Laura achou a sua chave dentro da sua bolsa depois de muito custo, e ela e PH entraram na cobertura da garota.
— Riquinha, tu mora bem pra car@lho — PH falou impressionado com a vista da Lagoa.
— Obrigada! Eu preciso de um banho — ela falou olhando para si mesma com cara de nojo, — mas pode ficar a vontade.
Laura tomou um banho, lavou bem os cabelos, escovou os dentes, vestiu um baby doll, penteou os cabelos, passou um creme hidratante corporal, e foi até a sala.
— Eu tava indo nessa, mas eu precisava saber se tu ia ficar bem — PH falou encostado no parapeito da varanda.
— Eu tou bem melhor, mas eu queria te pedir uma coisa — ela falou encarando ele, que olhou pra ela com o cenho franzido. — Tu pôde dormir aqui?
— Dormir aqui? — ele perguntou confuso.
— Olha o tamanho desse lugar — ela falou olhando em volta. — Eu só não queria dormir sozinha.
PH sabe melhor do que ninguém o que é se sentir sozinho. Foi abandonado pela mãe, e perdeu o pai e o único irmão no mesmo dia.
— Já é, eu vou ficar — ele falou bagunçando o cabelo dela — Será que rola de eu tomar um banho?
— Claro, eu vou buscar uma toalha pra você.
Eles foram em direção ao quarto dela, ela mostrou o banheiro pra ele, que entrou, trancando a porta.
Laura se deitou na cama, ainda sem acreditar que tinha pedido a ele pra dormir lá.
Alguns minutos depois, ela escutou a porta destrancando e a maçaneta girando, e se posicionou na cama de lado, tentando parecer mais sexy.
— Posso? — ele perguntou, apontando pra cama.
— Claro — ela sorriu se afastando um pouco, e dando espaço pra ele.
Eles ficaram deitados de lado, rosto com rosto.
— Obrigada por ter ficado — ela falou encarando ele.
— Já é.
Laura se aproximou um pouco mais, e tomou a iniciativa de dar um beijo nele. PH não se afastou, pelo contrário, seu p@u respondeu assim que a língua de Laura invadiu a boca dele. Ela se aproximou um pouco mais, passando seus dedos por trás da cabeça dele, na direção da nuca, enquanto a outra foi direto para o p@u dele.
— Não vai rolar, Riquinha — ele falou tirando a mão dela do seu p@u, e interrompendo o beijo.
— O que eu fiz? — ela perguntou nitidamente chateada.
— Tu não fez nada, e eu quero muito tá contigo, mas tu bebeu demais, e vai esquecer de metade das coisas que fez hoje.
— Isso não é o tipo de coisa que eu esqueceria — ela falou se virando para o outro lado.
— Mas talvez, pode ser que tu não quisesse, se tivesse sóbria.
Apesar do grau de embriaguez, Laura entendeu o que ele quis dizer. Apesar de ter ficado se questionando se o problema não era ela, já que esse já é o segundo beijo deles, que ele interrompe.
— Vira de frente pra mim — ele pediu se mantendo na mesa posição que tava antes.
Ela fez o que ele pediu, e eles ficaram se olhando.
— Tu é bem gato — ela afirmou sorrindo para ele, já quase dormindo. — Deve ter várias garotas afim de você.
Assim que Laura terminou a frase, seus olhos já fecharam, e ela dormiu.
— Mas eu só quero uma — PH respondeu sabendo que Laura não iria escutar.
***
Na manhã seguinte, PH acordou antes de Laura, com os braços por cima dela, os dois estavam dormindo de conchinha.
Ele não sabia exatamente que horas começaram a dormir daquela forma, mas ele gostou, encaixou direitinho, e ele ficaria ali por horas.
Já Laura sabia exatamente que horas eles começaram a dormir daquela jeito. Ela tinha se levantado de madrugada com muita sede, foi até a cozinha para beber água, e quando se deitou, ele simplesmente colocou os braços em volta do corpo dela, e se encaixou ali.
