A MANHÃ

1208 Palavras

A manhã nasceu bonita demais para ser honesta. O céu estava limpo, azul quase exagerado, e o sol atravessava as paredes de vidro da casa de Magno como se nada no mundo pudesse dar errado. A cidade já estava em movimento — carros apressados, executivos entrando e saindo de prédios espelhados, o ritmo habitual da elite que nunca dorme de verdade. Mas dentro dele, havia um ruído. Magno acordou antes do despertador. Abriu os olhos devagar, como se tivesse saído de um sonho que não conseguia lembrar — mas cujo peso ainda pressionava o peito. Algo estava errado. Ele ficou alguns segundos encarando o teto branco, sentindo aquela inquietação rasteira que não tinha nome. Não era medo. Ele não era homem de medo. Era… instinto. E o instinto raramente falhava. Virou o rosto para o lado. Gabriel

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR