Me Deixe Entrar 2 (Camren)

4290 Palavras
POV Camila 4 anos depois Era tão bom voltar para casa! Durante os quatro anos de faculdade, eu tinha me acostumado ao frio e àquele tumulto de gente nas ruas e avenidas sujas de NY mas sempre rezando pra que chegassem as férias e poder voltar pro calor e pra alegria de Miami. Principalmente as férias de verão do final do ano que eu podia passar dois meses lá e aproveitar bastante, não só da cidade mas também, é claro, do tempo com a minha irmã. Com Lauren... Já tinham se passado quatro anos e sim, eu continuava apaixonada por ela. Mas felizmente pra mim, já não era aquele amor louco do começo. Era um sentimento que embora não desaparecesse, ia se tornando mais fácil de levar com o passar do tempo. Estar longe ajudava bastante. Eu tenho certeza de que se eu visse ela constantemente, muito longe de diminuir, aquele amor só se tornaria maior e maior. Claro que quando eu ia pra lá nas férias, eu acabava sofrendo em silêncio ao ver ela e Marissa juntas mas sempre disfarçei muito bem. Eu podia colocar a mão no fogo como Lauren pensava que aquele meu amor por ela tinha sido apenas uma paixonite da adolescência e que tinha passado. Eu tinha me transformado em uma ótima atriz e nunca dei motivos para que ela pensasse o contrário. Nos dias que eu passava na casa delas, eu atuava normalmente. Sempre alegre, sempre sorrindo, sempre falando da vida emocionante de universitária da grande maçã. Tratava Lauren do mesmo jeito que eu tratava a mulher dela, sem nunca demonstrar que sentia ou que alguma vez tinha sentido algo especial por ela. Só quando eu estava sozinha no meu quarto de noite, deitada na mesma cama onde Lauren fez amor comigo, que eu deixava a máscara cair. O primeiro ano foi o mais difícil. Eu tinha tido um primeiro semestre complicado na faculdade, tive que me adaptar àquela cidade monstruosa sozinha e sem nenhum amigo. Quando eu voltei pra casa, em ação de graça, eu estava muito sensível e queria mais que nunca que Lauren fosse minha. Queria mais que tudo voltar a me sentir amada e não do jeito que ela me amava, como uma irmã, queria me sentir amada como mulher. E embora isso não tenha acontecido, aqueles dias perto da minha irmã me deram força e eu voltei pra NY com os ânimos renovados. No segundo ano, tudo melhorou. Eu fiz alguns amigos e conheci Dinah. Dinah foi a melhor coisa que me aconteceu depois de que Lauren e Marisa tirassem eu a minha irmã daquele inferno de orfanato. Ela estudava economia na minha faculdade e nós nos conhecemos em uma cafeteria perto do campus no primeiro semestre do segundo ano. Eu, sendo a típica-eu, cai ao baixar os dois degraus da cafeteria e Dinah foi quem me ajudou a levantar. Em mais de um sentido. No terceiro ano, eu apresentei ela para Lauren e Marissa na pausa de primavera. Nós já estávamos namorando a mais de um ano e eu já conhecia a familia dela, só faltava ela conhecer a minha. Sofia adorou ela e vice-versa, Dinah levava bastante jeito com criança e não demorou a ganhar a confiança da minha irmã. Marissa também aprovou a relação, ela gostou bastante de Dinah e dizia que nós faziamos um casal lindo. Com Lauren a coisa não foi tão fácil. Ela tratou Dinah muito bem e dizia estar feliz por mim mas eu sentia que aquilo não era 100% verdade. Eu não sabia dizer se ela não tinha gostado de Dinah ou se estava apenas preocupada de que ela acabasse quebrando o meu coração. O quarto ano e último ano de faculdade, foi agridoce. Por um lado foi um ótimo ano em termos de estudo, eu tive notas ótimas durante todo o ano letivo e tinha um ótimo estágio em uma firma de advogados do centro da cidade, onde já tinha um contrato de trabalho preparado para quando terminasse o curso. A minha relação com Dinah também continuava ótima, nós tínhamos começado a morar juntas no começo do ano e tudo estava indo perfeitamente. Mas por outro lado, as coisas em casa andavam difíceis. Lauren e Marissa tinham se separado a alguns meses e