Pirralha 2 (Dinally)

4663 Palavras
POV Ally Se alguém tivesse me dito a uns meses atrás que eu acabaria; não só namorando Dinah mas completamente apaixonada por ela; eu teria dado risada na cara da pessoa. Desde que Dinah começou a trabalhar na casa dos meus pais, quando eu ainda tinha dezesseis anos, que eu não suportava ela. Sempre que ela estava pelo jardim, eu evitava sequer passar perto dela e fazia o meu melhor para evitá-la. Só que depois daquele dia que nós transamos na piscina, eu percebi que todo aquele ódio e implicância, era pura tensão s****l. Por ambas partes. E é claro que depois daquele dia, eu tentei ao máximo fingir que não queria voltar a ver ela nunca mais e que aquilo tinha sido algo de uma só vez. Dinah fez a mesma coisa, embora ela não tenha deixado o trabalho, ela tinha se tornado quase invisivel com tal de me evitar. Eu não fiquei com raiva por ela não ter se demitido, eu sabia que ela precisava do trabalho e apesar do que eu disse aquele dia, eu não seria tão filha da p**a de fazer ela perder o emprego só para não ter que ver ela. Nós nem sequer nos cruzamos durante as duas semanas seguintes. Eu estava de férias na escola e passava pouco tempo em casa e quando eu voltava, Dinah já tinha ido embora. E mesmo nos dias em que eu ficava em casa, eu ficava no meu quarto e ela m*l entrava dentro de casa para não me ver. Eu ainda tentei continuar meu namoro com Troy mas foi impossivel. Depois daquela transa com Dinah, o sexo com ele parecia algo ridiculo. Claro que o fato de eu não ser apaixonada por ele ajudou bastante. Aquele namoro me entediava e decidi não continuar mais namorando por namorar. No último dia da minha primeira das duas semanas de férias, eu acabei dando de cara com Dinah na cozinha. Era inevitável que nós nos encontrassemos mais cedo ou mais tarde. Pela primeira vez, nós não nos ignoramos e agimos com educação uma com a outra. Embora tivessemos apenas trocado um "Bom dia", por algo se começa. Aquele dia, eu fiquei olhando Dinah trabalhar desde a janela do meu quarto. E por alguma razão, tudo aquilo que sempre odiei nela, começava a parecer fascinante. Até mesmo aquele macacão sujo. Me encontrei suspirando enquanto olhava ela podar os arbustos e perdida na expressão do rosto dela e nas gotas de suor que caiam pelo seu rosto. Quando dei por mim, eu tinha passado horas simplesmente olhando Dinah que nem uma boba apaixonada e isso me assustou. Melhor dito, me apavorou. Claro que durante aqueles dias, eu tinha sentido vontade de t*****r com ela, mas nada além disso. Era apenas algo s****l que agora parecia estar se transformando em algo mais. E esse algo mais não me transmitia nenhuma tranquilidade. No dia seguinte, eu fiz exatamente a mesma coisa. Não que eu quissese, meu plano original era sair com as minhas amigas, mas bastou um olhar para que eu ficasse novamente hipnotizada pela cena de Dinah cuidando do jardim. Só que esse dia, ela percebeu que eu estava ali e me pegou no flaga quando nossos olhares de encontraram. Eu arregalei um pouco os olhos ao perceber que tinha sido descoberta e pensei que Dinah fosse dar um daqueles sorrisos prepotentes e maliciosos dela mas ao invés disso, ela simplesmente desviou o olhar e continuou trabalhando. Eu não pude evitar me sentir rejeitada naquela hora. Um sorriso malicioso pelo menos significaria que ela tinha algum tipo de interesse em mim, nem que fosse apenas s****l, mas nem isso. Foi ai que eu percebi que estava atuando como uma boba e decidi parar com aquilo. Fechei as cortinas e passei a ignorar a existência de Dinah. Estava claro que ela já tinha conseguido o que queria e não tinha mais nenhum interesse em mim. Só que eu nunca fui do tipo que aceita a rejeição numa boa. Eu odiava me sentir ignorada ou indesejada e no