POV Ally
Dinah estava estranha aquele dia.
Geralmente, nós passávamos a manhã inteira conversando enquanto ela trabalhava mas aquele dia foi diferente. Sempre que eu tentava começar uma conversa com ela, ela me cortava e dizia que estava trabalhando e pedia que eu deixasse ela em paz.
Depois do quarto ou quinto coice, eu parei de insistir e subi para o meu quarto, fazendo a vontade dela e deixando ela em paz. Eu não entendia o motivo de toda aquela frieza repentina, que eu soubesse não tinha acontecido nada que pudesse deixar ela daquele jeito. No dia anterior eu tinha até jantado na casa dela e não houve nenhum incidente durante a comida, foi até bastante agradável.
Eu deitei na minha cama, relembrando aquele jantar e de repente eu entendi o motivo daquele m*l humor de Dinah. Durante o jantar, a mãe dela me perguntou pela faculdade e eu acabei me empolgando e demonstrando o quão excitada eu estava para começar logo. Eu acho que Dinah tomou isso como um sinal de que eu estava louca para ir embora e deixar ela para atrás. E deixar ela para atrás era a última coisa que eu queria fazer.
Claro que eu estava animada para começar a faculdade e estava com vontade de começar logo mas isso não significava que eu estivesse feliz de me separar de Dinah. Na verdade, estava me matando por dentro pensar que eu ia ficar meses sem ver ela mas eu tentava não demonstrar isso para não estragar os nossos últimos dias juntas. Talvez ela interpretou isso como falta de interesse da minha parte e estivesse pensando que a minha ida seria o fim do nosso namoro.
Eu não podia deixar ela pensando isso e também não queria que ela acabasse terminando comigo por esse motivo. Eu precisava que ela entendesse que mesmo estando longe, eu continuaria comprometida com o nosso namoro e precisava saber que ela faria a mesma coisa. Por isso, eu voltei a ir até o jardim para falar com ela, mesmo arriscando de levar outra patada.
"Dinah..." Eu chamei, com calma.
"O quê que foi, Ally? Será que você ainda não entendeu que eu quero trabalhar em paz?" Ela respondeu, jogando a tesoura de jardinagem no chão.
"Você está assim por causa do assunto da faculdade?"
Ela não respondeu e me deu as costas, pegando a mangueira que estava jogada no chão para encher o balde e me ignorando. Isso só me fez perder a paciência, eu odiava quando ela me ignorava e ela sabia disso, parecia até que ela fazia de propósito.
Eu voltei a ficar na frente dela, cruzando os braços. "Dinah, os problemas se resolvem conversando, sabia?"
Depois que eu disse isso, Dinah desligou a mangueira e finalmente me olhou. "Que problema? Não tem problema nenhum, você vai pra faculdade e está feliz. Já deixou claro que não vê a hora de ir embora. Eu acho que o único problema é que você não tem coragem de fazer o que está querendo."
Eu franzi o cenho, sem entender onde ela estava querendo chegar. "Do quê que você tá falando?"
"Terminar comigo. Não é isso que você quer? Porque foi o que pareceu ontem à noite."
"Claro que não! E eu não sei como você pode pensar isso."
Ela emitiu um som debochado e balançou a cabeça. "Ah não sei, talvez porque você parecia nem lembrar de mim enquanto falava que estava louca pra estar lá logo."
Eu suspirei, descruzando os braços e olhando ela com incredulidade. "Você acha mesmo que só porque eu estou feliz de começar a faculdade isso significa que eu não quero mais nada com você? Pra sua informação eu abri mão de estudar na universidade que eu realmente queria e escolhi uma bem pior só porque está mais perto de casa e porque assim eu posso te ver mais vezes."
Ela não falou nada depois disso, ficou apenas para baixo como se estivesse arrependida do que tinha dito. Eu realmente não acreditava que Dinah pudesse pensar que eu queria terminar o nosso namoro quando todo mundo; inclusive ela própria; via que eu era louca por ela. Quando eu morria de medo que fosse ela quem me deixasse quando eu não estivesse mais ali.