mesmo depois delas já terem assinado os papéis do divorcio, eu continuava sem saber o motivo. A última vez que eu estive em Miami, no Natal, elas já estavam separadas e foi bastante estranho passar o Natal apenas com Marissa e com Sofia. Lauren tinha deixado a casa pra ela, já que foi ela quem ficou com Sofia, e tinha se mudado pra um apartamento no centro da cidade. Qualquer um pensaria que eu estaria feliz com aquela noticia, que o fato de Lauren estar solteira seria motivo de felicidade mas nada mais longe da realidade. Primeiro porque Sofia estava sofrendo com aquela separação e ver a minha irmã triste era o que mais me machucava no mundo. Segundo porque elas pareciam felizes antes da separação e pareciam se amar de verdade e nenhuma delas parecia feliz com aquela separação. E terceiro porque, embora eu ainda fosse apaixonada por Lauren mesmo depois de todo aquele tempo, eu amava Dinah e não sonhava mais com um final feliz ao lado dela. A única coisa que eu queria era que ela fosse feliz. Felizmente, depois dos primeiros meses parecia que as coisas estavam bem mais calmas. Eu estava voltando novamente pra passar alguns dias em Miami, antes de começar a trabalhar. Eu já tinha me graduado e depois daquele verão, eu não sabia quando poderia voltar já que eu tinha noção de que trabalharia como uma escrava nos primeiros anos para poder crescer na firma. Por isso, eu fui preparada pra passar o máximo de tempo possivel com a minha irmã. E com Lauren... Quando eu cheguei, eu esperava encontrar as coisas grises como no Natal mas tive uma surpresa bastante agradável ao ver que as coisas haviam melhorado. Quando eu cheguei na casa, que agora era só de Marissa, encontrei ela bastante feliz. Feliz até demais pra quem tinha se divorciado a apenas uns quantos meses. Eu achei melhor nem tocar no assunto e simplesmente fiquei feliz de ver ela tão bem, rezando para que Lauren também estivesse tão bem assim. Sofia ainda estava triste com a situação, mas também estava bem mais alegre que da última vez. Eu passei aquela tarde me dedicando à minha irmã. Fiquei escutando atentamente tudo que ela tinha pra me contrar sobre a escola e os amiguinhos dela até tarde da noite quando o sono venceu ela. Depois de que eu prometesse levar ela na praia no dia seguinte, ela finalmente me largou e foi dormir. Minha relação com Marissa tinha mudado muito durante aqueles anos. Era engraçado como, ao estar longe, nós tínhamos nos aproximado mais. Eu já não tinha aquela sensação de que ela não gostava de mim ou de que não se importava comigo, muito pelo contrário, ela mostrava bastante interesse na minha vida. Depois de que Sofia fosse dormir, nós ficamos conversando sobre o meu último semestre na faculdade, sobre o meu emprego na firma e sobre Dinah. Sobre qualquer coisa, menos sobre Lauren. Eu sentia que ela evitava o assunto do divorcio a toda custa e não insistia. Se ela não queria me dizer porque o casamento delas acabou, eu tinha que aceitar aquele "Simplesmente não dava mais" que ela me disse ao me dar a noticia como motivo. Quando ela foi dormir, já eram duas da manhã e eu não estava com sono. Eu me perguntava como estaria Lauren, desde que eu cheguei que minha mente ficava repetindo aquela pergunta. A última vez que eu vi ela foi na minha graduação. Ela estava lá me aplaudindo, com um sorriso orgulhoso nos lábios, quando me deram o diploma. Eu confesso que aquele dia eu tive que me segurar pra não correr nos braços dela e beijar aqueles lábios perfeitos que ela tinha. Eu amava Dinah, eu realmente amava ela mas no fundo eu sabia que Lauren sempre seria o grande amor da minha vida. Que mesmo que eu passasse a vida inteira com Dinah ou que nós terminassemos e eu tivesse outras relações, eu nunca amaria ninguém plenamente porque o nome daquela mulher estava tatuado com ferro no meu coração. Eu pensei em esperar a manhã seguinte para ir ver ela mas quando eu entrei no w******p, vi que ela tinha se conectado a pouco tempo, o