meio da semana seguinte, eu não aguentei mais e fui falar com ela. Ela estava dentro da casa de máquinas no jardim traseiro, mexendo em alguma valvula da piscina e meus pais não estavam em casa. Era o momento perfeito. Eu entrei dentro do pequeno quarto e nem esperei ela me olhar, para começar a falar. "Por quê que você está me ignorando, hein?" Ela parou de mexer na máquina e virou o corpo, me olhando com uma sobrancelha arqueada. "Quê?" Eu revirei os olhos, cruzando os braços ao escutar aquilo. Outra coisa que eu odiava era quando eu fazia uma pergunta e a pessoa me vinha com "quê?" em vez de responder. Sim, eu não tinha muita paciência. "Você me viu na janela aquele dia e simplesmente virou o rosto e me ignorou." Ela deu de ombros. "E o que você queria que eu fizesse?" Está ai, o que eu queria que ela fizesse? Que ela me olhasse com os olhos brilhando e esboçasse um sorriso sincero? Que ela trepasse até a minha janela e me dissesse que me ama? Naquele instante eu percebi que estava fazendo papel de i****a, cobrando satisfação dela. Eu estava fazendo um filme sozinha, na minha cabeça. Nós tínhamos apenas transado uma vez e ponto final, só eu que não entendia aquilo. Eu tentei manter a compostura e fingir que não esperava nada dela. "Que me desse bom dia. Sua sem educação." Depois de dizer aquilo, tentando que minha voz soasse fria, eu dei meia volta para sair dali mas senti a mão forte de Dinah segurando o meu braço para que eu não saisse. Eu prendi a respiração quando senti ela se aproximar e colocar as duas mãos na minha cintura, colando o corpo dela no meu. "Tem certeza que não era outra coisa que você queria que eu te desse?" Ela sussurrou no meu ouvido. Eu senti o meu corpo inteiro arrepiar e ela percebeu porque eu senti o sorriso dela no meu pescoço. E depois disso, as palavras sobravam. Nós transamos aquele dia e nos dias seguintes, com toda a liberdade do mundo já que meus pais estavam viajando. Quando voltaram as aulas, eu estava mais cansada do que quando acabaram mas mais satisfeita que nunca. Embora eu não estivesse 100% satisfeita porque eu continuava esperando algo mais daquela "relação" mas Dinah parecia querer simplesmente me comer. Demorou quase um mês para que eu deixasse claro pra ela que não queria continuar simplesmente transando com ela, que queria algo mais serio e que se ela não sentia o mesmo, seria melhor terminarmos com aquilo. Acho que o meu coração nunca bateu tão forte como nos segundos que Dinah demorou para me dar uma resposta. Principalmente porque eu pensava que ela diria que não queria nada além de sexo e que tudo acabaria ali. Mas ao parecer Dinah era uma caixa de surpresas porque ela fez algo que eu, sinceramente, achava que era algo impossivel para ela. Ela foi carinhosa. Ela sorriu e deu um beijo na minha testa, antes de me abraçar. Eu soltei a respiração, que nem sequer tinha me dado conta de que estava prendendo, ao sentir aquele abraço mas os batimentos do meu coração só acalmaram quando eu escutei uma resposta. "Tudo bem." Foi tudo o que ela disse. E para mim, foi suficiente. Nós começamos a namorar a partir de aquele dia, embora em nenhum momento nós tivessemos usado a palavra "namoro". Nós faziamos tudo que um casal de namorados fazia mas sem oficializar nada. Eu tinha me apaixonado por Dinah mas não sabia se ela tinha se apaixonado por mim, por isso não quis forçar as coisas falando sobre oficializar o namoro. Eu simplesmente esperei até ela se sentir preparada. E embora tenha demorado outros dois meses, ela finalmente me pediu em namoro. Eu não podia me sentir mais feliz depois desse dia. E sim, haviam horas em que eu ainda não acreditava que estivesse amando a mesma mulher que a uns meses atrás eu m*l conseguia olhar e que não suportava, mas para quê