Pré-visualização gratuita Capítulo 1
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Olá leitoras, bem-vindas a continuação da história O professor e sua ninfeta ordinária. Bem-vindas ao livro dois.
Eva
Quando o avião pousou horas mais tarde, tanto eu quanto Paula estávamos mortalmente cansadas. Cada uma foi atrás de suas malas e nos encontramos em outro dilema. Paula tinha quatro malas e eu tinha seis malas. Toda essa quantidade de mala não tinha feito tanta diferença quando vim porque meu carregou boa parte delas em um carrinho, quanto a mim tinha trazido apenas uma mala na mão. Agora ambas, Paula e eu tivemos que buscar carrinhos para empilhar nossas malas, para poder ir para o exterior do aeroporto e pedir um táxi. Era o início da nossa independência e mesmo com algo tão pequeno quanto a isso, pelo menos eu já pude começar a ver que eu teria que iniciar uma vida em que começaria a ter que contar mais comigo mesma do que com outras pessoas e eu queria trilhar esse caminho.
— Meus Deus para que tudo isso? Eu já achava que eu que tinha trazido coisas demais. — Paula diz depois de olhar a minha pilha de malas. O que só me faz rir pois ela estava certa. Olhando agora, eu também estava achando que eu tinha trazido coisas demais.
— É como dizem: É melhor sobrar do que faltar não é? — Respondo por fim. Eu queria estar preparada para qualquer ocasião e também tinha trazido todos os objetos que eu poderia necessitar. Quando estamos num lugar novo nunca se sabe realmente. Claro que eu já tinha vidno a frança, na verdade, tanto eu quanto a Paula já tínhamos estado aqui a passeio, mas era diferente, pois nessas ocasiões só visitamos alguns lugares turísticos e não conhecíamos em nada a área da faculdade e muito menos a área residencial na qual ficaríamos, seria tudo novo para nós.
— Suponho que sim. De qualquer forma se algo me faltar já sei que com certeza acharei contigo. Você certezamente trouxe quase toda a sua casa nessas malas. — Ambas começamos a rir empurrando nossos carrinhos e assim que chegamos a porta de saída do aeroporto, já tinha pelo menos dois táxis parados esperando algum passageiro. Nós pegamos o primeiro e demos o endereço de um hotel seguindo as instruções do meu pai. Já que tanto o meu apartamento quanto o da Paula estavam completamente vazios.
Quando o carro já estava em movimento, resolvi que esse provavelmente era um bom momento para pergunta a minha amiga sobre o seu relacionamento.
— Como vai ficar o relacionamento entre você e o Bernardo?
— Nós vamos tentar. Eu o amo Eva, mas se eu te disser que estou tranquila em relação a isso vou estar mentindo. Quero crer que o Bernardo vai aguentar essa distância comigo, mas de vez em quando acabo pensando no quanto ele sempre teve todas as garotas que quis antes de mim. Ele é lindo, sei que vai haver muitas garotas querendo estar com ele naquela universidade. — Seguro sua mão na minha.
— Assim como você é linda e certamente haverá vários caras querendo ficar com você aqui. Sempre vai haver outras mulheres e outros homens Paula. O que vai contar nisso tudo é o quanto vocês amam um ao outro para não querer mais ninguém além de vocês mesmo. Mesmo com toda essa distância.
— Eu sei, mas tenho medo.
— Sei disso. Eu também teria se tivesse no seu lugar. É impossível não ter medo quando se existe a possibilidade de se perder algo que é importante para nós. — Digo e acabo olhando para além da janela. Exceto quando se já perdeu algo que se é importante como eu tinha perdido e só restava tentar sobreviver ao rombo que ficou onde costumava estar aquele a quem se amava.
— Mas não deixe o medo te desistabilizar ok? Faça tudo que puder para estar presente mesmo daqui e quando tiverem alguma oportunidade de se encontrarem entre os feriados, façam isso. — Ela assentiu com um leve movimento da sua cabeça. Sua expressão estava mais leve agora. Parecia que isso realmente a estava preocupando.
— Obrigado, acho que realmente eu precisava ouvir isso.
— Não precisa agradecer. Você sabe que pode contar comigo. Agora vamos tentar deixar a melancolia de lado e tentar aproveitar toda a beleza dessa cidade. Chega um pecado ser triste aqui. — Digo e sorrimos juntas. Estávamos prestes a contornar o arco do triunfo e ficamos ambas olhando a bela arquitetura que se elevava diante de nós. Apesar de já ter vindo a cidade antes, eu não tinha visitado todos os pontos turísticos. Haviam muitos lugares que eu ainda queria conhecer e esperava aproveitar cada oportunidade para isso.
A cidade parecia estar viva. Totalmente movimentada e ilumidada, várias pessoas andando e mais ainda casais. Parecia que para onde eu olhava tinha um. Era uma cidade romântica, eu tinha que admitir. Talvez só perdesse para a Itália, que era outro lugar o qual eu considerava que inspirava qualquer romance. Eu tinha pensado que um dia eu teria a oportunidade de ir em ambas as cidades com o Raphael, mas isso não iria acontecer mais. Lutando com os pensamentos que me levavam incansávelmente para meu ex-querido professor, olho para o meu celular e mando mensagens para meus pais, para Beth e para o Daniel, avisando que tínhamos chegado bem.
