Jay estava trabalhando para Brianna e sempre que podia passava suas noites com Erin, ela estava intrigada sobre o outro segurança e queria que ele contasse a ela sobre o tempo que serviu, mas ele fugia do assunto e ela nunca conseguia nada. Até hoje.
Eles acordaram e foram direto para a cena de um crime, um crime horrível aconteceu, eles não tinham certeza do que era, talvez uma briga entre gangues, comum no bairro que estavam, assim que chegaram no local do crime tiveram uma péssima surpresa, um garotinho, 3 balas, 6 anos. Ele tinha APENAS 6 ANOS!, sem marca de luta, sequestro ou algo do tipo, ele estava andando de bicicleta e talvez conhecesse seu assassino. Tinha uns casos que eram mais difíceis para uns do que pra outros, mas esse? Era difícil para todos, esse era um caso que precisava ser resolvido, era necessário justiça para a mãe que estava desesperada no chão vendo seu filho morto.
Durante todo o caso eles buscaram o suspeito, não dormiriam enquanto não achassem, Erin ficou tentando consolar a mãe, mas era impossível seu garotinho de 6 anos tinha sido assassinado, por que fariam isso? Ele era só uma criança.
Antônio tem 2 filhos e já passou pelo pesadelo de ter seu filho sequestrado ver aquele garoto estirado no chão o deixou chateado, ele não desejaria aquilo para nenhum pai.
Ao ver a foto, Mouse lembrou de um caso no Afeganistão, Landigal e uma criança, Jay também lembrou mas não queria falar sobre aquilo, ainda os assombrava, Jay sabia e tentou confortar Mouse mas realmente não queria relembrar.
Durante todo o dia eles procuraram o suspeito, por causa de um I e um Y, uma diferença de nomes, Bryan e Brian, uma criança foi assassinada e pior seu assassino tinha apenas 10 anos, essa foi uma lição pra esse menino, para que ele soubesse como as gangues funcionavam. Isso era c***l demais, pesado demais para qualquer um aguentar.
Eles foram na vigília do garotinho e Erin e Jay estavam abalados demais para ficarem sozinhos então dormiram juntos, mas Erin acordou assustada, um pesadelo, não dela, de Jay ele estava suando frio, gritando, estava nervoso e então ela o acordou e tentou acalma-ló. Ele levou um tempo para se recuperar e perceber que Erin que estava o chamando.
"Jay! Jay! Sou eu, acorda! Jay!" Ela estava o chamando desesperada. Ele acorda e recupera a consciência.
"Desculpe eu tive um pesadelo" ele diz ofegante.
"Tudo bem, tudo bem" ela diz com uma voz calma tentando acalma-ló. "quer falar sobre isso?" Ela pergunta não tentando invadir o espaço dele.
"Não, foi so o caso de hoje que mexeu comigo, só isso" ele responde meio tenso.
"Não foi so isso Jay, você não estava aqui, parecia que estava na guerra, você gritava e chorava, não foi so o caso de hoje, isso te lembrou algo não foi?" Ela pergunta querendo saber o que era, ela precisava que ele confiasse nela.
"Não foi nada Erin, vamos voltar a dormir" ele diz e se deita.
"Não Jay, eu posso te dar o tempo que for necessário, mas quero que saiba que eu estou aqui, eu dividi todos os meus problemas com você e quero que você saiba que pode fazer o mesmo, eu aguento, você pode se abrir comigo, eu estou aqui sempre" ela diz passando a mão no peito dele.
"Você tem razão, mas eu não gosto desse assunto" ele responde.
"Quando eu matei o Yates eu sabia que teria pesadelos, mas você estava aqui e eu podia te contar e te abraçar e tudo passava, eu dividi com você e meus pesadelos pararam, com Nadia foi o mesmo, confia em mim" ela diz com a voz mais calma, fazendo com que Jay confiasse e se abrisse pra ela.