buscar explicações? A única coisa que importava era que eu tinha me apaixonado pela primeira vez na vida e estava amando isso. O melhor de tudo foi quando nós decidimos parar de esconder a nossa relação e contamos pra todo mundo que estávamos juntas. Não se pode dizer que o meu pai ficou precisamente feliz com a notícia mas eu sabia que não era nada pessoal com Dinah, ele ficou do mesmo jeito quando eu comecei a namorar o Troy. Minha mãe ficou bastante surpresa. Depois de mais de um ano escutando as minhas queixas sobre Dinah eu acho que era normal que ela não esperasse por aquilo, mas ela aceitou numa boa. O que eu agradeci profundamente. A mãe de Dinah também aceitou bastante bem o nosso namoro. Quando Dinah me levou na casa dela para que eu finalmente conhecesse a família dela, eu não vou negar que senti um certo medo. E não medo daquele bairro, onde eu nunca havia entrado e que parecia ser perigoso, mas medo da opinião da mãe dela mesmo. Eu imaginava que Dinah tivesse dito coisas nada bonitas sobre mim pra ela durante todo aquele tempo. Que eu era uma mimada, uma insuportável e uma fresca, como ela mesma me chamou no dia da nossa primeira transa. Na verdade, eu não sabia se a opinião de Dinah sobre mim tinha mudado durante aqueles meses. Claro que ela não ficava mais me chamando de "pirralha", nem ficava me xingando mas uma parte de mim se preguntava se ela continuava me achando uma irritante. Eu achava melhor não perguntar porque eu sabia que talvez eu não gostaria da resposta. Felizmente, a mãe de Dinah não parecia ter nenhuma má opinião formada sobre mim. O que eu também agradeci mais profundamente ainda. Ela me tratou muito bem e disse que eu seria sempre bem-vinda na casa dela, o que me fez gostar dela instântaneamente. Mas quem ganhou mesmo o meu coração foi a irmãzinha dela. Eu adorava crianças e mais ainda quando eram crianças bem educadas e doces como Regina. Eu acho que as crianças percebem quando alguém gosta delas de verdade porque ela falava comigo como se me conhecesse a anos e não desgrudou de mim até a hora de ir embora. Eu adorei conhecer a família de Dinah e adorei mais ainda ver como ela se transformava quando estava com a irmã. Parecia uma outra Dinah, bem mais doce, bem mais alegre e eu amei isso. Eu não pude evitar reparar em como o apartamento era pequeno. Embora fossem apenas elas três, era muito pouco espaço para três pessoas. Logo ao entrar, dava pra ver o apartamento, literalmente. Tinha apenas um quarto, um banheiro, uma cozinha estilo americana bastante pequena e a sala. Ao estar ali, eu me senti m*l de pensar que eu tinha um quarto inteiro só para os meus sapatos. A escola já tinha terminado e eu já havia recebido as cartas de todas as faculdades onde solicitei vaga. Todas me aceitaram. Talvez não parecesse pela minha aparência mas eu era bastante inteligente, o que as pessoas consideram uma nerd na sombra. O problema era que apenas uma delas estava no estado que eu vivia e mesmo assim, não era na mesma cidade. Antes de Dinah, isso não teria sido nenhum problema mas agora... Eu sabia que seria difícil ficar longe dela. Dinah tinha dois trabalhos. Além de trabalhar na casa dos meus pais, ela trabalhava em um supermercado de tarde. Ela me disse que só assim elas conseguiam chegar no fim do mês na casa dela e eu entendia, claro, só que eu também queria a minha namorada pra mim um pouco. Quanto mais se aproximava o verão, mais ela trabalhava e menos tempo nós tínhamos pra ficar juntas. Isso me frustrava porque dali a poucos meses eu iria embora e queria aproveitar ao máximo cada minuto com ela. Nós estávamos deitadas na minha cama uma tarde. Ela tinha terminado o serviço e tomado banho no meu banheiro, coisa que ela fazia desde que nós começamos a namorar. Ela levava o