O tempo passou rápido na casa da Bruna. Entre o café, as histórias que ela contava com aquele sotaque cantado e a pequena Sofia correndo engatinhando de um lado pro outro, eu quase esqueci da dor que ainda carrego no peito. Ainda tenho o pé atrás, é verdade, mas me peguei rindo de coisas bobas, me distraindo. Foi como respirar um pouco depois de tanto sufoco. Quando a porta se abre e Flávio entra, é como se todo o ambiente mudasse. Ele preenche a sala com aquela presença que não dá pra ignorar. Mas o jeito que os olhos dele me procuram primeiro, antes de qualquer outra coisa, é o que me desmonta. Ele se abaixa, me beija devagar na boca, e o carinho dele é tanto que sinto meu coração acalmar na mesma hora. — Valeu, Bruna — diz, apertando a mão dela com respeito. — Obrigado por fazer compa