que significava que ainda estava acordada e decidi ir lá. Nós já tínhamos conversado por telefone esse dia, ela sabia que eu chegava aquela tarde e já tinha me mandado uma mensagem perguntando se eu tinha chegado bem mais cedo. Eu respondi que sim e que veria ela no dia seguinte mas eu sabia que não ia conseguir dormir sem saber como ela estava. Quando eu cheguei no apartamento dela, toquei a campainha e ao ver que ela demorava pra abrir, pensei que ela estava dormindo. Eu toquei uma segunda vez pra ter certeza e depois de algum tempo esperando, pensei que talvez ela nem tivesse em casa e me virei pra ir embora. Nessa hora eu escutei a barulho da porta abrindo e me virei novamente. Lauren parecia surpresa em me ver mas um sorriso logo se formou nos lábios dela antes de que ela me abraçasse forte. Eu sorri também e logo devolvi o abraço, fechando os olhos e aproveitando o calor do corpo dela. "Pensei que só viesse amanhã." Ela falava meio enrolado e arrastado e eu franzi o cenho ao perceber isso. "Já é amanhã." Ela deu uma risada ao escutar a minha resposta e não me restou dúvida de que ela estava bêbada. Eu me soltei do abraço e entrei no apartamento, segurando a mão dela para colocar ela pra dentro também, antes de fechar a porta. "Você bebeu?" Perguntei, ainda segurando a mão dela. "Um pouco." Ela respondeu, dando de ombros. "Camila, você está aqui!" Ela me abraçou novamente depois de dizer isso e eu não pude evitar sorrir e abraçar ela de volta. Eu estava preocupada pelo fato dela estar bebendo sozinha às duas e meia da manhã e queria saber porque mas o abraço dela me fazia esquecer essa preocupação e o resto do mundo. Lauren parecia que não ia me soltar nunca mas eu não reclamava disso, eu poderia passar a noite inteira ali, de pé na entrada, abraçando ela. Quando ela finalmente me soltou, ela segurou o meu rosto com as duas mãos e sorriu novamente. Eu senti os polegares dela acariciando o meu rosto e tive que desviar o olhar para não acabar focando a vista nos lábios dela porque eu sabia que se eu olhasse, não teria volta atrás. E eu amava Dinah, eu realmente amava ela mas ao estar tão perto assim de Lauren, aquele resto de amor que eu ainda sentia por ela, voltava a se transformar no amor arrebatador da minha adolescência. "Você está tão linda." Ela sussurrou. "Uma mulher..." Eu percebi que os olhos dela estavam vidrados nos meus lábios e quando eu senti ela passar a ponta do dedo pelo meu lábio inferior, eu tive que me afastar. Eu não queria me afastar, não mesmo mas aquilo não estava certo. Lauren estava bêbada e eu tinha namorada. "E você está bêbada." Eu disse em um tom mais descontraido, tentando acabar com a tensão do momento. "Mas só um pouco." Ela respondeu, rindo. Eu assenti, sorrindo e fui até a sala com Lauren atrás. Pela quantidade de latas de cerveja que eu vi em cima da mesa da sala, ao entrar, eu deduzi que ela estava pior do que eu pensava. Talvez ela não estivesse levando o divorcio tão bem quanto Marissa. Aquele só podia ser o motivo dela encher a cara daquele jeito. Quando eu me virei para encarar Lauren novamente e perguntar porque ela estava bebendo daquele jeito, eu fui surpreendida com um beijo. Lauren me abraçou pela cintura com uma mão, colando o meu corpo no dela e com a outra, segurou a minha nuca para que eu não me afastasse. Ela me beijou com desespero, nada a ver com aqueles beijos calmos que nós trocamos a seis anos atrás. Ela enfiava a lingua na minha boca para que eu beijasse ela de volta e só então eu percebi que eu não estava respondendo o beijo. Eu estava imóvel e isso frustrou ela, fazendo que ela parasse. "Diz que você ainda me ama." Ela me pediu. Melhor dito, implorou. "Diz que ainda me ama, Camila." Eu não sabia o que dizer, nem o que fazer. A primeira coisa que pensei foi que Lauren estava me usando. Que ela estava carente e sozinha e queria me usar pra esquecer isso durante algum tempo. Eu não queria isso, eu não queria que ela brincasse com