Capítulo 13

1963 Palavras
Marcelo Começo a arrumar as coisas para a viagem, enquanto dona Beth vai arrumando as coisas da minha filha para mim. Minha mãe separou tudo que vamos precisar, mesmo já tento tudo montado na outra casa. Os 4 quartos estão completos, mas ela gosta de carregar tralha. Em vários momentos, eu me pego imaginando como será esses dias por lá, vou está na mesma casa que Angelina, não sei se vou conseguir manter minhas mãos longe dela por muito tempo. - Tudo pronto?.- pergunto a dona Anahi, que não para de juntar tralha pra leva. - Sim meu filho, tudo pronto.- ela diz fechando uma mochila. Começo a colocar as bolsas dentro da mala do carro, e saio com ele logo em seguida. Já na rua, percebo Angelina andando de um lado para o outro com o telefone no ouvido. Ela pronúncia algo bravamente, gesticulando as mãos e eu fico a observando de dentro do carro. Parece está em uma discussão. Será que é com o noivo? Talvez seu relacionamento não vá tão bem assim afinal! Ela anda para lá e para cá nervosamente, coloca a mão na testa aparentando está farta de tudo aquilo, e depois a encosta na madeira do portão. Ela realmente parece está exausta daquela conversa. Queria poder ajudá-la de alguma forma, vejo sua agonia e queria arrancar aquilo de dentro dela. Talvez eu possa fazer isso, dando a ela um final de semana agradável e sem aborrecimentos, pelo menos enquanto eu estiver por perto. Volto minha atenção para a tarefa que estava fazendo antes de me distrair com aquela garota linda, decidido a dar-lhe privacidade, mesmo estando tentado a saber se realmente é com o noivo que ela está falando ali ou não. Não sei porque, mas vê-la agitada dessa maneira me incomodou bastante. Se ele tiver a aborrecendo de alguma forma, talvez eu possa tira-lo do caminho. Meus pensamentos viajam para outro lugar, um lugar onde o mafioso perigoso habita em mim. Rapidamente balanço minha cabeça para espantar esses pensamentos. Aqui eu sou apenas o Marcelo, e não gosto de misturar as duas coisa. Por mais que tenha me incomodado vê-la chateada, não posso me meter na sua vida dessa maneira. Saio do carro, vendo que ela ainda não percebeu minha presença do lado de cá da rua. Volto para dentro de casa, para pegar o restante das coisas que preciso guardar, e volto para o carro novamente. Quando chego no lado de fora, Angelina já não está mais lá. Espero que ela esteja bem. As vizinhas começam a aparecer fora de casa, colocando suas coisas nos carros, e nós nos cumprimentamos. - Não precisam levar ventilador, lá já tem.- eu digo a eles. - O que devemos levar?.- Elena pergunta. - Na verdade, acho que apenas suas roupas.- eu digo sorrindo, e ela concorda meio sem graça. Mas é verdade, nós já temos tudo esperando eles, em todos os quarto tem ventiladores e ar condicionado, cobertores, camas e colchões. Eles não vão precisar se preocupar com absolutamente nada enquanto tiverem lá, e se no caso precisarem de alguma coisa, darei um jeito de conseguir o que querem. Eu quero que eles se sintam em casa. Vejo Angelina sair no portão com sua mochila nas costas, e com a cara fechada. Ela está visivelmente irritada, não tem como não perceber isso. A conversa provavelmente não foi tão boa assim. Bom, se foi com o noivo, não foi uma conversa para matar as saudades e também, não a deixou descontraida como a nossa conversa de ontem a noite a deixou. Ponto para mim! - Angel.- Izabela grita animada ao vê-la, e sai correndo com os braços abertos. Angelina abre um sorriso radiante ao ver a minha pequena, e agora sim o dia se ilumina por completo. As duas se abraçam como se tivessem séculos sem se ver, e eu não consigo deixar de sorrir com a cena. - Você pode ir no carro com a gente?.