O caso era uma bebê recém nascida abandonada em uma bolsa perto do lago.
Voight recebeu uma chamada dos patrulheiros e foi o primeiro a chegar no local. Logo depois Erin e Antônio, a intenção era deixar que a bebê afundasse no Lago Michigan. Era um caso horrível, quem tem coragem de fazer isso com uma bebê tão indefesa? Ela foi dada morta pelos paramédicos, mas ao chegar no hospital descobriram que ela ainda estava viva.
Erin e Jay foram até os avós da criança que negaram, o que fez Erin elogiar Bunny, em comparação a avó dessa criança Bunny merece até um prêmio. O avô não estava muito contente com a decisão de sua esposa então conversou a sós com os detetives no carro deles.
Durante o dia eles duvidaram do pai da criança que era so um adolescente, dos avós mas eles tinham ótimos advogados, da parteira e do "pai adotivo" da criança, mas quem realmente tinha esquecido a criança no frio do lado de fora foi o filho do casal que tinha comprado o bebê.
Erin viu como Hank estava abalado e se juntou no escritório dele, ele acabou compartilhando que Justin era gêmeo mas a menina havia morrido no nascimento, agora estava explicado por que ele tinha tanto amor por Erin, era como se ela fosse a menininha dele.
Erin queria que a vó fosse presa e no final do dia a parteira, a avó e o "pai adotivo" seriam indiciados e Erin queria fazer as honras de prende lá. Então ela e Jay foram ao restaurante onde ela estava, Erin fez questão de falar alto para que todos soubessem o que estava acontecendo. Assim que saíram do distrito a equipe foi ver a bebê no hospital, ela estava saudável, ela era uma guerreira antes que eles entrassem Erin pediu para que eles deixassem a mãe biológica entrar primeiro e entrou junto com a menina.
No carro
"Justin era gêmeo, era uma menina" Erin comenta.
"Serio?" Jay pergunta intrigado.
"Sim, Voight me contou hoje. Inacreditável como existem pessoas capazes de cuidar m*l de um filho sendo que outros fariam de tudo para protege-los" Erin reclama.
"Pois é, eu também não entendo. Se eu tiver filhos jamais deixaria que algo de r**m acontecesse." Responde Jay pensando alto.
Eles nunca conversaram sobre, faz 1 ano que estão juntos mas nem um eu te amo saiu ainda, então isso não era assunto que eles comentavam, até hoje. Jay queria filhos, mas estava tudo bem se Erin não quisesse. Já Erin não queria, mas talvez ela pensasse em ter com Jay, ele era tão carinhoso seria um excelente pai, ela jamais deixaria um filho deles crescer longe de Jay independente de qualquer coisa, o problema era ela, ela não se sentia boa o suficiente para ter um filho, tinha medo de ser igual Bunny.
"Nem eu, eu jamais teria um filho para criar como Bunny me criou. É por isso que prefiro não ter, não quero ser igual a ela." Erin diz. Eles não estão pensando, só conversando como parceiros e não como namorados e nem percebem em que caminho essa conversa está andando.
"Hey" Jay a chama "você não precisa ter filhos para provar que é melhor que a Bunny por que eu sei que você será." Jay afirma sem pensar "mas espero que se você quiser realmente ter, não se prive por medo, você seria uma excelente mãe, eu sei disso" Jay se corrige e eles apenas concordam com a cabeça e chegam no Molly's. Depois do bar cada um vai pro seu apartamento, eles deitam em suas camas e pensam na conversa no carro. Filhos? Eles seriam bons pais? Eles teriam filhos juntos? Eles teriam um futuro? Perguntas que pairam na cabeça de cada um antes que dormissem.
_____
Algumas semanas se passam e Jay ainda está na busca por apartamento, ele está tentando mudar a alguns meses mas o trabalho o impedia de conseguir procurar e nenhum estava bom para ele. Erin e Jay não tinham planos pro futuro, passavam noites no apartamento um do outro, tiveram uma conversa sobre filhos, mas nada demais, porém desde que voltaram a namorar tinham planejamentos de juntar dinheiro então sempre que podiam pegavam plantões, as vezes juntos outras vezes separados. Essa noite Platt pediu para que patrulhassem de madrugada.
Eles vão para a cafeteria e pegam café, de volta para o carro Jay conta a mesma história da clarabóia pela milésima vez e eles voltam ao assunto do apartamento. Jay se importa com coisas pequenas ou coisas que ele nem sabe mexer como ducha com saída a vapor, eles comentam mas são chamados pelo rádio, tiros disparados em uma residência. Durante o caminho eles continuam.
