela com uma mão, para que não sujassem, enquanto segurou a cintura dela com a outra. — Sai daqui, eu não quero que você me veja vomitando , isso é muito constrangedor — ela falou colocando tudo que havia bebido para fora. — Constrangedor vai ser eu te soltar, e tu cair. — Por favor, sai daqui — Laura falou chorando. — Eu não quero que você me veja assim. — Laura, deixa de ser chata, eu não ligo de tu tá vomitando. — Best, você tá bem? — Júlia perguntou se aproximando do banheiro. — Best vem cá — Laura chamou Júlia, chorando. — Eu já disse pra esse chato que eu tô bem, e ele mesmo assim ficou segurando meu cabelo, e me viu vomitando. — Então tu deveria agradecer a ela — Júlia falou sorrindo. — Mas ele me viu vomitando — ela repetiu chorando, enquanto Júlia segurava ela, a ajudando a lavar o rosto. — Tá bom, vamos lá em cima. Você toma um banho, veste uma roupa minha, e amanhã a gente te deixa em casa. — Eu quero ir pra minha casa — Laura falou de forma taxativa. — Fica aqui só hoje — Júlia pediu, percebendo que Laura parecia irredutível. — Não, eu preciso ir pra minha casa, eu tô com muita vergonha do chatinho e do Gringo — ela falou olhando pro PH. — Eu deixo ela em casa, Júlia — o PH falou, e Júlia olhou para Daniel, que fez sinal de positivo. — Eu não quero, eu vou pegar um uber — a Laura falou fazendo bico, enquanto Júlia continuava segurando ela. — De uber você não vai riquinha, ou vai comigo ou dormi aqui, tu escolhe — PH falou firme, não dando uma terceira escolha a Laura. — Tá, eu vou contigo, chatinho — Laura falou revirando os olhos, indo em direção ao carro com a ajuda de Júlia. *** Já no carro, não demorou muito, e Laura apagou, fazendo todo o trajeto dormindo. PH deu uma boa baixada no banco, para que ficasse mais confortável para ela. — Dormindo assim nem parece que é uma dona encrenca do car@lho — ele externou seu pensamento sorrindo. Chegando próximo ao prédio de Laura, PH começou a tentar acordar ela. — Riquinha, a gente tá chegando, acorda. — Hum. — Laura, acorda — ele falou alisando o rosto dela. — Oi — ela disse se acordando. — A gente chegou. — Entra ali — ela falou apontando para o estacionamento subsolo do prédio. — Tu quer que eu entre no teu prédio? — hum rum. Ele baixou o vidro, o porteiro reconheceu Laura, e liberou a entrada dos dois. Laura mostrou para PH qual era a vaga, e ele estacionou. — Vamos? — Eu não vou subir Laura. — Eu não vou te atacar — a garota falou franzindo o cenho. — Eu vomitei, lembra? Eu não te beijaria. — Não é... — Então fica aí — Laura falou brava, tirando o cinto de segurança, e abrindo a porta. Ela foi andando em direção ao elevador, quando passou m*l, e começou a vomitar mais uma vez. — Droga — PH xingou, e desceu do carro. Ele chamou o elevador, e segurou Laura. — Viu, cheguei tarde, agora não deu pra salvar teu cabelo — ele falou rindo, após constatar que a garota havia sujado o cabelo. — Drog@ — ela xingou. — Eu achei que o meu estoque de humilhação por hoje, já havia se esgotado. — Vamos, eu te ajudo — PH falou assim que a porta do elevador abriu. — Deus, que ninguém chame o elevador. Para o azar de Laura, quando o elevador chegou no térreo, que era um andar acima do subsolo, cinco pessoas de uma mesma família entraram. Dois idosos, dois adultos e um adolescente, que por sinal, Laura conhecia. — Laura — o rapaz a cumprimentou. — Oi Mateus — a garota respondeu de cabeça baixa, e a essa altura PH estava se segurando para não rir. As cinco pessoas desceram alguns andares antes do de Laura. — Tchau Laura — Mateus falou antes de sair do elevador, fazendo com que Laura respondesse, porém ainda de cabeça baixa. — Tchau. — Podia ser pior — PH falou sem conseguir segurar o riso, e Laura acabou rindo junto.
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