Quando o táxi finalmente chegou ao nosso destino eu me sentia esgotada da longa viagem e a julgar pelas feições de Paula, ela sentia o mesmo. Muito desajeitadame tento levar minhas malas até a entrada do hotel, mas é impossível, são muitas para apenas um par de mãos. Na mesma hora saia das portas do hotel um jovem de cabelos claros, alto e vestindo o uniforme do hotel.
— Bonne nuit Mesdames ! Bienvenue à l'hôtel Jardin Village! (Boa noite senhoritas! Sejam bem-vindas ao Hotel Village Jardim!) — Ele diz com um sorriso gentil antes de continuar falando. — Je m'appelle Marcel. je peux les aider avec votre bagage? (Meu nome é Marcel. Posso ajudá-las com sua bagagem?)
—Merci Marcel. Bien sûr, nous avons vraiment besoin de cette aide. ( Obrigado Marcelo. Claro, precisamos muito dessa ajuda.) — Digo lhe devolvendo o sorriso.
— Graças a Deus Marcelo. Minha amiga e eu estávamos suando em partes que não vou contar aqui. Só por tentar carregar sua enorme quantidade de malas. — Meus olhos se abrem como pratos e é nítido o esforço do Marcel para não rir.
— Paula! — Digo e ela começa a rir e sem conseguir me aguentar acabo rindo com ela. Era mesmo um fato que estávamos suadas e perdendo feio na tentativa de carregar as malas.
— C'est un plaisir pour moi d'aider mademoiselle.( É meu prazer ajudar senhorita. ). Marcel diz com um sorriso ainda divertido olhando para nós duas. Ele puxa um carrinho de hotel e empilha nossas malas e começa a andar para as portas duplas comigo e Paula em seu encalço acotovelando uma a outra sem parar de rir.
Assim que entramos pelas portas do hotel, vamos direto a recepção onde damos nossos nomes e nos dão as chaves dos nossos quartos. Eram literalmente um ao lado do outro, no quarto andar. Marcel deixou as malas da Paula em seu quarto e em seguida veio deixar as minhas no meu. Em seguida ele saiu deixando muito claro que estava a nossa disposição no que fosse e me pareceu que ele estava se oferendo para muito mais que serviços administrativos de hospedagem do hotel. Quando ele fechou a porta, Paula e eu corremos e nos jogamos na minha cama, deitando uma ao lado da outra.
— É impressão minha ou o oferecimento do Marcel tinha menos haver com trazer tolhas e refeções e mais haver com troca de fluídos corporais? — Pergunto a Paula, olhando para o teto e ela dá uma gargalhada.
— Você notou isso também? Acho que o francês estaria mais do que feliz em trocar o seu óleo enferrujado amiga.
— O que? Meu óleo não está enferrujado sua louca. — Falo com um misto de choque e riso.
— Ah, pelo amor de Deus. Quanto tempo faz que você não transa? Aposto que está com teia de aranha aí embaixo. — Ela diz com a boca tão aperta num riso contido que eu não consigo conter minha própria boca de rir também.
— Não tem tanto tempo assim... Certamente não há teia alguma aqui embaixo. — Digo meio incerta, mas a verdade é que sim tinha vários meses que eu não transava. Eu não tinha tido ninguém após o Raphael e devo confessar que tinha noites que já começava a ficar difícil.
— É melhor se lembrar de manter a grama aparada, nada de deixar a mata crescer. Nunca se sabe quando um jardineiro pode vir visitar não é? — Ela fala rindo e me dando um olhar significativo.
— Não costumo deixar a mata crescer, mesmo sem visitas. Fique sabendo.
— Oh meu Deus, precisamos comprar um vibrador para você antes de comprar um sofá para sua sala. Tantos meses sem nada, isso é uma situação de calamidade e extrema urgência Eva. — Paula diz e o fato é que ela pensava que eu não transava desde o fim do meu namoro com Natan, mas na verdade tinha um pouco menos. Já que ela não sabia do Raphael. Embora mesmo assim ainda tinha sido a vários meses e talvez, só talvez um vibrador até que poderia cair bem.
— Eu acho que você pode estar certa. — Admito com certa relutância. Eu não tinha vergonha de admitir isso na frente da Paula, na verdade eu não tinha vergonha de falar sobre sexo. Era muito natural para mim.
— Claro que estou. Faremos isso amanhã. — Ela fala já se levantando da cama. — Só precisamos arrumar alguém que nos aponte da direção de um s*x shop... Não deve ser tão difícil.
Olhamos uma para a outra e falamos praticamente ao mesmo tempo...
— Você pergunta!
— Oh não, eu falei primeiro. — Ela diz e realmente ela falou um segundo antes.
— Merda! Está certo. Eu terei a constrangedora missão de perguntar ao nosso amável Marcel qual a direção de um s*x shop. — Digo rindo, mas sem acreditar que iria mesmo fazer isso.
— Ah, eu não perderei isso por nada. — Paula diz com um sorriso largo.
— Obrigado por fazer piada da minha desgraça. — Digo com falsa chatiação
— Imagine, é para isso que servem as amigas. — Ela me dá um abraço.— Boa noite amiga, durma bem e amanhã nós vamos aprontar por toda essa cidade.
— Boa noite amiga! m*l posso esperar pelo dia de amanhã então.
— Ah, eu posso imaginar porque. — Paula diz saindo pela porta do meu quarto e rindo do que ela acha ser minha situação de calamidade... Acho que não tinha ninguém melhor para estar comigo nessa nova etapa. A Paula realmente ia animar as coisas quando eu me sentisse triste, ela era o tipo de amiga louca e creio que todo mundo realmente precisa de uma dessas.