os meus sentimentos daquela forma. "Pára com isso, Lauren. Você bebeu pra caramba e não sabe o que está fazendo. Vai deitar que o melhor que você faz." Agora a vontade que eu tinha era só de sair correndo dali. Eu passei por ela para ir embora mas Lauren segurou a minha mão e embora eu puxasse, ela não me soltava. "Não, não vai embora, por favor. Camila, me desculpa. Fica comigo, por favor." Ela soltou a minha mão e começou a chorar depois de dizer isso. Eu senti um aperto no coração ao ver aquilo. Lauren parecia tão frágil naquele momento, tão m*l, tão... quebrada. Aquela separação devia ter afetado ela mais o que eu pensava. Eu estava precisando se sentir amada, por isso me beijou. Por isso queria me escutar dizer que ainda amava ela. Só por isso. Eu suspirei, sabendo que ficar seria um erro mas mesmo assim, voltei a abraçar ela. Ela me abraçou de volta, me apertando e chorando no meu ombro. Lauren, que sempre foi tão forte, estava ali chorando como uma criança e eu estava quase chorando junto. Tal e como quando Marissa deixou ela a primeira vez e com certeza, pelo mesmo motivo. Eu sentia uma inveja e ciúme enorme da capacidade que Marissa tinha de fazer Lauren chorar por ela. De como ela era importante e necessária na vida de Lauren. "Por quê você não fala com ela e tenta arrumar as coisas?" Perguntei, tentando que ela não percebesse o enorme nó que eu tinha na garganta. Eu senti ela balançar a cabeça, que ainda estava no meu ombro. "Você tinha razão, ela não me merece." As palavras dela me levaram de volta àquela noite, a tantos anos atrás. Eu lembrava de cada palavra e cada detalhe e, pelo visto, Lauren também. Talvez ela quisesse que isso voltasse a acontecer. Talvez ela quisesse que eu consolasse ela e lhe desse uma noite de prazer, antes dela fazer as pazes com a mulher. E o pior de tudo é que um lado de mim, queria que isso acontecesse. Mesmo sabendo que seria só uma noite e que não significaria nada pra ela. "Eu não deveria ter deixado você ir embora sem te dizer a verdade." Eu arregalei os olhos quando ela disse isso e abri a boca para perguntar o que ela queria dizer mas ela colocou o dedo indicador nos meus lábios para que eu ficasse calada. "Eu te amo, Camila. Demorei muito tempo pra poder aceitar isso e mais ainda pra poder te contar, então por favor, só me escuta." Eu não disse nada, até porque estava em shock, e ela continuou. "Depois daquela noite que nós passamos juntas, eu... Eu comecei a sentir coisas que no começo eu não sabia direito o que era. Quando eu voltei com a Marissa, eu pensei que essas coisas desapareceriam e durante um tempo eu acho que consegui isso. Eu pensei que aquela nossa relação de irmãs estava funcionando bastante bem e que era assim que tinha que ser. Você era tão nova e eu não podia te querer do jeito que você queria, do jeito que você me queria. Então eu tranquei esse sentimento debaixo de sete chaves e fiz o que eu achava correto. Ai você foi pra faculdade e eu pensei que tudo voltaria ao normal, que eu esqueceria e pronto mas não foi assim. E quando você começou a namorar... Quando você começou a namorar eu percebi o meu erro, percebi que tinha te perdido de vez." Eu olhava Lauren sem acreditar no que eu estava escutando. Ela estava ali na minha frente, me dizendo tudo que eu sempre quis escutar dela mas mais que felicidade, o que eu estava sentindo era raiva. Raiva dela por não ter me dito que me amava quando eu precisava e por ter me deixado ir embora pensando que o meu amor nunca seria correspondido. Ela sabia que eu amava ela e me deixou pensar que eu amava sozinha, me fez acreditar que era feliz com a mulher aquele tempo todo. "Foi por isso que o casamento de vocês acabou?" Ela assentiu, limpando as lágrimas. "Eu não conseguia mais mentir nem pra ela, nem pra mim mesma." "Mas pra mim você conseguia!" Eu praticamente gritei, perdendo a calma. "Você tem noção de como eu era apaixonada por você, Lauren? De como eu ainda sou apaixonada por