Eva
As ruas de Paris são todo um entrenimento a parte. Cheias de cafeterias e lojas de grifes, restaurantes com toldos que davam um ar romântico e flores nas entradas de alguns estabelecimentos. Eu não conseguia dar cinco passos sem ver um lugar onde eu gostaria de tirar fotos ou entrar para conhecer algum estabelecimento, mas isso teria que ficar para outro dia. Descemos a rua conversando e apontando vitrines e quando dobramos a primeira esquina e seguimos pelo lado direito seguindo as instruções de Marcel. Não demorou muito para acharmos a loje que ele havia indicado. Ele tinha dito que não haveria erro pois era o único estabelecimento daquela rua que tinha a vitrine ao mesmo tempo discreta e ao mesmo tempo instigante. Adentramos a loja e logo somos cumprimentadas por uma das vendedoras.
— Bom dia senhoritas! Meu nome é Sarah, posso ajudá-las?
— Bom dia! Ah claro, nós estamos procurando um vibrador para minha amiga aqui. — Paula fala e a mulher que devia ter por volta de uns vinte e oito anos sorri.
— Claro que temos, é uma das nossas especialidades. — Ela nos leva a um corredor onde só tem vibradores e eu fico espantada com o o tanto de opções disponíveis.
— São muitas opções não é mesmo? Quer ver algum específico? — Ela pergunta obviamente percebendo que não sabemos por onde começar.
— Tem algum que você recomendaria? — Pergunto.
— Bem, se você gosta dos pequenos e discretos. Temos esses modelos que são ovais, pequenos, silenciosos e cabem na bolsa. Podem ser a pilha ou recarregaveis. — Ela segura um modelo em sua mão que parece um ovo, só que em menor proporção sua ponta é oval e é ligado ao seu dosador de intesidade através de um pequeno fio.— Há também modelos em tamanhos reais de um pênis, que são feitos em materiais resistentes, mas ainda assim suaves para não machucar. E esses tem pelo menos quinze velocidades.
Ela dá uma aula extensa sobre cada modelo, mas o que mais gostei foi um modelo de tamanho médio na cor rosa que estimula tanto o canal vaginal quanto o c******s. Paula acabou levando mais um para ela, era preto e com ventosa que poderia ser preso a uma superfície e assim era possível sentar sobre ele simulando uma cavalgada. Comprei também óleos que esquetavam, duas fantasias que até agora eu não sabia se um dia eu usaria já que atualmente eu não tinha ninguém com quem usar. Uma era a fantasia de colegial e a outra era de policial. Eu até comprei um par de algemas e um pequeno chicote preto que fez a Paula me olhar surpresa.
— Meu Deus amiga, juro que não sabia que você tinha essa veia sádica em você. Aprendeu isso com o Natan? — Ela pergunta sorrindo como sempre muito curiosa.
— Não, na verdade foi com outra pessoa. Mas um dia quem sabe te conto isso.
— Sua safada, eu pensei que você não tinha tido mais ninguém. Pode ter certeza que vou querer saber quem era esse dominador misterioso. Mas voltando ao assunto do Natan, você nunca me contou como ele era... bem você sabe, nessa área. — Começo a rir, somente a Paula mesmo para perguntar como era o pênis ou o sexo com um homem. Beth geralmente não era tão direta.
— Na verdade eu não fiz tantas vezes com o Natan, mas suponho que ele era ok, realmente senti prazer com ele.
— Garota, nenhum homem gosta de ouvir de uma mulher que ele transou que ele era ok. — Ela cai na gargalhada, nesse momento já estamos saindo da loja.— Isso certamente dá a entender que o cara é bom mais não é espetacular.
Bem isso era uma boa maneira de colocar. Suponho que o Natan seria ótimo se eu não tivesse tido o Raphael antes para comparar. Aquele homem era simplesmente gostoso demais. Forte, dominante, vigoroso, intenso e totalmente conhecedor do prazer de uma mulher. Natan era apenas um aprediz comparado a ele infelizmente, penso.
— Não quis diminuí-lo, até porque eu gosto muito do Natan, ele foi sempre muito gentil comigo e ele é meu amigo. Mas eu acho que gosto de homens com uma pegada mais forte, talvez.
