A chuva caía em cortinas espessas sobre a mansão, o som dos pingos batendo contra as janelas de vidro blindado como um ritmo hipnótico, abafando qualquer outro ruído do mundo exterior. Dentro do quarto de Gabriella, a atmosfera estava carregada de uma tensão que não precisava de palavras para ser compreendida. As paredes, antes familiares, agora pareciam estreitas demais para conter o calor que irradiava dos dois corpos molhados, colados um ao outro como se fossem uma só pele. A camisa branca de Magno, antes impecável, agora grudava em seus músculos definidos, transparente o suficiente para revelar os sulcos do abdômen e o corpo arrepiado pelo frio da tempestade. Os fios pretos do cabelo, normalmente arrumados de forma impecável, escorriam em mechas rebeldes pela testa, pingando água que d