"Se quiser essa tal ducha terá que fazer muitas horas extras" ela diz enquanto vai ao local com a sirene ligada.
"Eu cheguei a te mostrar aquele loft?" Ele pergunta. Jay sempre perguntava a Erin sobre o que ela achava do apartamento, por mais que não gostasse do que morava ele daria pra uma pessoa sozinha, mas ele queria ter espaço pra Erin, ele pensava em morar com ela futuramente, mas mostrava por fotos, não sabia se ela iria achar estranho os dois olhando apartamentos juntos. E ele sabia que se ela falasse m*l ele não compraria, como esse loft.
"Aquele com um banheiro perto do fogão? Você não vai se mudar pra lá." Ela responde, eles não estão indo morar juntos mas os dois pensam em um futuro e ela não quer que ele se mude para um lugar pior do que o apartamento dele.
"É aconchegante" ele responde, essa pergunta foi mais pra ver se ela estava interessada em onde ele moraria.
"É a prisão também" Erin diz e eles chegam ao local.
O caso era uma família assassinada, uma única sobrevivente de 12 anos.
Isso abalou Erin, ela não queria deixar a menina sozinha então foi com ela para o hospital, o que preocupou Jay, ele sabe como as pessoas se apegam ao que não podem ter, principalmente crianças. Depois de informar o caso a inteligência Jay é liberado, Al fica com pena da garota pois não tem ninguém mas Voight afirma que ela tem eles, Jay nem Erin precisariam trabalhar, mas Erin ainda estava no hospital, ele vai em casa tomar banho e trocar de roupa e depois vai ao apartamento de Erin e pega umas roupas para ela e a encontra no hospital.
"Muda de roupa" ele levanta a bolsa quando vê Erin na sala de espera. Ela agradece, está cansada, mas não dorme desde o dia anterior, Jay pergunta se ela quer mais alguma coisa e ela recusa gentilmente.
"So pra distrair você" Jay se senta ao lado de Erin e Pega o celular. Para mostrar umas fotos de um apartamento. "Pode me chamar de maluco, mas esse aqui é o ap perfeito, saca só a vista." Ele diz e Erin passa a fotos.
"Cadê o quarto?" Erin pergunta.
"Você viu a vista?" Jay gagueja.
"Não tem quarto?" Erin olha pra Jay.
"Tem uma lavanderia a seco" ele diz tentando dar alguma qualidade.
"Você nem sabe o que é uma lavanderia a seco" ela retruca.
"Eu vou aprender" ele diz fazendo Erin rir mas o assunto acaba e ela se concerta na cadeira, ela está morrendo de sono e Jay diz que ela pode ir que ele espera a garotinha acordar e explica a empatia em excesso fazendo ela perguntar se ele quer que ela se importe menos, mas ele quer apenas que ela durma. Ela olha pra ele e da um beijo rápido em agradecimento pela roupa e pela preocupação e vai se trocar. Jay já tinha dormido um pouco quando foi liberado e então ele decide ajudar no caso, Erin espera a garota acordar e quando acorda a menina corta o enfermeiro com um bisturi, Erin acalma ela e os médicos a sedam fazendo Erin brigar com Dr. Charles por sua abordagem, ele a manda ir pra casa que assim que possível ele a chama, Erin faz e vai pra casa dormir, depois volta e espera. Assim que Polly acorda ela é permitida entrar no quarto, Polly pede para ajudar. Depois de conversarem com a criança Erin se desculpa com Charles por ter brigado com ele mais cedo, era por que ela não tinha dormido. A garota diz querer ir pra uma casa do lago e Erin investiga para saber se existe uma, Erin passou o dia todo entretida no caso, m*l se cuidou, dormiu pouco, e nem comeu então Jay leva alguns arquivos, Erin está procurando a casa desde então e Jay diz que ela não precisa fazer isso sozinha ele também compra sanduíche pra ela.
"Sabe que eu adoro um combo" ela pega o lanche e sorri em agradecimento. Eles continuam procurando até que Jay acha e Erin mostra para Polly, que confirma.
"Ótimo, vamos dar uma olhada lá" Erin diz. Jay entrega o casaco da menina e tenta aliviar o clima.
"Quer saber? Isso é bom por que assim a Erin vai me deixar dirigir." Ele se lembra de quando Erin deixou ele dirigir ate Wisconsin.
"Ah mais não vou mesmo" Erin retribui a brincadeira rindo e olhando para Polly, mas não adiantou pois ela não estava no clima.