uniforme do trabalho e se trocava lá para depois ir direto pro supermercado. Assim, nós ganhávamos uma hora para namorar um pouco. Nós estávamos trocando uns beijos gostosos quando o alarme do celular dela começou a tocar, avisando que estava na hora dela ir. Eu resmunguei um pouco, segurando a nuca dela quando ela ia levantar para continuar o beijo. "Ally, eu preciso ir." Ela disse, tentando se afastar. Eu parei o beijo, ainda segurando na nuca dela com as duas mãos. "Fica só um pouco mais." "Você sabe que eu não posso chegar tarde." "Liga e diz que você tá doente e que não pode ir hoje, só hoje." Eu insisti, dando alguns beijos no pescoço dela. "Eu não posso me dar ao luxo de inventar desculpa pra não ir trabalhar, Allyson. Se eu perco o emprego eu e a minha família vamos pra rua. Nem todo mundo tem a sua boa vida." Ela respondeu, tirando as minhas mãos da nuca dela e ficando de pé. "Não precisa ser grossa, Dinah." Eu entendia que ela não podia faltar no trabalho e eu não estava nem falando sério, queria apenas ganhar mais alguns minutos. Eu odiava quando Dinah falava daquele jeito comigo. Eu tentava ao máximo controlar as minhas "manias de patricinha", como ela chamava, quando estava com ela mas ela não fazia o mínimo esforço pra controlar a ignorância dela comigo. Ela suspirou e se abaixou para me dar um beijo. "Desculpa, se der eu passo aqui quando sair, tá bom?" Eu apenas assenti e ela sentou na beira da cama para calçar os sapatos. Enquanto ela se calçava, algo veio na minha cabeça. "Dinah, quem fica com a sua irmã enquanto você e a sua mãe trabalham?" "Uma amiga minha." Amiga... Eu não perguntei mais nada aquela hora porque ela precisava ir trabalhar mas no dia seguinte, eu voltei no assunto. Eu sabia que Dinah chegava em casa antes que a mãe dela, o que significava que ela ficava sozinha com essa tal amiga e eu queria saber quem era. Nós estávamos novamente na minha cama aproveitando a nossa hora diaria. Meus pais já tinham ido pra casa de praia e embora todos os anos eu fosse com eles, aquele ano eu decidi ficar por causa de Dinah. Eu adorava poder t*****r com ela sem perigo que alguém nos pegar ou simplesmente ficar dando uns amassos na cama, mas aquele dia eu não estava concentrada nos beijos que ela me dava. A minha cabeça não parava de dar voltas, pensando na tal amiga dela. "Dinah," Eu disse, me afastando do beijo. "Essa sua amiga que toma conta da sua irmã, quem é ela?" Obviamente não era nenhuma das amigas que ela tinha me apresentado até a data, senão ela teria se referido a ela pelo nome, e isso me intrigava. Quem era essa amiga que eu não conhecia? "Promete que não vai dar chilique?" Quando ela disse isso, eu logo vi que dali não ia vir coisa boa. "Não prometo nada. Quem é essa mulher?" As vezes também era difícil pra mim controlar o meu jeito de ser, principalmente se ela já começava me pedindo pra "não dar chilique". Eu me levantei, me sentando na cama e encarando ela enquanto esperava uma resposta. Ela suspirou e sentou também, me olhando. "É uma ex minha." "Como é que é? A sua ex é a babá da sua irmã?" "A gente namorou faz muito tempo, Ally. Ela é só uma amiga." "Uma amiga que você costumava comer e que você vê todos os dias e na que a sua mãe deve ter muita confiança e a sua irmã deve amar." Ela esticou a mão pra tocar o meu braço mas eu me afastei. Eu estava brava mesmo e tinha todo o direito de estar. A ex da minha namorada continuava presente na vida dela e era capaz até de passar mais tempo com ela do que eu. Onde já se viu uma ex ficar tomando conta da irmã dela? Eu estava com raiva e estava com ciúmes, estava mesmo, pode me julgar. "Não tem motivo pra você ficar com ciúmes, Ally. Eu m*l vejo ela, assim que eu chego ela vai embora." "E não tinha mais ninguém pra ficar com