Maya Narrando Eu não conseguia dormir. A casa da Júlia era um refúgio, mas meu peito parecia um campo de batalha. Ela dormia ao meu lado no sofá, toda jogada, boca entreaberta, enquanto eu encarava o teto com o celular na mão e a alma em frangalhos. Não tive coragem de olhar as redes, nem o celular do Nicolas. Só o bilhete que deixei em cima da mesa ecoava na minha mente: — Quando você souber o que quer de verdade, talvez eu ainda esteja por perto. Mas será que ele sabia? O mais c***l disso tudo é que... eu sabia. Eu sabia que amava aquele homem. Que cada toque dele era tatuagem no meu corpo. Mas saber amar não é aceitar migalha, né? E depois que ouvi da Dona Cida que "uma ex do Nicolas apareceu batendo no portão de madrugada, se dizendo arrependida", foi como se o chão fugisse dos m

