A ÚNICA

1439 Palavras

A sala continuava iluminada apenas por duas luminárias laterais. A mansão inteira parecia suspensa no tempo, como se estivesse aguardando uma decisão que ainda não tinha sido tomada. Bruna permanecia de pé diante de Magno. Ele ainda estava sentado, os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos entrelaçadas. O olhar fixo no chão, como se tentasse enxergar ali alguma resposta escondida entre as sombras do tapete persa. O silêncio não era desconfortável. Era íntimo. — Eu acho melhor eu ir — Bruna disse com suavidade calculada. — Você precisa descansar. Pensar com calma. Ela deu um pequeno passo para trás. Um movimento sutil. Mas foi o suficiente para que algo dentro dele reagisse. — Espera. A palavra saiu antes mesmo que ele organizasse o pensamento. Ela parou. Virou-se lentamente.

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