Capítulo 2

1372 Palavras
Eva Não me lembro bem que horas eu tinha ido dormir na noite passada, mas sei que tinha sido bem mais tarde do que o horário que eu tinha me deitado. Apesar de estar extremamente cansada, eu não consegui pegar no sono facilmente. Minha mente ficou me trazendo a memória tantas coisas, coisas que eu queria esquecer. Coisas que eu precisava esquecer. Quando finalmente abri os olhos na manhã seguinte, eram onze da manhã e eu finalmente me sentia mais descansada. Fiquei ainda na cama mexendo no celular por vários momentos antes de por fim me levantar depois de receber uma mensagem da Paula avisando que passaria no meu quarto em quinze minutos para tomarmos café e saímos. Essa foi a minha deixa para finalmente deixar a preguiça de lado e ir tomar meu banho. Lavei meus cabelos novamente hoje mesmo tendo lavado ontem, porque eu odiava qualquer resquício de oleosidade neles. Quando finalmente termino, visto uma vestido leve de alças finas, curto no tom de lavanda e nos pés coloquei sandálias baixas que amarravam em tiras nos tornozelos. Era uma roupa própria para o calor que estava fazendo hoje mais também própria para andar e conhecer alguns lugares, eu presava pelo conforto. Quando abro a porta do quarto, Paula já está saindo pelo corredor. Ela está usando quase o mesmo que eu sendo que seu vestido era estampado de pequenas flores e fundo branco e nos pés ela levava um tênis. — Teremos que comer fora, acho que já encerrou o horário do café no hotel. — Paula diz. — Sim, acabamos dormindo demais. Acho que eu não tinha percebido que estava tão cansada. — Não tem problema, o que não falta na França são cafeterias com os melhores croissants do mundo. — Ela enlaça seu braço com o meu e ambas nos dirigimos ao elevador. Quando chegamos ao térreo, Paula olha em volta e quando ela finalmente acha o que está procurando começa a me puxar pra uma direção oposta as portas de saída do hotel. — Paula para onde está indo? A saída é por ali. — Sim, mas antes precisamos fazer algo antes de sair. — Ela fala, mas antes que eu possa entender do que ela está falando ela para diante do Marcel que estava passando pela recepção. — Marcel querido, percebemos que você é um nativo aqui deste lugar e deve conhecer todas as direções que precisamos para chegar ao lugar que queremos. — Claro senhorita, basta perguntar, eu conheço a cidade como a palma da minha mão. — Excelente Marcel, minha amiga aqui tem uma pergunta para você. — Ela diz e os olhos cinzas do Marcel se voltam para mim na expectativa de ajudar. Vejo a Paula segurar uma risada com muito esforço e quando não digo nada ela volta a falar. — Não se esqueça que você perdeu ontem e por isso tem que ser você a perguntar. — Suspirando fundo olho para os olhos confusos do Marcel. — Marcel, é o seguinte, você poderia me dizer onde fica o s*x shop mais próximo? — Tento dizer isso em inglês porque eu não sabia como dizer a palavra s*x shop em francês, mas pelo visto ele não entendeu muito bem. — Perdão senhorita Knnox, eu não sei se compreendo essa palavra muito bem e tenho medo de estar certamente interpretando errado. — Tento novamente — Vou tentar explicar melhor. Hmm, preciso de um lugar onde se vende artigos para sexo. — Ele me olha com os olhos ilumindos que só um homem com luxúria poderia olhar uma mulher. — Oh, bem se você quiser sexo eu teria muito prazer se você me usasse para te satisfazer. — Ele fala e a Paula estala numa gargalhada bem na hora que eu estava pensando em como rejeitar sua proposta sem ofendê-lo. A verdade é que o Marcel não fazia o meu tipo. Ele não provocava nenhum tipo de faísca em mim. Vendo que não estou achando as palavras, Paula tenta ajudar. — Ah isso seria realmente uma felicidade para você Marcel, mas a Eva