OUVINDO DEMAIS

1232 Palavras
O relógio marcava quase duas da manhã quando o gemido agudo cortou o ar, Gabriella gelou. Era um som feminino, partido, intercalado por palavrões em voz rouca — a voz de Magno, seu padrinho. A voz que, durante o dia, dava ordens de negócios com firmeza agora soltava palavrões baixos, sujos, cada sílaba carregada de um t***o brutal. “Toma, sua put4… aguenta esse p4u direito. Não era isso que você queria? V4g4bund4.” O coração de Gabriella disparou. A cada passo, os gemidos tornavam-se mais nítidos. O ranger da cama de Magno, o estalo de tapas sobre carne, o grunhido masculino profundo, tudo se misturava numa sinfonia obscen4. Gabriella parou diante do quarto do padrinho, a testa brilhando de suor frio. A porta, de madeira antiga, tinha uma fresta que deixava escapar um filete de luz. Sem respirar, ela inclinou a face junto à madeira e espreitou. Dentro, a cena era de fato brut4l. Magno estava de pé ao lado da cama, as costas musculosas cobertas de suor, que escorria pelo seu corpo, as nád3gas duras contraindo-se a cada estocada. Em suas mãos enormes, enrolava-se uma mecha de cabelo loiro — a chef que preparara o jantar. Gabriella lembrava-se bem daquela mulher: alta, olhos de quem já decidira em quem ia se sentar ainda antes da sobremesa. Durante a refeição, ela insinuara-se, inclinando o dec0te para Magno mostrando os sei0s fartos, enquanto murmurava sobre “receitas secretas” que gostaria de demonstrar a sós. Agora, finalmente, se servia como prato principal. Magno puxou o cabelo da loira com força, forçando-a a arquear as costas. Ela gemia alto, cada som partido por um soluço de dor e prazer. “Vai, sua vagab4, sente esse p4u te rasg4ndo… grite, que eu adoro.” O som de um tapo seco ecoou; a mão dele descia vermelha sobre a bund4 branca da mulher, deixando uma marca em formato de flor. A loira urrou, mas abriu mais as pernas, implorando: “Mais… por favor, Magno, usa minha buc3ta toda, s0ca fundo, me deixa arrombad4!” Gabriella sentiu um f0go subir-lhe pelas cox4s. O corpo inteiro latejava. A boca secou; o ventre contraiu-se numa ânsia vazia que clamava para ser preenchida. Instintivamente, afastou-se um palmo da porta, sentiu o frio do assoalho sob os pés descalços, mas não recuou mais. Deslizou a mão entre as cox4s. Os dedos tocaram o elástico da calcinh4 de renda e, sem hesitar, enfi4ram-se lá dentro. Estava escorrendo. A própria umidade surpreendeu-a: um mel pegajos0 que escorreu pelos dedos, lambendo a virilh4. Ela respirou pelo nariz, tentando não soltar som, e apoiou a testa fria contra a parede, ainda debruçada para a fresta. Magno virava a loira de lado agora, arrastando-a para a beira da cama. Deu-lhe um empurrão, fazendo-a dobrar o tronco, de bund4 para cima. As nádeg4s vermelhas. Ele espalhou aquelas nádeg4s com brut4lidade, expondo o cuzinh0 apertado e a vagin4 inchad4 que tremia. “Vai levar nesse rab0 também, sua cadel4… abre que o seu patrão vai te est0car até o tal0.” A voz dele saía áspera, quase rouca de tanto desej0. Gabriella introduziu um dedo dentro de si, depois outro. A parede interna da bucet4 apertou com força, como se quisesse sug4r os dedos que lhe ofereciam alívio. Fechou os olhos um segundo, imaginando-se no lugar da loira, imaginando a piroc4 gross4 de Magno deslizando em seu próprio cuzinh0 virgem, rasgand0, ensinando, obrigando-a a adorar cada centímetro. Quando abriu os olhos, viu-o cuspir na mão e lubrific4r o p4u avantajado, tão dur0 que parecia de pedra, as veias saltadas marcando o contorno escuro. A primeira penetraçã0 an4l foi selvag3m. A loira gritou agora de verdade, mas Magno apenas riu, empujando-a contra o colchão com a mão entre as escápulas. “Acalma