"Me desculpa." Ela disse, depois de alguns segundos de silêncio. "Eu fui uma i****a, eu realmente não sei o que me deu. E você não precisava ter feito isso por mim."
"Precisava sim porque eu te amo e quero poder te ver o máximo que eu puder. Você acha que não tá me matando saber que vou passar meses longe de você? É claro que está mas eu tento não demonstrar isso porque eu não quero passar os nossos últimos dias juntas agoniada por causa disso, nem quero que a gente fique desse jeito." Eu me aproximei a ela depois de dizer isso e abracei-a.
Ela me abraçou de volta, me pedindo desculpa novamente e depois nós nos beijamos, esquecendo aquele assunto. Coisa que nós provavelmente não deveriamos ter feito, já que estava claro que ele ainda não estava bem resolvido mas era bem mais fácil deixar aquele beijo se tornar cada vez mais intenso e acabar na cama. Afinal, eu iria embora dali a duas semanas e queria aproveitar cada oportunidade de estar com Dinah.
Eu segurei a mão dela, depois que paramos o beijo, e levei ela até o meu quarto. Assim que nós entramos, eu tirei o meu short e a blusa, ficando apenas de calcinha e sutiã e depois comecei a abrir o macacão de Dinah, com pressa. Enquanto eu abria os botões, Dinah tirava as botas e assim que eu terminei, ela tirou o macacão e a camiseta. Ela me pegou no colo, após de ficarmos ambas somente em roupa interior e me encostou na porta.
Nós voltamos a nos beijar e ela começou a alisar e a apertar as minhas coxas, me deixando arrepiada. O nosso beijo terminou pouco depois, me deixando sem ar e mais arrepiada ainda quando Dinah desceu os lábios até o meu pescoço e fez a mesma coisa que com os meus lábios. Beijou, mordeu, chupou. Eu já estava molhada e esperava que ela também já estivesse pronta porque eu não podia esperar para sentir ela dentro de mim.
Dinah me levou até a cama e eu me deitei na mesma enquanto ela procurava uma camisinha na gaveta do meu criado mudo. Assim que ela encontrou, ela tirou a cueca e eu fiz o mesmo com a minha calcinha. Eu nem perdi tempo tirando o sutiã porque eu sabia que aquela seria uma transa bem rápida, já que Dinah ainda tinha que terminar o serviço.
Assim que ela colocou a camisinha, eu abri as pernas e ela deitou em cima de mim. Logo depois, eu senti o p*u dela entrando na minha b****a de uma vez só e fechei os olhos, encostando a cabeça na cama e gemendo. Dinah se apoiou com as mãos na cama e começou a me f***r devagar mas com força, fazendo o meu corpo ir para baixo e para cima com cada estocada.
Aquelas estocadas lentas e agoniantes, me irritavam mas ao mesmo tempo me causavam um prazer incrível porque eu podia sentir cada pedaço do p*u dela entrando e saindo de dentro de mim. Mas embora isso fosse agradável, eu queria e precisava que ela me fodesse com vontade e me fizesse gozar.
"Dinah, por favor, me fode direito." Eu pedi, abrindo os olhos para encarar ela.
"Quer dizer que eu não estou te fodendo direito?" Ela perguntou, com um sorriso provocante nos lábios.
"Você sabe o que eu quero dizer!"
Depois daquela resposta, ela aumentou a velocidade das estocadas e começou a me f***r rápido, fazendo o meu corpo subir e descer e me fazendo voltar a fechar os olhos de prazer. Aquilo era muito melhor!
"E agora, eu estou te fodendo direito, Ally?"
Ela entrava e saía rápido e com força e eu só gemia e me segurava nos lençóis, parecia até que eu ia cair da cama com a força daquelas estocadas. Eu apenas assenti em resposta à pergunta dela e depois abracei a cintura dela com as pernas para que elas parassem de tremer.
Eu senti uma das mãos de Dinah alisando o meu rosto, que já estava molhado de suor e depois senti ela me beijar de novo. Eu soltei o lençol com a mão esquerda e segurei o cabelo dela, beijando ela de volta e tentando rebolar no p*u dela, sem muito sucesso. Ela estava me fodendo com tanta força que a única coisa que eu podia fazer ela ficar quieta e receber o que ela me dava.