Durante o caminho eles conversam sobre tudo, Polly não está muito contente mas está falando de como eles eram felizes na casa do lago e Jay e Erin compartilham que já foram pra uma em um final de semana e que realmente é muito legal. Eles estão de coração partido pela garotinha e os tios mais próximos dela ainda não chegaram em Chicago.
Polly divaga muito, lembrando de coisas que eles faziam, mas Jay e Erin precisam que ela fale sobre o homem, mas ao contar ela chora e Jay e Erin a consolam. Depois de informar quem era o suspeito, ficam com ela mais um pouco na cabana. Ela gosta de Jay e Erin mas não está muito feliz, o que faz com que eles queiram deixar ela o mais confortável possível, eles voltam para o hospital e vão prender o cara que ela diz que viu.
"Eu acho melhor ela passar a noite comigo" diz Erin para Jay, enquanto dirige para o hospital para visitar Polly.
"Erin..." Jay começa mas é cortado.
"Jay, eu sei o que você vai dizer, mas eu já fiquei com aquela garotinha sequestrada e visitei até os novos pais adotivos, jantei com ela e ainda conheci o quarto dela, sem me apegar. Eu consigo fazer isso é so enquanto os tios não vem" ela continua dirigindo.
"Ok, mas vamos fazer isso juntos" ele segura a mão dela e ela sorri pra ele. Eles chegam no hospital e perguntam se Polly quer passar a noite com eles e ela aceita. E eles vão para o apartamento.
"Vocês namoram?" Ela pergunta vendo os dois juntos.
"Sim" Erin responde e eles entram em casa.
"Vocês moram juntos?" Ela pergunta de novo.
"Não" Erin responde novamente olhando para Jay sem graça.
"Vocês vão ter filhos?" Ela está fazendo muitas perguntas, ela quer esquecer os problemas e perguntar se eles são uma família como a dela era.
"Você está com fome?" Jay muda de assunto, ela n**a com a cabeça.
"Se vocês tiverem filhos levem eles pra casa no lago que vocês já foram, é muito legal eu gostava sempre de ir e ajudar meu pai, eu não queria que eles tivessem ido embora" ela diz e começa a chorar novamente. Nem Erin nem Jay sabem o que fazer ou falar é muito complicado pra uma criança tão nova passar por isso.
"Hey" Erin se abaixa até ela "escuta, você é uma menina muito forte e você vai superar isso." Ela abraça a menina.
"Olha, eu acho que eu sei de uma coisa muito legal pra animar" Jay coloca um filme para eles assistirem e tomam sorvete.
"Você tem quarto de hóspedes?" Ela pergunta e Erin balança a cabeça negativamente.
"Onde eu vou dormir?" Ela pergunta.
"Você pode escolher" Erin responde. Ela olha pro Jay e pra Erin.
"Onde você vai dormir?" Ela olha pra Jay.
"Eu vou dormir na minha casa" ele responde gentilmente.
"Por que você não dorme aqui? É por que eu estou aqui? Eu durmo no sofá" Ela pergunta com o olhar fixo em Jay. Jay olha pra Erin.
"Não precisa" ele responde com um sorriso.
"Mas eu não quero que você saia" ela não tira os olhos de Jay por um segundo. Erin sorri e acha fofa a forma que ela pede.
"Você dorme no meu quarto e nos dormimos na sala pode ser?" Erin pergunta, Polly concorda pode até ser visto um sorriso em seu rosto. Eles voltam assistir o filme até que Polly dorme no colo de Erin. Jay levanta e a pega a colocando no quarto de Erin, ela observa a cena e agora acha que quer ter um filho com Jay, ele a cobre, pega alguns travesseiros e cobertores e volta pra sala. Erin está sorrindo.
"O que foi?" Jay pergunta.
"Você é muito fofo" ela responde. Ele ri arrumam os cobertores no chão e vão dormir. No dia seguinte acordam doloridos no chão e Polly está sentada no balcão vendo eles e comendo cereal.
"Bom dia" diz Erin e Jay we levantando. Eles arrumam a sala, cada um toma banho e Erin penteia o cabelo de Polly, dessa vez foi Jay que admirou a cena. Eles saem de casa e vão para o distrito, Erin conversa com Polly até que seus tios cheguem, Polly agradece e se despede de Erin que volta para o Bullpen.
"Eles já a buscaram. Até que não foi tão r**m assim" Erin diz.
"Não, adorei passar a noite com vocês." Jay diz e sorri e Erin volta para a mesa.
Foi uma circunstância r**m e apenas uma noite, mas Jay percebeu que Erin jamais seria como Bunny e Erin percebeu que Jay jamais seria um pai ausente, esse foi o começo de um pensamento de uma família para os dois.