está querendo um pênis de plástico por hora, apenas para... como eu posso dizer.. Tirar o atraso. — Aí ela faz um gesto obsceno com a mão que simula o sexo deixando o Marcel com um leve tom rosado nas bochechas que me faz segurar o riso. — Ah, isso é.. Claro que eu entendo. Bem... nesse caso, há uma loja com... hmm esse tipo de artigo a dez minutos daqui. Vou anotar aqui as instruções de como chegar la. E assim ele faz. Nós saimos do hotel e a primeira coisa que fazemos é passar numa cafeteria vizinha do hotel e mais uma vez comprovamos o quanto os croissants desse lugar desmancham na boca. Realmente são os melhores do mundo. — Pobre Marcel, certamente deve estar constrangido depois daquela nossa conversa no lobby do hotel. — Digo. — Constrangido, não sei, talvez só um pouco tímido. Mas pode ter certeza que nessa mesma noite ou talvez até antes ele vai descabelar o palhaço pensando em você e seu pênis de plástico. — Ela volta a rir. — Oh não, eu nunca falei que compraria um pênis, só um vibrador amiga. — Não vamos limitar as escolhas, vamos chegar lá e ver as novidades antes. Eu mesma tenho pelo menos três e já quero aumentar a coleção. — A olho supreendida. — O que você é afinal? Uma ninfomaniaca? — Não, acho que não, mas também não procuro ser tão puritana como você está sendo. — Está aí uma coisa que eu nunca tinha ouvido ao meu próprio respeito. Realmente não achava que a palavra combinava comigo. — Puritana Paula? Estou bem longe de ser puritana, eu apenas prefiro muito mais a coisa real. O brinquedo é um substituto bem pobre para o real. — Neste momento sem que eu possa evitar vem a minha memória essa específica parte do Raphael e todas as coisas deliciosas que ele fazia com ela. Na mesma hora sinto todo o corpo se aquececer com a lembraça. Raphael era muito bem dotado, eu sabia que eu só tinha o Natan para comparar, mas eu já tinha visto pornôs e já tinha dado alguns amassos, e de fato ele era o maior que eu já tinha sentindo em mim. Era grande e largo, a cabeça do seu m****o era macia, firme e rosada, só de pensar nisso sinto a carne entre minhas pernas umidecer, como se sentisse falta de ser tomada e preenchida por ele. — Eva?! — Volto a mim com a Paula me chamando. — Oi, disse alguma coisa? — Ela me lança um olhar curioso e sagaz. — Sim, eu estava falando que nisso eu concordava com você. Realmente é um substituto pobre em comparação com a coisa real. Mas no que você estava pensando tão fortemente, juro que você parece ter ficado corada com esse pensamento. — Eu não duvidava. Eu estava em uma cafeteira praticamente cheia na França e estava fantasiando com o pênis do Raphael em plena luz do dia. Eu devia realmente ter problemas ou estava mesmo a perigo como a Paula estava dizendo. — Eu não estava pensando em nada demais amiga. Apenas me distraí, isso é tudo. — Que i****a que sou, eu não sabia porque ainda estava pensando no i****a do Raphael. Um lugar tão bonito como esse, um monte de homens maravilhos e eu pensando no pênis daquele professor i****a. Mas apesar de me recriminar com isso, minha libido continuava me dizendo que não seria tão fácil achar partes tão doces e nem tão habilidosas como a do meu ex professor. Mas claro, eu procurei não dar ouvidos a minha libido, ela não era exemplo de conselho de maneira nenhuma. — Certo. — Paula diz como se não acreditasse muito, mas não fiz qualquer menção de me explciar mais. Eu contaria para ela um dia. Mas eu não estava querendo mexer nesse assunto agora que eu estava tentando esquecê-lo. Não, seria melhor deixar ele quieto e guardado numa gaveta empoeirada do pensamento. — Vamos pagar a conta e achar logo esse s*x shop. Quero ver outras lojas ainda hoje. — Ela diz. — Sim, vamos.
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