O dia amanheceu estranhamente calmo. Calmo demais. Magno chegou cedo à empresa, como sempre. Terno impecável, expressão fechada, passos firmes pelo hall de entrada. Cumprimentou alguns funcionários com um aceno quase automático. Por fora, tudo parecia sob controle. Por dentro… nada estava. Ele não esperava ninguém, quando a porta do seu escritório se abriu após dois toques... Gabriella batendo na porta da sala, pedindo para sair um pouco, mas que logo retornava, o tom leve demais na voz, o perfume que ficou no ar depois que ela virou as costas. E depois… Magno a seguiu. De longe. Discretamente. Vendo-a atravessar o estacionamento. Vendo Bernardo encostar o carro. Vendo os dois conversarem. Vendo o sorriso dela. E o pior… A imaginação. Porque Magno não viu mais nada além dis

