O portão da mansão se abriu devagar, imponente, como se a própria casa estivesse nos observando voltar. Meu coração batia rápido demais. A viagem tinha sido silenciosa. Matteo manteve o rosto fechado, concentrado, distante outra vez. O homem da ilha — quente, urgente, que me segurava como se eu fosse necessária — parecia ter ficado para trás junto com o mar e a tempestade. Aqui era o mundo dele. E eu não sabia mais qual era o meu lugar dentro dele. O carro m*l parou e a porta já foi aberta por um dos homens da segurança. O ar da Sicília era diferente. Mais seco. Mais real. Sem a proteção da ilha, tudo parecia mais perigoso. Matteo desceu primeiro. Deu a volta no veículo e abriu minha porta. Não falou nada, mas ofereceu a mão. Eu aceitei. O toque firme, quente, seguro — o único ponto