Depois de vários segundos, eu parei aquele beijo e soltei o cabelo de Dinah. Voltei a segurar o lençol e a deitar a cabeça na cama, gemendo um pouco mais alto ao sentir o meu orgasmo se aproximar. Eu levantei o corpo da cama, arqueando as costas e inclinando a cabeça para atrás, gemendo enquanto gozava e apertava o p*u de Dinah dentro de mim.
Dinah devia estar bem perto do orgasmo também, porque ela não parou como costumava fazer e continuou entrando e saindo rápido e com força. Eu dei graças a Deus de que meus pais ainda não tivessem voltado para casa porque eu jamáis teria sido capaz de prender aquele gemido/grito que saiu dos meus lábios quando ela fez isso.
Uma parte de mim queria empurrar ela para que ela parasse porque eu ainda não tinha me recuperado do orgasmo e estava sensivel mas outra parte, estava gostando demais daquilo para parar. Ela deu apenas umas quantas estocadas mais e depois parou, com o p*u bem metido dentro de mim e encostou a testa no meu ombro, respirando com dificuldade. Eu também respirava como se tivesse acabado de correr e finalmente soltei o corpo dela, relaxando as pernas.
Eu queria abraçar ela e pegar no sono com ela do meu lado mas eu sabia que ela ainda tinha coisas para fazer, então eu deixei ela ir e fui tomar um banho. Depois de tomar o banho, eu fiquei lendo até que Dinah terminou o serviço e tomou um banho também. Quando ela saiu do banheiro, já estava com o uniforme do mercado e deitou do meu lado para gastarmos aquela hora que ainda tínhamos, trocando beijos como sempre.
Aquele dia nós fomos no meu carro, já que a mãe dela estava com o carro dela. Eu deixei ela no trabalho e depois fui para a casa dela para ficar com Regina. Embora eu já estivesse acostumada a ir naquele bairro, a verdade era que continuava me dando um pouco de medo. Geralmente eu vinha com Dinah, no carro dela e provavelmente foi por esse motivo que eu nunca fui assaltada ali. Mas agora eu estava ali sozinha, com o meu carro nada barato e o meu medo aumentou bastante. Se o meu carro ainda estivesse ali no fim do dia, eu já consideraria isso uma vitória.
Eu estacionei perto do prédio e depois sai do carro, trancando ele e saindo rápido dali. Se roubassem o carro, que roubassem, desde que não fizessem nada comigo. Eu entrei no prédio, já que a porta estava sempre aberta e subi até o andar do apartamento delas. Não era novidade que o elevador estivesse quebrado mas, por sorte, elas moravam no quarto andar.
A mãe de Dinah já estava de saída quando eu cheguei, como sempre, tal como Dinah, ela não parava. Ela me agradeceu por ficar com Regina, como sempre também, e quando ela já ia saindo eu perguntei se podia levar Regina para passear. Sempre que eu ficava com ela, nós ficamos no apartamento e eu queria aproveitar que estava com o carro para tirar a coitada da criança de casa um pouco. Eu acho que depois de três meses, a mãe dela já confiava em mim o bastante para me deixar sair com ela.
Ela me disse que sim; o que eu já esperava; e assim que ela saiu, eu arrumei Regina e sai com ela. Eu levei ela num shopping, porque shopping não tem erro. Deixei ela passar horas brincando no parque enquanto eu falava com as minhas amigas no celular e depois de lanchar, nós fizemos o que eu mais gostava no mundo. Compras.
Talvez eu tenha exagerado um pouco na quantidade de roupas e brinquedos que eu comprei pra ela, mas eu não pude evitar. Primeiro porque quando eu começava a comprar, era dificil parar e segundo porque realmente me dava dó que ela não tivesse quase nenhum brinquedo. Eu tinha noção de que a situação na casa delas não era fácil e seu eu podia deixar ela um pouco mais feliz, eu não via porque não fazer isso.
Ela ficou bastante animada com aquilo e eu fiquei feliz só de ter visto aquela carinha de felicidade. Eu tinha pego tanto carinho por aquela menina nos últimos meses, que ela já era como uma irmãzinha para mim e eu adorava poder fazer ela feliz.