Laura ficou meio sem reação na hora, mas encaixou tão bem, que ela deu um sorriso, e antes que imaginasse, já estava dormindo.
PH se levantou devagar, tentando não acordar Laura, o que foi em vão.
— Bom dia — ela falou se espreguiçando e esfregando os olhos.
— Bom dia — ele falou e olhou para trás. — Desculpa, eu não queria te acordar. — Posso usar o banheiro?
— Claro.
PH tomou um banho, fez sua higiene, e saiu do banheiro.
— Desculpa por ontem, eu te dei um trabalhão — Laura falou visivelmente envergonhada, assim que ele apareceu na porta.
— De boa — ele falou colocando a camisa. — Tá com muita ressaca? Tem remédio?
— Mais ressaca moral — ela disse com um leve sorriso. — eu preferia não lembrar de algumas coisas, mas acho que eu me lembro de tudo.
— Fica sussa, tu não fez nada de mais — ele falou sorrindo. — Quem deve ter ficado put0, foi o cara que faz a limpeza do estacionamento.
— M&rda, é verdade — ela falou fechando os olhos com força, e com a mão no rosto. — eu vomitei no estacionamento, e ainda sujei o meu cabelo.
— Eu acho que as cinco pessoas que entraram no elevador não perceberam. E se perceberam, pelo menos somente uma te conhecia.
— Aquela família é um saco — ela falou revirando os olhos. — Até o Mateus, ele está legal agora, mas quando era criança, enchia o saco e implicava com todas as crianças do prédio.
Laura entrou no banheiro, fez sua higiene, e saiu.
— Vamos tomar café?
— Tô de boa, eu quero só água mesmo.
Quando chegaram na cozinha dona Rosa estava lá.
— Bom dia lindeza — Laura falou dando um beijo no rosto da senhora.
— Bom dia Laurinha — ela falou olhado para trás, e franzindo o cenho. — Bom dia rapaz. Se sentem, eu vou servir o café da manhã para vocês.
— Valeu, mas eu já tou de saída — PH falou após beber sua água.
— Eu te levo na porta — Laura falou caminhando com ele até a sala. — Deixa eu te mostrar a vista de dia.
— Essa vista é sinistra, muito maneira mesmo.
— Eu gostava de estudar aqui, mas precisamente ali — Laura falou mostrando uma espreguiçadeira que tinha na lateral da varanda.
Quando Laura olhou de volta para PH, ele estava encarando ela. Assim que ele notou que ela havia percebido, ele disfarçou.
— Já tá tarde, vou meter o pé. Tenho que brotar cedo na boca.
— Obrigada por ter ficado ontem.
— Eu curti passar esse tempo contigo.
— Eu também — Laura falou sorrindo, mordendo os lábios.
Ela levou PH até a porta, e depois que o elevador se fechou, ele sorriu feito bobo.
Laura ao fechar a porta, foi direto para a cozinha.
— Quem é esse garoto Laurinha? — dona Rosa perguntou.
— Um amigo — ela disse sorrindo.
— Amigo Laura?
— Um gato, não é?
— De onde é esse amigo?
— Daqui do Rio — Laura falou saindo da cozinha, antes que dona Rosa perguntasse mais alguma coisa.
***
Quando PH chegou na boca, Júlia estava lá.
— Você dormiu na casa da Laura? — Júlia perguntou arqueando uma sobrancelha.
— Dormi — PH respondeu sem paciência. — Só dormi Patricinha, a mina pediu pra não dormir sozinha, e eu fiquei lá, não fiz nada com a garota.
— Eu te disse — o Gringo falou, olhando pra ela com repreensão.
— O que é que tu achou? Que eu ia me aproveitar da tua amiga bêbada? —PH perguntou revirando os olhos.
— Desculpa PH, foi m*l mesmo. Já tentaram... Deixa pra lá.
O que Júlia tentou dizer, mas não concluiu, por não saber se Laura poderia não gostar, é que já tentaram abusar sexu@lmente de Laura, quando ela tinha 16 anos, e que foi graças a Júlia e a Guilherme, que o pior não aconteceu.