— Mais maduros talvez? — Paula pergunta com a sobrancelha levantada de maneira muito sagaz e me pergunto se ela tinha percebido muito mais no decorrer do ano letivo do que eu tenha querido.
— O que quer dizer?
— Ora amiga, eu tenho uma certa suspeita que você tinha uma certa paixonite pelo nosso professor de matemática. — Ela diz. Certo isso confirmava as minhas suspeitas. — Não leve a m*l, você sempre disfarçou, mas como fiz algumas aulas junto com vocês, pude notar uma certa tensão no ar toda vez que estávamos juntos naquela sala.
Bom, certamente ela era mais perceptiva do que eu teria esperado. E percebo que esse é na verdade o melhor momento para contar isso para ela de uma vez.
— Você está certa sobre a parte da paixonite amiga, mas se pensa que ficou só nisso se engana. Eu passei algumas semanas transando com o Raphael e mais alguns meses sendo sua namorada. — E é aí que vejo seu queixo cair literalmente.
— p**a QUE PARIU!? — Ela grita em seu choque e várias pessoas nos olham na rua, mas Paula não está nem aí. — Como foi isso? Quando? Como não percebi que você tinha um namorado que não era só um cara comum, mas o nosso professor mais gostoso? Ai merda como ele é? Deus, ele tem cara que é gostoso por toda a parte... por favor diz que estou certa, pois fantasiei com isso muitas vezes enquanto ele escrevia no quadro e virava aquela b***a bem formada dele em nossa direção. — Não posso evitar rir de suas muitas perguntas. Claro que eu sabia que Raphael era tipo um ícone dos sonhos mais molhados das alunas do Elite, eu mesma havia perdido a noção do tempo olhando a b***a dele enquanto ele estava naquele quadro, mas ouvir da boca da minha própria amiga só confirmava que devia ter muitas outras mais com o mesmo pensamento. Infezmente não pude evitar sentir uma ponta de ciúme ao saber os pensamentos dela para o meu querido professor. Mas no momento que penso nisso me forço a me corrigir, mesmo que na minha própria mente... Raphael era meu EX querido professor.
— Na verdade começou por que ele me pegou colando na sua prova e veio me questionar por isso. Então você pode imaginar, eu não aceitei confessar e ele não aceitou a mentira. Então eu o provoquei e ambos fomos queimados a partir dali. — Falo com um olhar sonhador me lembrando do dia que levei a mão do Raphael para a carne entre as minhas pernas e mesmo com o breve pensamento posso sentir o calor percorrer o meu corpo. Droga, aquele i****a ainda me faz ter esse tipo de reação apenas por uma lembrança nossa.
— Meu Deus amiga, mas se namoram por que terminaram? Claramente ele mexeu muito com você.— Dou um suspiro sem querer falar mais nesse assunto que só me fazia ficar chateada e não condizia com meu novo começo. Eu queria esquecer de vez esse assunto, mas parecia que quanto mais eu me esforçava para isso, sempre tinha algo para me lembrar novamente.
— Aconteceu o de sempre... Ex namorada, voltando para empatar a f**a, aparecendo com uma gravidez e então atrapalhar a vida da gente. — Paula então fica quieta por um momento.
— Bem... Que meda!
— Eu não teria me expressado melhor. Foi realmente uma merda. Mas eu não quero mais falar disso, eu quero deixar isso no passado e seguir com a minha vida. Decidi que não vou mais me martirizar por isso. Eu quero ser feliz... sabe?
— Eu te entendo totalmente. Não está mais aqui quem falou. E não se preocupe com isso Eva. Os franceses são incríveis, logo você vai conhecer um que vai te fazer curtir a ponto de nem mais pensar em nada disso.
Era o que eu mais queria, mas voz insistente dentro de mim ainda duvidava que isso se apagaria facilmente. Uma voz dentro de mim insistia em dizer que o Raphael estava longe de desaparecer por completo.
Deus, eu esperava que essa voz estivesse errado. Eu não queria passar a vida procurando em outros homens características do Raphael. Eu só queria esquecer, não lembrar, não pensar, não sentir falta. Eu só queria seguir.... Espero que eu consiga.