a sua irmã? Tinha que ser justamente a sua ex?" "O resto da minha familia não mora aqui e você sabe que a gente não tem dinheiro pra pagar uma babá." É, tudo bem, eu podia entender isso mas isso não significava que eu gostasse daquela situação e nem que eu fosse deixar aquilo continuar. Talvez eu não poderia fazer nada depois do verão, quando eu tivesse que ir pra faculdade, mas enquanto eu estivesse ali eu não deixaria ela continuar vendo a ex todos os dias. Por muito que fosse apenas uma amiga como ela dizia. Vai saber se ela não tomava conta da irmã dela só pra ficar perto de Dinah e ver ela todos os dias. "Eu tomo conta dela." Ela levantou uma sobrancelha. "E você sabe tomar conta de criança?" "Não acho que seja muito dificil. Talvez se fosse um bêbe sim mas criança, é só dar banho, comida e colocar desenho na televisão." "Você não conhece a minha irmã." Ela respondeu, rindo. "Dinah, eu posso tomar conta da sua irmã tão bem quanto essa sua ex. Ou você confia mais nela do que em mim?" Perguntei, cruzando os braços. Ela sorriu, balançando a cabeça e me deu um beijo. "Tudo bem, é isso que você quer? Vamos então, eu te deixo lá em casa antes de ir pro trabalho, assim a gente fala com a minha mãe antes dela sair também." Eu sorri de maneira vitoriosa e dei um selinho nos lábios dela, antes de me levantar da cama. "Tá bom, deixa só eu me trocar." Escutei Dinah resmungar enquanto eu entrava no meu walk-in pra escolher uma roupa. Eu admito que sofrer enquanto esperava eu me arrumar, era um dos "contra" de me namorar. "Cinco minutos, Ally!" "Termino em três!" E trinta e cinco minutos depois nós estávamos saindo de casa. xxx - xxx Regina era um amor de criança. Eu entendia porque a ex de Dinah ficava com ela de boa, sem pedir nada. Ela não dava trabalho nenhum. Ela só gostava de falar, muito mesmo. Mas não como essas crianças chatas que ficam falando de tal e qual desenho ou simplesmente fazendo palhaçada, ela conversava que nem uma adulta. Ela me contava coisas da escola, dos amiguinhos dela, ou do que ela tinha feito. Me perguntava se eu e a irmã dela íamos casar e se fosse assim, se Dinah ia embora de casa. Depois mudava de assunto, antes mesmo que eu pudesse responder, e me perguntava se eu tinha um cachorro ou outro animal de estimação e por ai vai. O bom é que quando ela cansava de falar, e eu cansava de escutar, ela sentava e assistia desenho quietinha. Tal como eu previ, não era um trabalho muito difícil. Quando estava perto da hora do jantar, depois de dar banho nela, perguntei o que ela costumava comer àquela hora. Não foi uma surpresa quando ela disse que a tal Helena, ex da Dinah, fazia comida pra ela. E cozinhar não era comigo, eu nunca tinha sequer tentado e não pretendia começar agora, por isso liguei pra um restaurante e encomendei a comida. Enquanto nós esperávamos a comida, eu aproveitei pra perguntar a ela sobre Helena. Como ela era, se ela e Dinah eram muito amigas e essas coisas. E mais uma vez, me dando uma resposta que não era nada típica da idade dela, ela me respondeu: "Você tá com ciúmes? Não precisa, minha irmã não gosta dela, gosta de você. Eu também gosto de você." Dizem que os bêbados e as crianças nunca mentem, por isso aquela resposta me deixou bastante aliviada e eu enchi ela de beijo. O resto da tarde passou voando. A comida demorou uns quarenta minutos em chegar e logo depois de comer, eu ajudei Regina a escovar os dentes e coloquei ela na cama. Ela dormia no quarto com a mãe dela e pelo visto, Dinah dormia na sala. Depois de contar uma historia inventada pra ela dormir, eu dei um beijo na testa dela e apaguei a luz, saindo do quarto e fechando a porta com cuidado para ela não acordar. Enquanto eu esperava por Dinah, pensava nos poucos brinquedos que eu tinha visto no canto