Joca Narrando Mano… Eu abri o olho devagar, como quem sai de um pesadelo. Ou melhor… de um apagão. Tudo doía. A barriga queimava, o braço pesava, e parecia que tinha um caminhão estacionado no meu peito. Mas aí eu virei o rosto… e vi ele. O Lucas. Cabeça baixa, segurando minha mão como se fosse última esperança. Cabelo bagunçado, olho inchado de tanto chorar. Coração escancarado na cara. — Lu… — minha voz saiu arranhada, fraca, mas ele ouviu. O bicho levantou na hora, os olhos arregalado. Quase derrubou a cadeira. — Joca! Tu acordou! Pelo amor de Deus… — ele falou já chorando, agarrado na minha mão. Sorri, mesmo com a dor me mastigando por dentro. — Tu acha que eu ia deixar tu sozinho nesse mundão, é? Tá maluco? Ele riu e chorou ao mesmo tempo. A cara dele era uma mistura de desesp

