CHUVA

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A chuva começou tímida. Primeiro, algumas gotas isoladas no para-brisa. Pequenos círculos transparentes que se espalhavam devagar, como se o céu ainda estivesse decidindo se valia a pena desabar. Magno continuava parado. O motor desligado. As mãos apoiadas no volante. O prédio à sua frente parecia maior agora. Frio. Impessoal. As luzes acesas nos andares superiores criavam silhuetas nas janelas — sombras que se moviam, cortinas que balançavam. Ele não sabia em qual apartamento Gabriella estava. Mas a imaginava. E essa era a pior parte. A mente é c***l quando quer ser. Ele a via, na imaginação, entrando em um espaço moderno, elegante, decorado com o gosto impecável de alguém que sempre teve dinheiro. Bernardo tirando o paletó, jogando-o no sofá. Aproximando-se dela devagar, seguro

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