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Stary camping Laços de amor

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Sinopse

Amanda está vivendo o pior momento da sua vida e decide repensar suas mágoas e rancores. O objetivo é viver o melhor em um ano sem afetar sua família mais do que já está afetando. Sua r*****o com o pai também é inexistente, ela e o irmão abriram mão dele quando decidiu deixar a família para ficar com a amante, nem mesmo a irmã deles, fruto do segundo casamento do pai, eles conhecem. Mas agora, Amanda está revendo suas prioridades, está aberta a reconciliações e novas descobertas, viver é o que ela mais quer, o bem estar dos seus é o seu maior objetivo. Ela só não esperava encontrar no seu caminho Eduardo, sobrinho da madrasta, que o pai e a mulher adotaram após a morte dos pais dele.

Eduardo se apaixonou da forma mais improvável e pela pessoa menos provável. Pela sua irmã adotiva! Ele a conhecia pelas redes sociais e se encantou pelo jeito espontâneo e único de ser da garota, uma otaku fujoshi super apaixonada por mangás Yaoi, animes e Doramas BLs, que adora usar perucas das mais variadas cores. Porém, ao descobrir que a moça tem um ano de vida, toma a decisão de conhecer a pessoa que odeia sua família, mas que é o seu primeiro e único amor. Entretanto, será que Amanda é a pessoa por quem se apaixonou? Eduardo vai descobri que ela é bem diferente do que pensou, mas a versão real do seu amor, é ainda melhor.

