Júlia já havia se juntado as amigas, e elas estavam curtindo o churrasco.
Não demorou muito, e todos eles estavam dentro da piscina.
PH percebeu que Laura já havia bebido bastante.
— Tu não acha que tá indo com muita vontade no bagulho, não?
— Meu pai agindo como se eu fosse a mãe dele, e tu agindo como se fosse meu pai — Laura deu uma risada irônica, dando mais um gole em sua cerveja. — Tá tudo ao contrário nessa m&rda.
— Só tô dando um toque de boa, esquentadinha.
— Eu tô bem...
— Laura, teu celular tá tocando a um tempão — a Gabi avisou, interrompendo a conversa. — Tá escrito Gui.
— Deixa eu atender — Laura falou se retirando, deixando PH com raiva. Para ele, Laura tinha um namorado, mas ao mesmo tempo dava a******a pra ele.
Ele ficou distante dela o resto do dia, e Laura continuou bebendo como se não houvesse amanhã.
Até que em um determinado momento, Laura foi ao banheiro, e Natan, o músico que tocava o cavaquinho na banda, foi na mesma direção, e o PH foi atrás.
— Laura teu nome, né delicia? — Natan perguntou abordando Laura assim que ela saiu do banheiro, colocando a mão na parede, impedindo a passagem dela. — Eu tava te vendo de longe enquanto eu tocava, fiquei gamadão.
— Valeu, mas eu tô de boa — Laura falou e empurrou o braço do garoto, para que pudesse passar.
— Qualé gatinha, tu é gost0sa pra car@lho, mas é bem marrentinha — Natan falou vendo Laura se retirar.
— Natan, a mina falou que tá de boa, se chegar nela mais uma vez, vai ter que se resolver comigo, tá ligado?
— Foi m*l aí PH, não sabia que era tua mina.
— Eu não disse que ela é minha mina, só disse que ela falou que tá de boa.
— Tá beleza — Natan falou voltando para a área externa.
Já estava quase anoitecendo, e algumas pessoas já tinham ido embora, ficando apenas Laura, PH, Júlia, Gringo, Gabi e Jotinha.
PH percebeu que Laura estava passando m*l, e ajudou ela a ir até o banheiro.
Ela tentou fechar a porta do banheiro para que ele não a visse vomitando, mas ela m*l conseguia se sustentar em pé. Então ele segurou os cabelos dela com uma mão, para que não sujassem, enquanto segurou a cintura dela com a outra.
— Sai daqui, eu não quero que você me veja vomitando , isso é muito constrangedor — ela falou colocando tudo que havia bebido para fora.
— Constrangedor vai ser eu te soltar, e tu cair.
— Por favor, sai daqui — Laura falou chorando. — Eu não quero que você me veja assim.
— Laura, deixa de ser chata, eu não ligo de tu tá vomitando.
— Best, você tá bem? — Júlia perguntou se aproximando do banheiro.
— Best vem cá — Laura chamou Júlia, chorando. — Eu já disse pra esse chato que eu tô bem, e ele mesmo assim ficou segurando meu cabelo, e me viu vomitando.
— Então tu deveria agradecer a ela — Júlia falou sorrindo.
— Mas ele me viu vomitando — ela repetiu chorando, enquanto Júlia segurava ela, a ajudando a lavar o rosto.
— Tá bom, vamos lá em cima. Você toma um banho, veste uma roupa minha, e amanhã a gente te deixa em casa.
— Eu quero ir pra minha casa — Laura falou de forma taxativa.
— Fica aqui só hoje — Júlia pediu, percebendo que Laura parecia irredutível.
— Não, eu preciso ir pra minha casa, eu tô com muita vergonha do chatinho e do Gringo — ela falou olhando pro PH.
— Eu deixo ela em casa, Júlia — o PH falou, e Júlia olhou para Daniel, que fez sinal de positivo.
— Eu não quero, eu vou pegar um uber — a Laura falou fazendo bico, enquanto Júlia continuava segurando ela.
— De uber você não vai riquinha, ou vai comigo ou dormi aqui, tu escolhe — PH falou firme, não dando uma terceira escolha a Laura.
— Tá, eu vou contigo, chatinho — Laura falou revirando os olhos, indo em direção ao carro com a ajuda de Júlia.
***
Já no carro, não demorou muito, e Laura apagou, fazendo todo o trajeto dormindo.
PH deu uma boa baixada no banco, para que ficasse mais confortável para ela.
— Dormindo assim nem parece que é uma dona encrenca do car@lho — ele externou seu pensamento sorrindo.
Chegando próximo ao prédio de Laura, PH começou a tentar acordar ela.
— Riquinha, a gente tá chegando, acorda.
— Hum.
— Laura, acorda — ele falou alisando o rosto dela.
— Oi — ela disse se acordando.
— A gente chegou.
— Entra ali — ela falou apontando para o estacionamento subsolo do prédio.
— Tu quer que eu entre no teu prédio?
— hum rum.
Ele baixou o vidro, o porteiro reconheceu Laura, e liberou a entrada dos dois.
Laura mostrou para PH qual era a vaga, e ele estacionou.
— Vamos?
— Eu não vou subir Laura.
— Eu não vou te atacar — a garota falou franzindo o cenho. — Eu vomitei, lembra? Eu não te beijaria.
— Não é...
— Então fica aí — Laura falou brava, tirando o cinto de segurança, e abrindo a porta.
Ela foi andando em direção ao elevador, quando passou m*l, e começou a vomitar mais uma vez.
— Droga — PH xingou, e desceu do carro.
Ele chamou o elevador, e segurou Laura.
— Viu, cheguei tarde, agora não deu pra salvar teu cabelo — ele falou rindo, após constatar que a garota havia sujado o cabelo.
— Drog@ — ela xingou. — Eu achei que o meu estoque de humilhação por hoje, já havia se esgotado.
— Vamos, eu te ajudo — PH falou assim que a porta do elevador abriu.
— Deus, que ninguém chame o elevador.
Para o azar de Laura, quando o elevador chegou no térreo, que era um andar acima do subsolo, cinco pessoas de uma mesma família entraram. Dois idosos, dois adultos e um adolescente, que por sinal, Laura conhecia.
— Laura — o rapaz a cumprimentou.
— Oi Mateus — a garota respondeu de cabeça baixa, e a essa altura PH estava se segurando para não rir.
As cinco pessoas desceram alguns andares antes do de Laura.
— Tchau Laura — Mateus falou antes de sair do elevador, fazendo com que Laura respondesse, porém ainda de cabeça baixa.
— Tchau.
— Podia ser pior — PH falou sem conseguir segurar o riso, e Laura acabou rindo junto.