do quarto. Eu tinha amado aquela criança e esperava que Dinah e a mãe dela não se importassem que eu desse alguns brinquedos pra ela. Eu sabia como Dinah era, por isso eu ia tentar me controlar porque por mim eu encheria Regina de brinquedos e ajudaria a mãe dela com dinheiro. Mas eu sabia que Dinah não aceitaria nem um tostão, nunca conheci uma pessoa mais orgulhosa que ela. Quando eu escutei a porta abrindo e vi ela entrando, eu levantei logo do sofá e corri até ela pra dar um beijo. Só que quando eu notei que ela estava suada, eu me afastei assim que ela tentou me abraçar. "Ew, Dinah. Você tá suada, vai tomar um banho primeiro." Ela revirou os olhos, enquanto fechava a porta. "Nojentinha como sempre, né pirralha?" Ao contrário de antes, eu não fiquei brava quando ela me chamou assim. Pelo contrário, achei até engraçado, até porque eu sabia que ela estava só me provocando. "Sempre. Vai logo tomar banho pra jantar." Ela me olhou com uma expressão surpresa. "Você fez comida?" "Quase. Comprei." Ela deu uma risada, deixando a mochila. "Não sabe cozinhar, Ally? Como vai casar desse jeito?" Eu segui o jogo dela, respondendo: "Até lá eu aprendo." Ela não disse nada, simplesmente sorriu e me deu um beijo rápido, antes de ir tomar banho. Enquanto nós jantávamos, eu tinha decidido esperar ela para nós comermos juntas, eu contava pra ela como tinha sido a minha tarde com Regina. Ela parecia impressionada de ver que eu tinha gostado tanto de ficar com ela, acho que no fundo ela pensava que eu ficaria de saco cheio e mudaria de ideia. "Essa lasanha estava ótima, nem parece comida de restaurante." Ela disse, depois de terminar de comer. Eu levantei, mesmo sem terminar a comida, e sentei no colo dela, encarando ela com um sorriso. Eu senti as mãos grandes dela segurando a minha cintura e encostei os lábios no pescoço dela, dando alguns beijos até chegar no ouvido. "A comida estava ótima mas a sobremesa está melhor ainda, quer provar?" Não precisei perguntar duas vezes. Dinah logo atacou a minha boca, me beijando com vontade, enquanto apertava a minha cintura. Essa era uma das coisas que me fascinava nela, mesmo depois de trabalhar o dia inteiro em dois trabalhos diferente, ela ainda tinha energía pra mim. Eu só senti como ela levantou, comigo no colo, porque nem abri os olhos e continuei beijando ela como o mundo estivesse prestes a acabar. Beijar Dinah tinha se convertido em uma das minhas coisas favoritas. Os beijos dela eram maravilhosos e ficaram melhores ainda depois que, depois de muito eu insistir, ela passou a usar protetor labial e os lábios dela ficaram mais macios. As mãos dela também estavam bem mais suaves desde que eu me encarreguei pessoalmente de cuidar delas, o que deixava as carícias muito mais gostosas. Dinah me encostou na parede e eu só parei o beijo para perguntar se a gente ia pro sofá. "Ali é perigoso, as vezes a Regina acorda e sai do quarto. Aqui o único lugar seguro é o banheiro."  Compreensível, já que o banheiro era o único lugar com porta, além do quarto. Mas com o t***o que eu estava, eu estava pouco me importando onde a gente transaria, desde que a gente transasse. "Tudo bem, vamos então." Dinah me carregou até o banheiro e trancou a porta. Quando as roupas começaram a ser um problema, ela me deixou no chão e tirou a calça moletom que ela estava usando enquanto eu tirava o meu short. A mãe de Dinah não demoraria muito em chegar e nós precisávamos ser rápidas, por isso nem nos preocupamos em tirar a parte de cima da roupa. Depois de terminar de tirar a cueca, Dinah voltou a me pegar no colo e a me encostar na parede. Eu já estava completamente molhada e tenho certeza de que fiquei mais ainda quando senti o p*u duro dela roçar a minha b****a. Eu gemi só de sentir o toque e logo mordi