você? Como você pôde me esconder isso esse tempo todo e deixar eu pensar que não era correspondida? Você sabe o quanto eu sofria te vendo com ela?!" Eu me afastei dela ao dizer isso e ela se aproximou, tentando me tocar mas eu não deixei. "E agora você resolve me contar isso, depois de seis anos! Seis anos!" Eu sentia as lágrimas caindo pelo meu rosto mas nem ligava. Ela não disse nada e durante vários segundos nós ficamos apenas chorando, paradas na frente uma da outra. Lauren me amava. Lauren sempre me amou. Aquilo seria um sonho tornado realidade, se não fosse por um pequeno detalhe. "Eu vou me casar, Lauren." Eu disse isso em um tom bem mais baixo e ela balançou a cabeça, com uma expressão de dor no rosto. Eu não podia aguentar mais aquilo, era demais pra mim. Eu passei por ela que nem uma bala, e sai do apartamento sem dizer ou escutar mais nada. Eu não soube mais de Lauren no resto de dias que passei em Miami. Quando era o dia dela de ficar com Sofia, Marissa levava ela no apartamento, portanto eu nem precisei ver mais ela. E pra ser sincera, eu agradeci isso. Já estava na hora de deixar aquele amor teimoso para atrás e me concentrar na minha namorada. No meu casamento. Talvez Lauren não tenha conseguido que o casamento dela funcionasse mas eu conseguiria. Tudo seria mais fácil quando eu estivesse de volta em NY e nos braços de Dinah. POV Lauren 2 meses depois Enquanto eu tocava a campainha do apartamento de Camila, eu só rezava para que a namorada dela não estivesse em casa. Depois daquele nosso encontro na minha casa, eu não tinha voltado a falar com ela. Passei os últimos dois meses, vivendo de trabalhar para ver se conseguia esquecer o que aconteceu e se podia deixar tudo atrás mas não consegui. Eu estava me consumindo em vida com aquela situação. Eu já tinha perdido Camila uma vez, não perderia ela duas vezes. Ela abriu a porta com um sorriso nos lábios mas esse sorriso se desfez assim que ela me viu. Parecia que Camila ficava mais linda de dia pra dia e eu fiquei olhando ela embobada, enquanto ela cruzava os braços e suspirava. "O que você está fazendo aqui, Lauren?" "Não vai me convidar pra entrar?" Eu mordeu o lábio, como se estivesse pensando se aquilo seria uma boa ideia ou não mas acabou saindo da frente para que eu entrasse. Eu entrei no apartamento e esperei apenas ela fechar a porta para começar a falar, eu não queria perder nem um segundo. "Camila, não casa com ela. Eu te amo e eu sei que você também me ama, se você se casar com ela vai estar se enganando a você mesma, do mesmo jeito que eu fiz. Você não vai ser feliz com ela, eu sei disso. Você vai passar todos os seus dias tentando se convencer de que não me ama mais e de que é feliz com ela, mas sempre sabendo que isso é mentira. Eu errei com você, eu errei em esconder os meus sentimentos mas agora eu estou aqui abrindo o meu coração e te pedindo que não cometa o mesmo erro que eu cometi. Fica comigo, Camila. Eu prometo que nunca mais vou te fazer sofrer e que nunca mais vou deixar você ir embora." Ela tapou a boca com a mão, balançando a cabeça. Eu via que os olhos dela já estavam lacrimejados e que ela evitava me olhar, embora tivesse olhado nos meus olhos o tempo todo enquanto eu falava. E quando ela me deu as costas, eu pensei que estava tudo acabado e que a minha viagem tinha sido em vão. Mas então, ela voltou a se virar, ficando de frente pra mim. "Eu te odeio, Lauren." Ela veio pra cima de mim, encostando o meu corpo na porta e me beijando do mesmo jeito que eu beijei ela da última vez. "Eu te odeio tanto." Eu sabia que aquilo não era verdade. Sabia que aquele "eu te odeio" significava "eu odeio te amar tanto". Eu abracei a cintura dela e beijei ela de volta, amando a sensação de voltar a tê-la nos meus braços. Camila não disse mais nada depois disso e se afastou de mim apenas para tirar a blusa folgada que ela estava usando, ficando apenas com o sutiã e um short curto. Eu decidi que haveria tempo para conversar