"O caso de hoje... eu... eu me lembrei de um momento no Afeganistão." Ele se senta e olha pra Erin que está atenta a conversa dele. "nos estavamos em combate, nossa base tinha sido atacada e nos atacamos de volta, explosões, tiros, era em uma montanha e não fazia sentido ele estar lá" os olhos de Jay se enchem e ele passa a mão no rosto. "perdemos uns dos soldados e estávamos procurando por vítimas quando eu vi uma mão debaixo do barro" agora lágrimas saem do rosto de Jay, Erin de aproxima de Jay e passa a mão no ombro dele.
"Eu gritei por Mouse para me ajudar, achávamos que era um soldado e quanto mais cavamos, mais percebemos que não, era um corpo de uma criança, um garotinho igual o de hoje, ele era tão pequeno, ele tava morto não tivemos nem chance. Se eu tivesse esperado, eles mandaram o garoto como isca e ele perdeu a vida por minha culpa, tinhamos que ter visto ele e protegido." As lágrimas escorrem do rosto dele.
"Ei... ei, a culpa não é sua, ele era isca ele teria morrido de qualquer jeito e você fez o melhor que pode, se não fizesse seus soldados teriam morrido. Você sabe como é r**m se culpar por algo que não foi sua culpa" Erin diz e passa a mão no rosto dele limpando as lágrimas. Ele assente e para de chorar ele não quer que ela o veja desse jeito. Eles se abraçam e deitam.
"Obrigado" Jay sussurra no ouvido dela e eles adormecem.
No dia seguinte Erin acorda primeiro e fica olhando enquanto ele dorme, da uns beijos no peito nu dele e sorri quando ele acorda.
"Bom dia" ele diz preguiçosamente e sorri.
"Bom dia, como passou a noite?" Ela pergunta o encarando.
"Perfeitamente bem com a mulher mais incrível que eu conheço" ele diz e se beijam, Erin vai descendo seus beijos até o pescoço de Jay.
"Vou fazer o café" ela para e se vira pra se levantar.
"Não vai não" ele a puxa de volta e a beija de novo.
"Nós vamos nos atrasar" ela diz entre os beijos e sobe em cima dele e sorri.
"5 minutinhos" ele diz quando começa a tirar a blusa dela, mas ela o impede levantando rápido da cama.
"7:50, como assim?" Ela diz e ele olha pro relógio e se levanta.
"Por que nós não ouvimos?" Ele pergunta enquanto se trocam. Eles riem e saem para o distrito.
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Durante os dias Jay diminuiu o número de pesadelos e sempre era confortado por Erin, ela o acordava ou simplesmente o abraçava e sussurrava que ela estava ali e que estava tudo bem. Realmente eles sabiam como confortar um ao outro, mas em noites que Jay trabalhava depois do turno eles não passavam a noite juntos.
*Pesadelo de Jay*
Eles chegam na cidade, descem do caminhão e começam a atirar, eles estão no meio de um combate.
"Soldado Adams, não faça isso" ele grita quando o soldado começa a disparar contra todos.
Tiros, explosões e muitas vítimas inocentes. Muitos disparos.
"NÃO FACA ISSO! NÃO!" Jay acorda se debatendo e percebe que foi um sonho r**m. Ele olha pro lado em busca de Erin e lembra que está sozinho e passa o resto da madrugada acordado.
Seus pesadelos não são frequentes mas alguns casos ou assuntos o fazem lembrar de seus momentos na guerra. Eram tempos difíceis. Ele nunca procurou ajuda, o único que sabe o que ele passa é Mouse e mesmo sem saber de tudo, Erin estava lá pra ele, ele nunca tinha tido alguém como ela, ela ajudava os pesadelos passarem, mas nem sempre ele conseguia se livrar desses pensamentos ruins.
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"Bom dia" ela diz quando ele abre a porta.
"Tá fazendo o que aqui? Não íamos nos encontrar na cafeteria?" Ele pergunta confuso.
"Vim trazer seu café, não sei porque mas achei que você precisava" ela disse e entra no apartamento. "que cara é essa? Parece que passou a noite em claro" Ela pergunta confusa, ele esta acabado mas não mente pra ela.