- minha filha pergunta, deixando Angelina totalmente sem jeito. - Filha, nos vamos encontrar ela lá.- eu tento intervir, mesmo achando uma excelente ideia. - Mas eu queria que ela fosse com a gente papai.- Izabela protestar. - Vai com eles Angel, assim sobra mais espaço pra mim no carro.- propõe Emma sorrindo para ela. - Viu papai, ela pode ir com a gente.- Diz minha filha toda contente, sem deixar Angelina argumentar. - Precisamos saber se ela quer vir né filha.- falo encarando Angelina, que parece um pouco indecisa. - Claro, não tem problema, eu vou com você princesa.- ela diz sorrindo para Izabela, que só falta pular em seus pezinhos. Obrigada Deus! Comemoro internamente, mesmo sem saber como vou prestar atenção na estrada tendo ela no meu carro. Como meu carro é espaçoso, coloco a cadeirinha da minha filha no meio, entre dona Beth e Angelina. Eu queria mesmo é que Angelina viesse ao meu lado, mas isso seria pedir demais, então me contendo em tê-la primeiramente no meu carro, isso já me deixa satisfeito. Ela ajeita Izabela na cadeirinha, e coloca sua mochila em cima da coxa. - Quer colocar a mochila na mala? Tem espaço lá.- pergunto enquanto a observo. - Não, está bom aqui, obrigada.- diz parecendo um pouco triste, enquanto eu olho seu rosto pelo retrovisor. - Tá tudo bem?.- pergunto realmente preocupado. Ela somente balança a cabeça com um pequeno sorriso, que não chega em seus olhos. Sei que essa resposta não é verdadeira, mas se ela escolheu não me dizer a verdade, é porque é um assunto particular, então prefiro não insisti, não quero deixa-la ainda mais chateada. Minha mãe senta ao meu lado, Angelina atrás do banco dela, me dando uma boa visão do seu rosto lindo pelo retrovisor. A cadeirinha da minha filha está no meio e dona Elisabeth atrás do meu banco. Decidimos que os vizinhos iam seguir meu carro, e quando estávamos todos prontos, começamos a fazer o nosso caminho. Eu ligo o rádio do carro, e assim seguimos viagem, calados! Vez ou outra, meus olhos vão parar em Angelina pelo retrovisor. Percebo ela bem pensativa a viagem inteira, enquanto olhava para a janela. Brincava de vez em quando com minha filha, até tiraram algumas fotos juntas, porém, não demorava muito para aquela carinha pensativa aparece novamente. Eu sentia vontade de tirar aquela preocupação da cabeça dela de alguma forma, e talvez eu possa tentar fazer isso enquanto tivermos juntos em Arraial. - Angelina minha querida, está tudo bem?.- minha mãe como sempre muito observadora, para não dizer curiosa, pergunta. Angelina dá um pequeno suspiro antes de responder, e coloca um sorriso no rosto para mascarar seus sentimentos. - Sim, tudo bem.- ela responde educada, mas sei que aquele sorriso não é o que ela gostaria te ter nos lábios. - Tô sentindo você tão tristonha, é algo com seu noivo?.- minha mãe continua seu interrogatório, e eu a encaro. - Mãe!.- advirto com um olhar acusatório. - O que é meu filho? Eu só estou preocupada com a menina.- dona Anahi se defende, e eu n**o observando Angelina pelo retrovisor. - Não tem problema.- diz ela com um meio sorriso tranquilizando-a .- tivemos uma pequena discussão, não é nada demais.- da de ombros tristonha, e eu vejo pelo retrovisor quando ela abaixa a cabeça e mexer em seus dedos. - Entendo, fase difícil?.- minha mãe continua perguntando, e agora Angelina levanta a cabeça para achar meus olhos a observando. - Sim.