depois e tirei a minha camisa também, enquanto ela tirava o short. Ela estava só de calcinha e sutiã e eu estava babando, quase que literalmente, ao ver o corpo gostoso dela. Antes de que eu pudesse tirar as calças, ela mesma se ocupou disso e eu apenas tirei os sapatos para que ela pudesse terminar de tirar. Quando nós já estávamos ambas somente com roupa interior, ela segurou a minha mão e me levou até o sofá e assim que eu me sentei, ela sentou no meu colo. Eu gemi e ela também quanto a b****a dela roçou o meu p*u e nós voltamos a nos beijar com avidez enquanto nossas mãos passeavam pelo corpo uma da outra. As minhas logo foram parar na b***a dela, a qual eu apertei, colando mais o corpo dela no meu. Camila desceu os lábios até o meu pescoço e chupou o mesmo com força, com tanta que doeu bastante e me fez apertar a b***a dela bastante mais forte. Aquilo não tinha nem comparação com a primeira, e até a data única, vez que nós transamos. A primeira vez foi calma, devagar e delicada e essa vez, foi rápida e selvagem. Ela tirou o sutiã e tentei encostar a boca em um dos s***s dela mas não tive tempo porque ela logo levantou para tirar a minha cueca. Eu levantei o corpo para que ela pudesse tirar e, depois de tirar a calcinha e ficar completamente nua, ela voltou a sentar em cima de mim. O meu p*u ficou no meio da b****a dela que já estava molhada e ela logo começou a se esfregar em mim, indo pra frente e para atrás. "Camila..." Eu gemi, apertando a cintura dela. Camila continuava sem dizer nada e simplesmente segurou o meu p*u e sentou nele. Ela me deu mais um beijo quente, antes de começar a subir e descer e apertei a cintura dela com mais força quando ela fez isso. Eu nem lembrava a última vez que eu tinha transado e não só t*****r, mas t*****r com Camila, era o mais parecido ao paraíso. Ela me montava rápido, como se estivesse desesperada por gozar logo e puxava o meu cabelo. Eu tentava me mover debaixo dela, tentava f***r ela desde baixo, mas era difícil e resolvi deixar ela marcar o ritmo. Eu me distrai chupando um dos s***s morenos, tentando não deixar marca, pois eu ainda não sabia se Camila ficaria comigo ou continuaria com Dinah. Aquele pensamento quase acabou com o meu t***o, pensar que ela poderia me mandar embora depois da transa. Eu acho que ela notou isso, porque logo após eu parar de chupar o seio dela, ela segurou o meu rosto e voltou a me beijar só que dessa vez com mais calma. Foi um beijo cheio de sentimento e de promesas e aquele medo que eu estava sentindo, foi passando aos poucos. Camila me amava, agora eu tinha certeza disso. Quando terminamos o beijo, ela se segurou no sofá com as duas mãos, rebolando no meu p*u e eu gemi alto. A visão do corpo dela rebolando e da cara de prazer que ela estava fazendo enquanto gemia, era demais. Eu sentia que estava prestes a gozar e não queria que ela ficasse atrás, por isso eu comecei a esfregar o c******s dela com o polegar enquanto ela continuava rebolando no meu p*u. Quando eu senti a b****a dela contrair com força ao redor do meu m****o, eu fechei os olhos, encostando a cabeça no sofá e soltei um gemido mudo, gozando dentro dela. Eu nunca tinha gozado tanto na minha vida, nem tão gostoso. Eu apertava as coxas morenas e finas enquanto terminava de esvaziar as bolas dentro dela e fiquei vários segundos 'fora do ar'. Abri os olhos ao sentir as ondas do orgasmo passar e vi que Camila me olhava fascinada. Era o mesmo jeito que ela me olhava quando tinha dezesseis anos e o meu coração parecia que ia explodir de felicidade ao ver isso. O amor dela por mim não havia mudado. "Eu te amo, Camila." "Eu sempre vou amar você." Eu sorri ao escutar isso. Nada havia mudado. Aquilo bastava. Eu entendia que ela precisava de um tempo para colocar a cabeça no lugar e eu lhe daria esse tempo. Quando ela se sentisse preparada para voltar a confiar em mim, eu estaria esperando para deixar ela entrar.
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