Aescadaria de mármore branco da mansão refletia a luz dourada dos lustres de cristal, projetando sombras alongadas nas paredes revestidas de papel de seda importado. Gabriella subia os degraus com passos lentos, mas firmes, o vestido preto, justo demais para o corpo curvilíneo, colava-se às suas coxas bronzeadas a cada movimento, enquanto os cabelos castanhos, levemente despenteados, caíam em ondas soltas sobre os ombros. O álcool ainda queimava em suas veias, não o suficiente para embaçá-la, mas o bastante para soltar a língua e afrouxar as inibições. O beijo de Magno ainda ardia em seus lábios, uma marca que ela não tinha pressa de apagar. Ele a seguira, como ela sabia que faria. Os passos dele, mais pesados, ecoavam atrás dela, carregados de uma tensão que não era só desejo — havia alg