o lábio para evitar mais gemidos. Eu esperava conseguir me controlar porque eu admito que fazia bastante barulho na cama. Dinah não prolongou muito mais a minha agonia e entrou aos poucos dentro de mim, empurrando a cintura pra cima, enquanto empurrava o meu corpo para abaixo. Eu suspirei de felicidade quando ela chegou no final e começou a dar beijos molhados pelo meu pescoço. As primeiras quatro ou cinco estocadas foram calmas e lentas mas depois disso, Dinah começou a me f***r com força. Do jeito que eu gostava. Eu mordi o meu lábio mais forte para conter os gemidos enquanto ela entrava e saía e apertava as minhas coxas com força para me segurar. Eu sabia que aquilo deixaria marcas de mãos na minha pele e uma parte de mim gostava daquilo, embora a parte vaidosa negasse. Eu me segurava nos ombros da minha namorada e gemia o mais baixo que eu conseguia. Morder o lábio não era suficiente quando o p*u de Dinah ia tão fundo que parecia querer me rasgar por dentro e tocava um certo lugar que me fazia delirar. Quando mais ela metia, mais eu sentia o orgasmo se aproximar e pelo visto, não era só o meu. Eu notava como a respiração dela ficava cada vez mais descompassada e as estocadas também. Sem dar por mim, eu já tinha começado a gemer. Coisa que só percebi, quando senti Dinah colocar alguma coisa dentro da minha boca. Eu abri os olhos ao sentir o tecido de algodão na minha boca e franzi o cenho, encarando Dinah, ao perceber que era a minha calcinha. Ela simplesmente disse um "shh" e continuou com as estocadas. Eu nem perdi meu tempo reclamando, eu estava sentindo prazer demais pra isso. E embora eu não quisesse admitir, sentir o meu gosto à medida que minha lingua ia molhando a calcinha, só aumentava o meu t***o. Senti Dinah entrar mais forte que das outras vezes e pelo jeito que apertou as minhas coxas e colou mais o meu corpo na parede, soube que ela ia gozar. Quase que no mesmo instante, eu senti a p***a quente dela preenchendo o meu interior e fazendo as minhas pernas ficarem bambas. Eu encostei a cabeça na parede e soltei um gemido mudo quando Dinah esfregou o meu c******s enquanto ainda terminava de gozar, me fazendo chegar ao orgasmo também. Eu aproveitei cada segundo daquele orgasmo, apertando bastante a b****a ao redor do p*u de Dinah que ainda continuava latejando e prendendo ela dentro de mim. Dinah encostou o rosto no meu pescoço e eu voltei a arrepiar ao sentir a respiração pesada dela na minha pele e tentando ainda controlar a minha também. Quando eu finalmente lembrei de tirar a minha calcinha de dentro da boca, ela já estava completamente molhada. Eu resmunguei, mostrando ela pra minha namorada. "Por sua causa, eu vou ter que ir embora sem calcinha." Dinah simplesmente deu uma risadinha e um beijo no meu ombro. "Culpa sua por ser uma escandalosa." "Ei!" Exclamei, dando um tapa de leve no ombro dela. O que aconteceu depois, foi algo que eu com certeza vou lembrar pro resto da vida. Dinah olhou bem nos meus olhos, sorrindo, e enquanto fazia um carinho no meu rosto, disse: "Eu te amo." Eu senti o tempo congelar naquele instante. Sem exagero, parecia que o mundo tinha parado de girar. Talvez porque, na minha cabeça eu queria que aquele momento ficasse congelado no tempo e que não acabasse nunca. Eu sorri depois de alguns segundos. "Você acabou de dizer que me ama pela primeira vez dentro de um banheiro." "E depois de enfiar a sua calcinha na sua boca." Ela respondeu, rindo. Eu balancei a cabeça e ri junto. "Desculpa. Por não ter esperado uma ocasião mais especial." Ela disse, dessa vez mais séria. Eu voltei a sorrir e dei um beijo bem suave nos lábios dela, antes de responder. "Cada minuto com você é especial pra mim. Eu também te amo."
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