O ar do quarto ainda guardava o aroma quente do banho que Magno tomara há pouco. Sophia estava deitada na cama king-size, os lençóis de seda escorregando entre seus dedos enquanto ela respirava fundo, como se pudesse inalar o cheiro do sabonete que ele usara—algo cítrico, masculino, que se misturava ao perfume suave de lavanda que sempre impregnava o ambiente. As cortinas de veludo, entreabertas, deixavam entrar um fio de luz dourada do entardecer, pintando faixas diagonais sobre seu corpo nu, destacando a curva dos quadris, o bronzeado das pernas esguias, o contorno dos s***s firmes que subiam e desciam a cada respiração ofegante.
Ela não deveria ter olhado. Não deveria ter ficado parada ali, na porta entreaberta do banheiro, quando ouviu o barulho da água caindo, os passos pesados de Magno ao sair do boxe. Mas o som da água caindo, o vapor escapando pela fresta, a silhueta escura atrás do vidro fosco—tudo isso tinha sido demais para sua curiosidade. E agora, deitada, com os dedos já deslizando entre as coxas, ela não conseguia tirar aquela imagem da cabeça. A sombra dos ombros largos, a linha das costas musculosas, o movimento dos braços enquanto ele ensaboava o peito. Não tinha visto nada de explícito, mas sua mente preenchia cada espaço vazio com detalhes que a faziam arder.
Os lençóis estavam frescos contra sua pele quente, mas ela não conseguia ficar parada. Arqueou as costas levemente, sentindo o atrito da seda nos mamil0s já dur0s, enquanto a outra mão descia em círculos lentos sobre a barriga, cada vez mais baixo. Ele deve ter um p4u grosso, pensou, mordendo o lábio inferior até sentir o gosto metálico do sangue. Pesado. Veioso. Daqueles que enchem a mão toda. A ideia a fez gemer baixo, e seus dedos, já úmidos de excitaçã0, encontraram o calor entre as pernas. Não havia pressa. Não havia ninguém para ouvi-la, ninguém para julgá-la. Só ela, a cama macia e a fantasia queimando em sua mente como um fogo lento.
Gabriella fechou os olhos e imaginou Magno saindo do banho, a toalha baixa na cintura, pingos de água ainda escorrendo pelos pelos do peito, descendo em um rastro até sumir sob o tecido branco. Imaginou-se ajoelhada diante dele, os lábios a centímetros daquele volume que pulsava sob a toalha, o cheiro de homem limpo, mas ainda com um toque de suor, de algo primitivo. Ele não me afastaria, fantasiou, enquanto dois dedos afundavam dentro dela, curvando-se para atingir aquele ponto que a fazia tremer. Ele deixaria. Ele gostaria. A ideia de que seu padrinho—aquele homem sério, de voz grave, que sempre a olhava com um sorriso meio irônico, meio protetor—poderia desejá-la assim, com a mesma intensidade com que ela o desejava agora, era quase insuportável.
Um gemido escapou de sua garganta quando ela aumentou o ritmo, os dedos deslizando com mais força, o polegar pressionando o clitór1s inchado em círculos apertados. Sua mão seria maior, pensou, imaginando dedos grossos, calosos, explorando-a sem pressa, como se ela fosse algo precioso, mas também algo que ele pudesse usar como bem entendesse. Ele me dobraria ao meio, fantasiou, as coxas tremendo enquanto a excitaçã0 crescia, me jogaria na cama e afundaria dentro de mim até eu gritar. A cama rangeu levemente quando ela arqueou mais, os sei0s balançando, os m*****s latejando de tão dur0s. Gabriella mordeu o travesseiro para abafar o som que saía de sua boca, um misto de praz3r e frustração, porque não era suficiente. Nada era suficiente quando a ideia de Magno a consumia dessa forma.
Ela afastou a mão por um instante, ofegante, e levou os dedos à boca, chupand0-os como se fossem o p4u dele, imaginando o gosto salgado do pré-goz0, a textura aveludada da cabeça inchada deslizando entre seus lábios. Eu engoliria tudo, pensou, com um tremor de luxúria, até a última gota. A mão voltou a descer, dessa vez com três dedos, esticando-a, preparando-a para algo maior, algo que nunca tinha sentido antes. Ele me esticaria, imaginou, os quadris se levantando do colchão, me encheria até doer, até eu não aguentar mais, até eu implorar. O som molhado de seus dedos penetrand0-a ecoava no quarto silencioso, misturado aos seus suspiros entrecortados.
— Magno... — sussurrou seu nome como uma prece, como uma maldição, enquanto a onda do orgasm0 começava a se formar lá no fundo, quente e inevitável. Suas pernas se fecharam em torno da mão, os dedos do pé se curvando, as unhas afundando na palma da outra mão, que apertava um sei0 com força. Ele me olharia nos olhos enquanto goz4 dentro de mim, pensou, e essa imagem a levou ao limite. O praz3r explodiu em ondas violentas, seu corpo sacudindo, os músculos internos se contraindo em torno dos dedos, como se tentassem sugar algo que não estava lá. Um grito abafado escapou de seus lábios, e ela sentiu o suor escorrendo entre os s***s, pingando no lençol abaixo.
Por um longo momento, Gabriella ficou imóvel, respirando fundo, os olhos ainda fechados, como se pudesse prolongar a ilusão de que aquelas mãos que a tinham levado ao êxtase pertenciam a ele. Mas quando abriu os olhos, a realidade voltava em cheio: o quarto vazio, o silêncio, o cheiro do sabonete de Magno já se dissipando no ar. Ela retirou os dedos devagar, sentindo o líquido quente escorrer por sua coxa, e levou-os à boca novamente, saboreando-se como se fosse o gosto dele. Um dia, prometeu a si mesma, enquanto o coração ainda batia descompassado, um dia, não vai ser só fantasia.
Com um suspiro, Gabriella se levantou da cama, as pernas ainda trêmulas, e caminhou até o banheiro adjacente. Ao passar pelo espelho, viu seu reflexo: cabelos castanhos desgrenhados, bochechas coradas, os lábios inchados de tanto morder. Parecia uma mulher que tinha sido bem fodid4. Quase, pensou, com um sorriso malicios0. Abriu a torneira da pia e deixou a água fria correr sobre os pulsos, tentando acalmar o calor que ainda queimava em seu ventre. Mas quando fechou os olhos novamente, foi a imagem de Magno que apareceu—dessa vez, não como uma silhueta, mas como um homem de carne e osso, nu, eret0, pronto para tomá-la.
Ela saboreou aquele pensamento por mais um instante antes de secar as mãos. Amanhã, decidiu, enquanto voltava para a cama, vou arrumar um jeito de vê-lo de novo no banho.