Capítulo 25

1145 Palavras
Marcelo Estaciono o carro no portão de casa e vejo o rosto da Angelina se contrair com ansiedade*. Ela está muito nervosa. Pra mim isso precisa acabar, nos não somos mais crianças e a essa hora, todos provavelmente estão cientes do que está acontecendo entre a gente. Eu não consigo mais disfarçar o desejo* que sinto por essa mulher, cada dia fica mais difícil de me controlar quando estamos perto um do outro. — Fica tranquila.- tento tranquilizá-la agarrando sua mão e lhe dando um aperto confiante. — Não consigo.- ela sussurra olhando para o portão com os olhos aflitos. — Você precisa confiar em mim Angelina, eu vou resolver isso.- seguro no rosto dela, e ela me encara com os olhinhos brilhando, apavorados. Beijo seus lábios, tentando arrancar um pouco daquela ansiedade* de dentro dela, e fazê-la lembra do por que estou fazendo isso. Quando a sinto um pouco mais calma, abro a porta do carro. Já são 8:35 da manhã, provavelmente o pessoal já estão se arrumando para voltar a Unamar. No caminho, nos passamos na padaria e compramos o café da manhã pra tentar amenizar as coisas. Abro o portão de casa, seguro a mão da Angelina, que arregala os olhos para mim. Sinto a mão dela gelada, e sorrio com seu nervosismo. — Respire.- a advirto, vendo o quanto está tensa ao meu lado. Ela puxa o ar de seus pulmões fortemente, e depois o libera de olhos fechados. Da pra ver o quanto está tentando, e o quando isso está mexendo com seus nervos. Fico preocupado. — Você quer deixa isso pra lá? Se for demais para você, não precisamos...- ela não me deixa terminar a frase. — Não Marcelo, eu só estou muito nervosa, mas sei bem o que eu quero, e eu quero fica com você, sem me esconder, pelo menos não enquanto tivermos aqui.- ela diz firme, e vejo em seus olhos sua certeza. — Ok, vamos lá.- falo segurando em sua mão. Antes de entrarmos, já conseguimos ouvir as vozes animadas que vem da cozinha. Fico a encarando por um momento, até ter certeza que está pronta. Vou caminhando segurando a mão da Angelina, e o café da manhã na outra mão. Quando atravessamos a porta da cozinha, todos que estavam conversando na mesa, se calam imeditamente, se virando para nos encarar. Eles olham para nossas mãos entrelaçadas, e depois para nossos rostos de boca aberta. Linda leva a mão ao rosto e sorri, olhando para nós dois parecendo contente com o que vê. Ela é a única que consegue esboçar algum movimento, o restante parece ter empedrado no assento. — Bom dia.- eu falo suavemente para todos, e eles demoram pra processar meu cumprimento. — Bom dia.- resmungam ainda atordoados. Angelina tenta puxar sua mão da minha, mas eu a mantenho no lugar a apertando firme, tentando lhe passar confiança e segurança. — Bom, acho que não é novidade para ninguém. Sim, nós estamos juntos. Sabemos de tudo que vamos ter que resolver por conta disso, mas decidimos pensar no assunto depois e viver o inevitável.- anúncio para todos. — Eu super apoio.- Linda é a primeira a concorda. — Eu não gosto da questão da traição*, mas no caso da Angelina, eu também apoio.- Emma diz sentada de frente para nós. É bom que eles aceitem, pois querendo ou não, eu não ia deixar de está com Angelina por nada nesse mundo, e se tiver que enfrentar seu noivo, me sinto pronto para isso. O único problema para mim, era ter que ficar me controlando para não toca-la. Não consigo mais me manter afastado dessa mulher, e nem quero fazer isso. Minha mãe apenas me olha sorrindo, assim como Elena para a afilhada. — Ninguém tem que aceitar ou não aceitar nada aqui, vocês são adultos, sabem o que é melhor para eles, e pronto. Acabou o assunto.- Elena diz, e todos concordam. Angelina me olha de lado, conseguindo respirar um pouco mais aliviada agora, mesmo ainda parecendo nervosa, vejo em seus olhos a sua alegria. Dou um meio sorriso caloroso para ela. — Viu, não foi tão r**m assim.- digo, e vejo o sorriso nos lábios dela se tornar maior. ◆◆◆ Depois do café da manhã, começamos a arrumar nossas coisas pra voltar a Unamar. Eu não tinha muita coisa para levar, só mesmo o básico que trouxemos. Todos voltaram nos mesmos lugares que vieram, e quase que Angelina escapou de mim dessa vez. Mas felizmente, assim como eu, a minha filha não consegue mais ficar longe dessa mulher, e a chama outra vez. — Angel, o seu lugar é aqui.- ela chama. Sim filha, o lugar dela é aqui! Angelina vem toda vergonhosa, mas vejo em seus olhos que ela estava esperando por esse convite. Dessa vez, todas as vezes que olhei para ela pelo retrovisor, ela já estava me observando, e sorria ao ser flagrada. Eu estava tão ansioso para tocar-lá, que tive que me controlar muitas vezes para não pisar com força no acelerador. Até que a mão do Sr Benjamin para fora da janela, veio me salvar. — Ele está sinalizando.- minha mãe avisa. — Eles querem ir ao banheiro.- falo com expectativa, e uma esperança na voz. Vou poder beijá-la. Paramos no posto de gasolina, e descemos logo atrás do carro do Noah. Elena foi a primeira a correr para o banheiro, sendo seguida por Noah logo atrás. Minha mãe também quis visitar o toalete, e Angelina ajuda Izabela a sair um pouco da cadeirinha. — Ei?.- chamo sua atenção, quando ela está observando minha filha correr para perto das outras crianças.- não via a hora de poder fazer isso.- puxo Angelina para os meus braços, e a beijo, sem me importar com as outras pessoa nos observando.- senti sua falta.- confesso em seus lábios. — Mas eu estava bem atrás de você.- ela diz sorridente. — É, e por isso foi ainda pior. Ter você tão perto e não poder te tocar me deixa nervoso.- falo mordendo o lábio inferior dela, e ela da uma gargalhada.- Está rindo de mim?.- pergunto tentando esconder meu sorriso. — Você é muito engraçado.- diz sem conseguir parar de rir. — Fico feliz em divertir você.- beijo sua boca mais uma vez, sem conseguir soltá-la dos meus braços. A muito tempo não me sinto assim, quero está perto dela o tempo todo, e isso está me deixando louco. Quando todos já se aliviaram, eu pego Izabela no colo e jogo ela para Angelina, que a segura, enchendo suas bochechas de beijos, fazendo minha filha dar altas gargalhadas gostosas, me fazendo sorri feito um bobo. Eu amo a interação delas duas, é uma coisa tão natural, que se torna bonito de se ver. Voltamos para o nosso caminho, e não demora muito para estarmos de volta em Unamar.
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