e abre… senão sua rabet4 vai machucar gostos0.” Ele avançou inteiro, até as b0las bateram na pele. O som de corpos chocando-se misturou-se ao ranger da cama. Depois desferiu mais três tapas consecutivos, cada um ecoando como chicotada na carne. A chef gem1a, entretanto, a cada estocad4, pedia mais, suplicava para ser usad4 “como put4”. As unhas dela arranhavam os lençóis, as costas brancas arquejavam de dor e êxtase simultâneos. Gabriella retirou os dedos úmid0s, levou-os à boca e saboreou o próprio sabor salgado. Voltou a massagear o clitór1s dolorido, roçando-o em círculos rápidos, já sabendo que não conseguiria durar muito. Com a outra mão, agarrou um dos sei0s, apertando o mamil0 até doer, simulando a força com que Magno esmagava a loira. Um gemid0 escapou-lhe, abafado com o dorso da mão. Dentro do quarto, o ritmo aumentou. Magno agarrou os quadris da mulher, cravando os dedos, e bombeou com violência. “Vou g0zar dentro... vai sentir meu leit3 quent3, sua cadel4!” A loira gritou palavrões, o corpo convulsionando. Gabriella sentiu o próprio ápic3 subir pela espinha, as cox4s tremendo. Apertou o clitór1s no auge e explodiu num orgasm0 silencioso, mas avassalador: as vistas escureceram, os joelhos dobraram-se, ela teve de morder o próprio antebraço para não urrar junto. Quando a onda passou, respirou com dificuldade, as costelas doendo. Lá dentro, Magno rosnou fundo, estocou mais três vezes e parou, enterrado até o talo. O corpo dele tremeu, as nádeg4s contraíram-se; estava gozand0. A loira chorava e ria ao mesmo tempo, murmurando “isso, isso...”, enquanto ele se inclinou para trás, respirando como animal cansado. Gabriella retirou a mão da calcinh4, sentindo o tecido encharcad0 grudar na pele. O coração batia tão forte que parecia querer saltar pela boca. Voltou a olhar pela fresta: Magno retirava-se devagar do ânu$ dilatado, o p4u ainda semi-dur0, escorrendo sêm3n branco pela ponta. Deu um tapa leve na bund4 ardida e disse, rindo: “Ajoelh4 e limpa a pic4, sua putinh4… ainda não acabamos.” A loira obedeceu, cambaleando, as cox4s tremendo. Antes de sair, ajoelh0u-se e beijou os pés dele num gesto de súplica ou agradecimento — Gabriella não conseguiu decifrar. Magno a observou com olhar soberano, como quem avalia propriedade recém-adquirida. Então virou-se, expondo o peito largo coberto de suor, e caminhou para a janela, abrindo-a para o ar frio da madrugada. Foi nesse instante que os olhos dele passaram pela porta entreaberta. Gabriella congelou, certa de que fora descoberta. Mas Magno apenas fitou o corredor escuro, como se sentisse o cheiro do sex0 alheio que flutuava ali fora. Seu sorriso carregou uma malíci4 preguiçosa; ele ergueu a sobrancelha, mas não disse nada. Apenas deixou a cortina balançar e voltou a atenção para a mulher, prestes a começar a chup4r ele, o m****o ainda úmid0 expost0. Gabriella afastou-se robótica, calculando cada degrau para não ranger. Quando entrou no seu quarto, fechou a porta com cuidado e destravou enfim o ar preso nos pulmões. O corpo inteiro latejava, a bucet4 pulsava em falso, pedindo outra rodada que não viria. Apoiou-se na parede, sentiu o vestígio do próprio sabor nos lábios e, num impulso de coragem, decidiu: queria que fosse com ela, não só ouvindo atrás da porta. Seria ela a tomar os tap4s, a gritar os xingament0s, a sentir o leit3 quent3 de Magno escorrer-lhe por dentro. Mas isso, pensou, esfregando as cox4s contra o respingo frio que escorria, seria mais pra frente. Por ora, restava-lhe deitar-se de novo, o corpo exausto vibrando a cada ruído vindo do quarto ao lado, e imaginar que o próximo “por favor” seria seu.
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