- responde brevemente, mostrando o incômodo em seu tom de voz ao falar sobre aquilo. Felizmente minha mãe entende que esse não é o melhor assunto para se abordar no momento, e a deixa em paz. Vejo seu rostinho triste de longe e a vontade que eu tenho é de abraçá-la, e tirar todos os seus problemas da mente para sempre. Ela deveria ser a mulher mais feliz desse mundo, e essa carinha triste, por mais linda que possa ser, definitivamente não combina com ela. Depois de quase uma hora de viagem, com uma parada para ir ao banheiro, agradecemos por chegarmos em casa. A pista estava livre, e conseguimos fazer os 50 km de distância, não ser tão demorados assim. - Nossa, aqui é muito lindo.- diz Angelina olhando a praia pela janela do carro. - Aqui é maravilhoso.- diz Dona Beth. - Concordo.- minha mãe também declara. Nossa casa fica bem de frente para a praia dos anjos, e realmente a vista é maravilhosa. Do terraço então, é de tirar o fôlego de qualquer um. Nós começamos a carregar nossas bagagens para dentro de casa. O pessoal fica deslumbrado com a piscina, e a área de lazer que fica na frente da casa. Eu abro a porta da sala, e fico contente de vê tudo bem limpo. Tenho que dar um agrado para a dona Marina que sempre vem aqui cuidar da casa, e fez um excelente trabalho em cima da hora, deixando tudo pronto para a nossa chegada. Minha mãe faz um pequeno Tour com as mulheres pela casa, e eu, Noah e o sr. Benjamin, vamos para rua comprar as coisas pra começar a fazer o churrasco do almoço. Compramos as carnes para o churrasco, e ainda passamos na peixaria para comprar camarão e peixe. Voltamos para casa conversando sobre como era a vida do sr. Benjamin na polícia, e só agora que descubro que ele é um policial aposentado. Noah conta também que é vigilante, e que está estudando para trilhar os caminhos do pai na polícia. Chegamos em casa e começamos os trabalhos. Sr.Bem já foi acendendo a churrasqueira, e o pessoal foi se divertir na piscina. Eu subo para o quarto, coloco um short confortável, e fico sem camisa mesmo. Angelina está com o semblante bem melhor agora. Ela colocou um maiô, e caiu na piscina junto com as crianças. Essa mulher é tão linda! Ela tem um corpo perfeito, eu fico fascinado naquelas curvas. Ela colocou Izabela na boia rosa de rosquinha, a mulher do Noah colocou a filha deles na boia de flamingo. Abigail também colocou o Luca em uma boia de avião, e agora eles estão apostando corrida, enquanto minha mãe e Elena ajudam Elizabeth na cozinha. Eu fico feliz em ver todos se divertindo! Como colocamos a cerveja pra gelar bem cedo, a essa hora ela já está no ponto. Noah e eu ficamos na retaguarda do sr.Benjamin, o auxiliando no churrasco, e bebendo uma breja gelada. - Vem cá, por um acaso eu estou cagada?.- a mulher do Noah pergunta de dentro da piscina, e a gente se olha por um instante sem entender nada. - O que?.- Noah pergunta como se ela tivesse falado inglês. Eu não o culpo, pois também não entendi o que ela quis dizer com isso. - Ué, a gente não bebe não né? Só os alecrim dourado?- ela diz sarcástica, e a gente começa a ri, entendendo só agora o que ela quis dizer. Pego duas Stella Artois, entrego uma para ela, e vou para perto da Angelina, para entregar uma garrafa a ela também. - Obrigada.- ela pede sorrindo, e esse sorriso parece muito mais sincero. - Está melhor?.- pergunto me sentando na beirada da piscina, e encarando seu rosto bonito. - Estou sim, não precisa se preocupar com isso.- ela diz tomando um gole da cerveja. - Que bom.- sorrio satisfeito.- quero te leva pra passear mais tarde.- falo para ela, e ela me olha com expectativa. - Sério, aonde?.- pergunta sorrindo, e eu acabo sorrindo também. Linda!!! - Por aí, pra você distrair um pouco a mente.- respondo deixando ela na curiosidade, e ela concorda animada. - Tá bom, já estou ansiosa.- diz bebendo sua cerveja. Fico satisfeito deixá-la mais alegre. Eu quero essa mulher pra mim!
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