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Prólogo
Olhei para Henrique e sorri, um sorriso cansado. Meu irmão segurou minha mão direita entre as suas enquanto tomava a medicação. O enjôo veio com força, mamãe foi ligeira ao colocar o balde em minhas mãos. Todo o almoço sem gosto desceu, graças aos efeitos da quimio. Hoje é um dia em que as duas pessoas que mais amo, estão comigo. Geralmente, apenas um me acompanha no tratamento. Observando os dois, percebo quanto estão cansados, não lembro a última vez que eles tiveram uma boa noite de sono. Ainda consigo lembrar quando comecei a sentir os sintomas do câncer, foram há dois anos, estava com 17 anos, começou com uma tontura que atribuí a rotina corriqueira do ensino médio (terceiro ano) vestibulanda, ainda trabalhava como jovem aprendiz numa rede de farmácias de Belém. Minha rotina era muito puxada, não só a minha mais da mamãe e do meu irmão também. Somos apenas nós três há nove anos, Thiago nos deixou para ficar com a amante, Susan, uma mulher de sorriso dócil mas que é uma verdadeira destruidora de lares. Eles tem uma filha, Susana. Não a conheço, é uma criança de mais ou menos 7 anos, talvez mais, não sei. Sempre que Thiago aparecia para nos levar, Henrique e eu fugiamos para a casa de um amigo. Rolou até polícia certa vez, quando ele acusou Soraya de alienação parental. m*l sabia ele que mamãe sempre conversava conosco, sobre a importância do perdão. Quando o caso foi parar nos tribunais, choramos diante do juiz pedindo para que ele não nos obrigasse a conviver com aquela mulher, duas crianças fofas e bem articuladas conseguiram comover o juiz, e Thiago teve suas visitas reduzidas a sala da nossa casa. Não adiantou muito, sentávamos na sala e assistíamos TV, o ignorando. Certa vez ele perdeu a paciência. — Chega dessa birra de vocês. Se não querem entender que a minha r*****o com sua mãe acabou mas a nossa é eterna, então que seja, quando precisarem de mim, é só ligar. Tínhamos doze e dez anos e depois disso, fingimos que não temos pai. Enfim, como estava dizendo, tínhamos uma rotina puxada e quando os sintomas começaram a se manifestar, eu não liguei. Atribui ao cansaço. A perda de apetite se tornou algo constante assim como tonturas e febres corriqueiras, não pensei muito, apenas comprava o remédio para os sintomas na farmácia onde trabalhava e a vida seguia ( pessoas, não se auto medique), a noite passei a suar muito e só procurei um médico quando comecei a ter fortes dores nas articulações. No início, os exames deram como uma forte anemia e passei a fazer o tratamento para tal, mas eu só piorei, passei a me sentir constantemente cansada, fatigada. Meu rendimento na escola caiu, no trabalho também. Então, numa bela manhã de quarta-feira, o médico ao qual estava acostumado a cuidar da saúde do meu irmão e eu, estava seriamente quieto após o resultado de uma bateria de exames. Havia outra médica na sala, segundo ele, uma especialista e foi ela quem nos deu a notícia. — Dona Soraya, Amanda, os resultados do seus exames mostraram que você tem leucemia Mielóide aguda. Mamãe aperto minha mão com força. — Que? — Ela perguntou sem conseguir absorver aquela informação. — A leucemia é uma doença hematológica que compromete a produção dos componentes do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas, geradas na medula óssea. — A médica da uma pausa para que possamos assimilar tudo, apenas quando mamãe pede que ela continue, a mulher prossegue. — Essas complicações variam entre anemias, linfomas, leucemias e mielomas, podendo ser benignas ou malignas. Entre os sintomas mais comuns das doenças hematológicas estão o aparecimento de cansaço e palidez cutânea por causa da anemia e o desenvolvimento de manchas roxas pelo corpo, conhecidas como petéquias e equimoses, em razão da queda na contagem de plaquetas. — Todos os sintomas que apresentei — menciono após a conclusão da médica. — Sim — ela confirma. — Qual o tratamento? — Mamãe pergunta. — Eu sugiro a quimioterapia associada a uma forma de imunoterapia, precisamos iniciar imedi… — Eu vou morrer? — Perguntei interrompendo a explicação da médica. — Não, você é jovem, descobrimos a doença cedo e também a colocaremos na lista para transplante de medula óssea, você vai ficar bem após uns meses de tratamento... Cindy, a enfermeira mais espalhafatosa da ala da oncologia, me traz de volta para o agora. Os meses de tratamento ser tornaram dois anos, estou sem cabelo, sem sobrancelha e sem forças físicas para continuar seguindo. Foi com muito custo que concluí o ensino médio, também com muito esforço passei na universidade estadual, mas com o avanço do câncer, precisei trancar ainda no primeiro semestre. — Como está a expectativa para os novos exames? — Cindy pergunta, provavelmente notou que tenho estado bem mais quieta com a aproximação deles. — Com medo — confesso baixinho. — Não deveria — Henrique falou —, tenho certeza que teremos resultados positivos. — Seu irmão tem razão, sei que está frustrada pelo fato da leucemia ter voltado em menos de um ano após a remissão mas, vamos ser positivos, tá bem? — Soraya pede, ela sempre tenta parecer forte e positiva, as vezes isso me irrita. — Escute sua família e você vai vê que eles estão certos. *** Acordei com Soraya falando aos gritos, deve ser Thiago a acusando de ter nos manipulado e afastado de sua vida. — Não posso fazer nada se eles não querem te ver, não esqueça que foi você que desistiu a muito tempo cedendo a teimosia deles. Nem tento levantar, sinto todo o meu corpo dolorido. Thiago não sabe sobre a minha doença, disse à mamãe que se ela contasse, eu não faria o tratamento. Eu sei que pareceu uma birra infantil mas que diferença faria se ele soubesse? Nenhuma. Ele tem a vida perfeita que escolheu, pronto. — Como assim está vindo vê-los? Sem, como? Tá trazendo a Susana para que eles a conheçam? Não, não, Henrique foi passar o final de semana com um amigo e Amanda está dormindo, foi uma semana muito cansativa. Thiago, por favor, não venha. Ela não vai recebê-lo. — Escuto mamãe dizer com pesar. Na verdade, todos estamos nos recuperando do baque que levamos outro dia, os resultados dos meus exames não foram bons, Mariana, minha médica a dois anos falou com pesar que… Soraya estava chorando, ainda ao telefone. Minha mãe nunca foi de falar baixo, na verdade, ela fala gritando ao celular. Me forço a levantar e ando até a parede, o quarto da mamãe fica ao lado. — Por favor, não venha — a escuto sussurrar. Sinto como se o meu coração sangrasse, quando percebo, já estou chorando. Minha mãe e meu irmão estão trancados no quarto tentando lidar com uma dor que há dois anos tenho lutado para evitar que sofram e foi tudo em vão. Tudo! Pela primeira vez em dois anos, me permito desabar, deslizo chorando em silêncio ao lembrar das palavras de Mariana que destruíram para sempre todos os meus sonhos " você não reage mais ao tratamento, você provavelmente ainda tem um ano de vida". Um ano...

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