"Não consegui voltar a dormir depois do pesadelo" ele diz tomando seu café.
"Hey, babe. Quando for assim me liga, você sabe que pode me ligar a qualquer hora" ela diz se aproximando preocupada.
"Eu sei, tá tudo bem, eu já estou acostumado com isso" ele diz.
"Jay, você não tem que se acostumar com isso, você precisa de ajuda e você sabe disso." Ela diz firmemente mas se surpreende com ele.
"NÃO ERIN! EU NÃO PRECISO DE AJUDA! TO CANSADO DAS PESSOAS DIZENDO ISSO!" ele responde severamente não percebendo como falou com ela até que ela diga.
"HEY, CALMA! Não precisa falar assim Jay, eu estou aqui por você." Ela diz chateada, mas sabe como isso pode ser difícil de lidar.
"Me desculpa, Erin. Me desculpa" ele diz tentando beijar ela.
"Não Jay, não faz isso" ela vira o rosto. "tá tudo bem, de verdade, mas não tenta resolver seus problemas com beijo ou sexo, você tem que falar e não tentar evitar de outras maneiras" ela diz o encarando, ele está com raiva, esse assunto o irrita, mas antes que continuem eles são chamados para um caso e vão para o carro.
"Eu não queria evitar o assunto te beijando ou transando, minhas desculpas são sinceras, prometo" ele diz evitando olhar pra ela.
"Tudo bem, eu sei quando é e quando não é" Erin diz sem olhar pra ele, continuando dirigindo.
"Obrigado por sempre me ajudar" ele diz, mas ainda não olha pra Erin.
"Jay!" Ela olha pra ele "eu sempre estarei aqui por você, sempre cuidaremos um do outro lembra? Agora é minha vez de cuidar de você" ela volta seu olhar para a rua e passa a mão na perna dele. Ele não diz nada e depois de um tempo coloca sua mão sobre a dela.
"Pode ser que eu comece a ir pro seu apartamento sorrateiramente a partir de agora" ela diz em um tom de brincadeira, o que faz Jay sorri.
"Eu acho que eu vou gostar disso" ele sorri de volta.
"Jay, estou falando sério, não quero que passe por isso sozinho, pode ir pro meu apartamento a hora que quiser e pode me ligar a qualquer hora, sempre" ela diz e Jay assente.
Eles começam a trabalhar, se apoiam o dia todo e tem as costas um do outro como sempre. No final do dia Erin vai a um chaveiro e pede uma cópia da chave de seu apartamento e entrega para Jay.
"Por que isso?" Ele pergunta meio curioso.
"Por que eu quero que você vá para o meu apartamento depois do trabalho no Puro Verde e como eu sei que você não vai por que não quer me acordar, acho que se você tiver a chave não vai precisar fazer isso." Ela diz carinhosamente com um sorriso no rosto. Antes que ele responda ela continua "E se eu acordar no meio da noite e você não estiver ao meu lado, eu vou até a sua casa" ela diz brincando mas ela realmente fará isso se necessário.
"Eu vou" ele levanta a mão em rendição. "você é incrível sabia?" Ele diz e a beija.
"Eu sei, agora vai trabalhar com a plantação de maconha" ela diz sorrindo. Eles se beijam e ele vai embora.
Nenhum dos dois tiveram uma relação igual a que eles tem agora, as de Erin eram passageiras ou abusivas. Já as de Jay não tinham sido tantas, ele era adolescente quando entrou para os Rangers e desde que ele voltou do Afeganistão, seus pesadelos e problemas não deixaram ele se envolver seriamente com outras mulheres. Eles se sentiam seguros um com o outro, confiavam seus maiores pesadelos, se apoiavam sempre, estavam lá um pelo o outro, era algo que nenhum tinha sentido na vida, não era só sexo, mesmo que eles tinham uma química excelente, eles eram muito bons na cama, mas era mais, eles eram uma família, era incrível como eles se sentiam um com o outro, 100% seguros.