Quando nós voltamos pro apartamento, eu dei o banho dela e deixei ela brincando com os brinquedos novos enquanto eu tentava cozinhar alguma para o jantar. Eu sempre pedia comida mas eu estava com vontade de fazer alguma coisa por minha conta e demonstrar para mim mesma que eu não era uma completa inútil na cozinha.
Infelizmente, ficou provado que eu realmente era uma inútil no que à culinária respeita e depois de quase colocar fogo na casa tentando fritar uns bifes, eu liguei pro restaurante de sempre e pedi comida. Enquanto a comida não vinha, eu fiquei limpando aquela bagunça que eu tinha feito na cozinha e depois coloquei a mesa.
Eu jantei com Regina aquela noite, em vez de esperar Dinah como eu sempre fazia, porque ela já tinha me avisado por mensagem que ia fazer hora extra mas que a mãe dela ia chegar mais cedo. Realmente, a mãe dela chegou logo depois de nós terminarmos de comer. Eu vi ela olhando todos aqueles brinquedos quando entrou e disse que esperava que ela não se importasse pelo gesto. Também pedi desculpa se tinha exagerado mas ela não pareceu levar à m*l e apenas agradeceu.
Eu me despedi dela e de Regina e fui embora, logo após. Dinah ainda ia demorar e eu não queria ficar incomodando, embora quisesse ver ela antes de voltar para casa. Graças aos céus, o meu carro continuava no mesmo lugar são e salvo e eu fui para casa, sem problemas.
Assim que eu cheguei, eu fui tomar outro banho e depois coloquei apenas uma calcinha e uma camiseta grande que eu usava para dormir. Eu desci para a sala depois disso, e fiquei assistindo um filme até me dar sono. O filme já estava quase no final quando tocaram na campainha. Já era tarde e eu fui até a porta devagar, com um certo receio, mas quando eu olhei pelo visor e vi que era Dinah, o receio logo passou.
Eu abri a porta, sorrindo e já estava pronta para abraçar ela mas ela entrou que nem um raio, antes de que eu pudesse fazer isso. Pela cara dela, eu já sabia que ela não tinha vindo para me desejar boa noite e fechei a porta, já me preparando pra briga pelo que quer que fosse que eu tinha feito dessa vez.
"Quantas vezes eu te pedi pra você não fazer isso, Ally?"
Eu dei de ombros, me encostando na porta. "Não fazer o quê?"
"Você sabe muito bem o quê! Eu cansei de te dizer pra não ficar enchendo a minha irmã de presentes mas como sempre, você não me escuta e faz o que quer." Ela estava praticamente gritando e eu estava simplesmente achando aquilo ridiculo.
"É sério que você veio até aqui só pra brigar comigo porque eu comprei uns brinquedos pra sua irmã?" Perguntei, sem acreditar.
"Uns brinquedos? Sabe Deus quanto você gastou naquele monte de coisas. Você não vê que aceitar aquilo seria como aceitar o seu dinheiro?"
Eu suspirei e passei a mão pelo cabelo, ainda encostada na porta. "E o que tem de errado nisso, Dinah? Eu amo a sua irmã e queria deixar ela um pouco mais feliz, só isso. Nem a sua mãe se importou, por quê você tem que ser tão orgulhosa?"
Ela ainda parecia nervosa e se aproximou um pouco mais de mim, antes de responder. "A minha irmã não precisa daquele monte de coisa pra ser feliz. Só você para achar que a felicidade se compra com coisas materiais. Você continua sendo a mesma pirralha, mimada que acha que tudo na vida se resolve com dinheiro."
Aquilo me machucou. Muito. Como ela podia dizer aquilo depois de tudo que nós tínhamos vivido no último meio ano? Depois do esforço que eu fiz para controlar o meu jeito de ser e as minhas manias só para agradar ela? Aquilo me fez ficar com os olhos cheios de lágrimas mas eu me negava a chorar. Ela não ia conseguir me fazer chorar com aquele ataque gratuito.
