4 — Qual o seu nome?

1159 Palavras
Lily O quarto é frio, a casa é fria e estou com fome, eram as únicas coisas que eu tinha na mente. Meu medo de descer as escadas era constante, mas uma hora ou outra eu tinha que enfrentar. A porta do quarto se abriu abruptamente e homem grande me olhou. Eu me encolhi, dentro da colcha de inverno. Ele ficou me olhando, sem falar nada e eu queria questionar. — Eu vou precisar sair. Meu irmão vem me visitar com a esposa e precisamos de mantimentos. Será que você pode ficar sozinha por alguns minutos? — ele não falou de me mandar embora. — Sim. Mas... — Mas o quê? — ele falou ríspido. — Eu estou com fome. — ele bufou e bateu a porta. Bom, pelo jeito iria morrer fome. Deitei e tentei relaxar, se eu não pensasse na fome, ela não me incomodaria tanto e quando ele saísse, eu poderia procurar algo para comer. Estava quase adormecendo, quando ele entrou no quarto. Sua brutalidade fazia sua presença ser sentida a quarteirões de distância. Ele trouxe uma bandeja com sopa, pão, frutas e suco de laranja. — Coma! — ordenou. — E não saia do quarto, entendeu? Fique aí, até eu voltar. — Abri a boca para falar, mas ele me olhou feio e abriu a porta. Ele parou por um instante. — Qual é seu nome? — Lily. — ele saiu batendo a porta, assim que falei. Não sei se aquilo era um progresso, mas ele não me agrediu com palavras, não ameaçou me mandar para delegacia. Para mim, isso parecia algo bom. Não era normal querer ficar ao lado de um homem que eu nem conheço e que me tratava m@l, mas como não tenho para onde ir, iria ter que me acostumar com a opção. Talvez eu conseguisse domá-lo e o convencesse a me dar um emprego ou algo assim. Comi tranquilamente e esperei um tempo, mas no fim resolvi descer rápido e levar a bandeja de comida. Minhas pernas nuas me incomodavam, mas como estava sozinha, não ia fazer diferença. — Oi? — tomei um susto, quando vi uma mulher na cozinha. — A senhorita precisa de alguma coisa? — Não, eu só vim trazer a bandeja. — Sou Mary, a empregada. Você é... — Sou a Lily. — Você é a namorada do senhor Alexander? Parece tão nova... — Esse é o nome dele? Não, eu só... Ele me ajudou. — Mary. — um homem saiu dos fundos da casa. Ele me olhou de cima a baixo, focando nas minhas pernas. Tentei abaixar a camiseta. Eu precisava de roupas, urgente. O homem abriu a boca para falar algo, mas nem conseguiu começar, o Alexander o socou e o derrubou no chão. — Eu não disse para você consertar as coisas e sair da casa? — Senhor, eu consertei, só falta verificar os quartos. — Por que estava olhando para a garota? — Senhor, eu não... — Saia! Suma daqui! — o homem levantou correndo e o Alexander me olhou com raiva. — Eu não disse para você ficar no quarto? Por que você tinha que sair, usando essas roupas minúsculas? Suba! — ele gritou. — Você é um bruto, um monstro ignorante, Alexander. — ele me olhou com raiva e deu um passo em minha direção, me encostando na bancada. — Quem te disse meu nome? — seu hálito quente, causava arrepios na minha pele e eu respirei fundo, assustada. — Você é só uma ratinha assustada. Agora suma daqui! Sai pisando firme nas escadas, com raiva. Ele era um bruto e sempre me tratava a gritos e grosserias. Isso me ativava tanto gatilhos, que eu só conseguia tremer e chorar. Alex Ela falando o meu nome me deixou de p@u dur0. Eu não queria ficar, mas fiquei. Meu corpo reagiu da forma mais animalesca possível. A garota vestindo minha camiseta, com aquelas pernas nuas, com cara de quem acabou de sair da minha cama. Eu não ia aguentar. Eu tinha que dar um jeito naquela garota, eu tinha que levá-la embora. A Mary ficou me olhando e já a conhecia o suficiente para saber que era intrometida e queria dizer algo. — Eu preciso de você amanhã e no resto da semana. — Por que você não paga meu salário completo e me contrata em tempo integral? — Porque eu não preciso de você, só essa semana. — ela ficou me olhando, enquanto mexia nas panelas. O segurança trouxe as compras. — Mais comida congelada para o seu estoque? — Cale a boca, Mary. Eu preciso te perguntar algo. — ela me olhou, atenta. — Não tem como você levar essa garota com você? Ela não tem para onde ir e não tem família. — Eu tenho dois filhos, moro em uma casa com um quanto apenas. Eu não tenho onde colocá-la. Muito menos dinheiro. E quem é ela? — Eu a resgatei, é uma longa história. — Por que não fica com ela? Dê um emprego a ela, a casa é grande e tem muito a se fazer. — Eu não quero, eu não preciso de uma empregada! — Mas precisa de mim por mais tempo? — Cale a boca, Mary. — me levantei, irritado. Aquela garota me tirava do sério e a Mary estava empenhada nesse feito também. Mulheres são todas iguais, se defendem com unhas e dentes. Talvez quando meu irmão chegasse, ele pudesse me ajudar. Ele tem uma casa grande, precisa de empregados. Ela vai ficar bem na Itália. É isso, eu vou enviá-la com o meu irmão e tudo vai ficar bem. Olhei a obra que o empregado fez no aquecedor, só precisava ligar nos quartos. Parei de frente ao quarto que estava a garota e pensei duas vezes antes de abrir a porta e entrar. Talvez eu devesse parar de entrar assim, ela poderia estar nua e eu ver o que não deveria, mas eu era bruto e não sabia me comportar. A Yelena gostava exatamente disso, então não tinha que ter decoro com ela. A garota estava deitada e dormindo tranquilamente abraçada ao corpo, o quarto estava quente, então acho que ela descobriu o aquecedor. Ela estava descoberta dava para ver suas pernas nuas e a uma parte da sua bund@, notei que ela usava um cueca minha. Me remexi desconfortável, a garota tinha algumas pintinhas espalhadas pelas pernas, que me peguei contando sem querer. Uma, duas, três, era uma contagem infinita na minha mente. A minha ereçã0 incomodou na calça e me dei conta do que estava fazendo. Ela era só uma menina. Talvez tivesse só quinze anos. Eu não poderia sequer olhar para essa garota, nem sequer pensar em nada. Sai do quanto batendo a porta. Me recriminei pelos meus pensamentos. Eu não era um pervertid0, não olhava para garotas jovens. Pelo amor de Deus, Alex. Só pare de pensar essas merd@s. Apenas dê um jeito de levar essa garota embora.
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