Eu balancei a cabeça e respirei fundo. "Não, Dinah. Eu não continuo sendo uma pirralha, mimada. Você é que continua sendo uma grossa e uma i****a, que fica me tratando m*l por qualquer coisa. E quer saber? Eu estou cansada das suas patadas. Eu estou cansada de dar o meu melhor nessa relação para você viver falando comigo de qualquer jeito. Eu não fiz nada errado e não vou deixar você continuar descontando as suas frustrações em mim." Eu disse com a maior calma que eu consegui.
Eu pude ver a expressão de tristeza no rosto dela, que ela logo encobriu com aquela pose de durona. Ela se endireitou e assentiu, voltando a me encarar. O olhar dela era frio e aquilo me machucou mais ainda.
"Você tem razão. E não se preocupa que eu não vou mais decontar as minhas frustrações em você." Ela repetiu as minhas palavras. "É melhor a gente terminar aqui."
O meu coração disparou ao escutar aquelas palavras e eu me senti fraca de repente, como se as minhas pernas não fossem mais capazes de aguentar o meu corpo. Eu não podia acreditar que ela estava fazendo aquilo.
"Quê?" Foi a única coisa que eu consegui dizer.
Eu escutei ela respirar fundo, antes de falar. "Vai ser melhor assim, Ally. Você vai embora daqui a duas semanas e namoros à distância nunca deram certo. Você vai conhecer pessoas novas, pessoas melhores que eu, vai viver a sua vida e eu vou viver a minha."
Eu dei uma risada debochada, sentindo aquelas lágrimas que eu estava prendendo finalmente cairem pelo meu rosto. Agora era impossivel segurar o choro e eu também não tentei. Agora eu estava entendendo todo aquele show por causa dos brinquedos, era apenas uma desculpa para arrumar uma briga e terminar comigo. Como ela podia ter caído tão baixo?
"Eu não acredito que você está fazendo isso." Eu nem sei se ela me ouviu porque eu disse aquilo baixinho, por debaixo dos meus soluços.
"É melhor assim." Ela voltou a repetir e eu só sentia vontade de matar ela. "Talvez agora não pareça mas quando você estiver longe daqui, morando sozinha e com toda a liberdade para fazer o que quiser, você vai me dar a razão. Depois de um tempo, não vai nem lembrar mais de mim."
Eu ainda estava encostada na porta, chorando e nem perdi o meu tempo respondendo àquela estupidez que ela tinha acabado de dizer. Estava claro que a única coisa que ela queria era se livrar de mim antes de que eu fosse embora, para ficar livre de fazer o que quisesse quando eu não estivesse mais ali. Provavelmente t*****r com outras. Eu me sentia tão i****a por ter acreditado que ela era diferente e que ela realmente me amava.
"Me desculpa." Ela sussurrou, quando já estava perto de mim para sair.
Eu levantei o olhar, olhando bem nos olhos dela e dizendo com toda a raiva que eu tinha dentro: "Eu te odeio."
Eu podia jurar que ela tinha lágrimas nos olhos mas não tinha como ter certeza, já que a minha vista estava embaçada com as minhas próprias lágrimas. De todas formas, aquelas lágrimas dela eram com certeza lágrimas de crocodilo. Se terminar comigo deixasse ela triste, ela não teria terminado.
"Vai ser melhor assim." Ela repetiu pela terceira vez e acabou de vez com a minha paciência.
"Sai daqui!" Eu gritei, abrindo a porta. "Vai embora! Vai embora e não volta enquanto eu ainda estiver aqui! Vai! Não é isso que você queria? Agora você é livre pra t*****r com quem você quiser, pra voltar com a senhora perfeita da sua ex, pra ir pro inferno! Sai!"
Ela me olhou, como se fosse dizer alguma coisa mas não disse nada e saiu, sem me olhar novamente. Eu bati a porta, assim que ela saiu, e gritei de frustração, dando um murro na mesma.
Talvez Dinah tivesse razão, talvez eu realmente fosse uma pirralha. Uma pirralha i****a que acreditava em finais felizes e que achava que o amor era capaz de qualquer coisa. Uma pirralha boba que tomava decisões importantes levando em consideração os sentimentos de uma pessoa que não merecia.
E eu provavelmente merecia aquilo, para deixar de ser i****a.